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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 368 | Dezembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Opinião

Editorial:

Participação que gera bons resultados

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

O ano de 2007 está terminando e o balanço é altamente positivo para o setor agrícola e de modo especial, para a Coamo e os seus cooperados. Mesmo com muitos problemas de seca, geada e de preços enfrentados até o início do segundo semestre, podemos concluir que 2007 foi um ano muito bom para os cooperados da Coamo e também para à agricultura brasileira.

A Coamo registrou este ano uma safra normal, mas houve incremento nos volumes recebidos das safras de soja, milho verão e inverno, e também de trigo. No trigo, por exemplo, o clima favorável e o produto de qualidade fez da Coamo uma das empresas que mais receberam o cereal no país. No geral, a Coamo recebeu em seus armazéns volumes que superam 71 milhões de sacas, o equivalente a 4,3 milhões de toneladas de produtos. São números expressivos que mostram a força e o trabalho desenvolvido pelos cooperados e pela cooperativa que, novamente com profissionalismo e vi-são estratégica, disponibilizou uma eficiente e ágil estrutura para o recebimento eficaz da safra 2006/07.

Os preços das commodities agrícolas não foram satisfatórios até o mês de julho. Em agosto quando realizávamos nos entrepostos as Reuniões de Campo com os co-operados acompanhamos a mu-dança desse cenário influenciada por problemas climáticos nos EUA e na Europa. Essa situação provocou aumento na demanda mundial e redução nos estoques, e impulsionou o aumento dos preços agrícola. Diante dessa nova realidade, um bom número de cooperados da Coamo na média realizou fixações acima dos R$ 30,00 a saca; no  milho, o novo patamar de preços abrangeu um número maior de cooperados, inclusive os que colheram a safrinha, que fizeram fixações na média a valores superiores a R$ 15,00 a saca.

Este cenário otimista vem ao encontro da nossa orientação aos cooperados, a de efetuar suas fixações em função dos custos de produção. Quando da Campanha de Safra 2007/08, o preço as saca da soja girava em torno dos R$ 30,00, valor este que já era o dobro do custo de produção. Então, reforçamos esta orientação para que os cooperados façam a comercialização da sua produção de forma escalonada e assim, obtenha uma boa média no final. Temos que vender a safra em função dos custos para garantir o lucro. Os cooperados precisam estar cada vez mais conscientes do uso dessa estratégia para conseguir lucratividade e o sucesso na sua atividade.

A tendência é para a manutenção desses bons preços, principalmente em razão do uso do etanol e do biodiesel, e a nossa torcida é para que esta situação favorável permaneça. A safra 2007/08 está apresentando bom desenvolvimento e indicando uma promissora colheita, diferente das previsões divulgadas pela imprensa que acenava por frustrações. Esperamos que o clima continue normal e favoreça o desenvolvimento satisfatório das plantas visando boas produtividades nos campos dos cooperados da Coamo.

Neste clima de final de ano, a Coamo novamente fez a alegria de praticamente 100% dos seus cooperados com a antecipação das sobras no valor de R$ 21.6 milhões distribuídas no dia 11 de dezembro. É uma satisfação imensa para a diretoria da Coamo promover esta distribuição antecipada nesta época do ano, beneficiando não só os cooperados e familiares, mas também o comércio de uma maneira geral. As sobras são muito bem-vindas, graças a Deus, a participação maciça dos cooperados e a administração profissionalizada é que a Coamo pode proporcionar este importante benefício em dezembro.

Com grandes volumes de produção, bons preços e sobras antecipadas, resta-nos agradecer. Os agrade-cimentos da Coamo a Deus por mais um ano abençoado; aos cooperados pela grande participação e valorização na Coamo e na Credicoamo; aos nossos companheiros de Diretoria e membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, dos Comitês Educativos; aos nossos funcionários, entidades financeiras, clientes e fornecedores pelo apoio, parceria e confiança em nossa administração e trabalho em prol de um cooperativismo cada vez melhor, para todos.

A Coamo agradece a todos e deseja um Feliz Natal e um próspero 2008, sempre inspirados em valores importantíssimos como a fé, a esperança, o amor, a solidariedade e a união. Que Deus abençoe a todos e que em 2008 todos possam  realizar os seus sonhos e ser cada vez mais felizes.

Ponto de Vista:

 “Cooperativas, orgulho do Paraná”

Enquanto a imprensa noticia os sucessivos recordes nos ganhos dos bancos e no envio dos lucros das empresas multinacionais para as sedes no exterior (triplicaram no governo Lula), uma campanha da OCEPAR, procura mostrar à população paranaense a importância econômica e social das cooperativas no campo e nas cidades. O sistema cooperativista está em expansão, cada vez mais desenvolvido, atingindo diferentes setores da produção e serviços, como cooperativas agropecuárias, de crédito, de saúde, odontológicas, educacionais, de transporte, infra-estrutura, serviços, consumo, trabalho.

Contribuindo de forma direta para o desenvolvimento econômico do Paraná, as cooperativas geraram mais de R$16,5 bilhões em riquezas em 2006, empregando mais de 770 mil pessoas, direta e indiretamente. Diferente de uma empresa capitalista onde os ganhos = lucros e perdas = prejuízos ficam com o(s) dono(s) do capital (brasileiro ou estrangeiro), numa cooperativa os lucros = sobras assim como as perdas são rateadas entre todos os cooperados-cidadãos brasileiros, paranaenses, sendo aplicados nas comunidades onde eles vivem, trabalham e produzem, movimentando toda a economia, gerando emprego, renda, vida.

Segundo o presidente da OCE-PAR, as cooperativas têm um papel preponderante no suporte às ações econômicas dos cooperados, “com forte responsabilidade social e ambiental”. Em 2007 as mais de 230 cooperativas do Paraná devem fechar o ano com um faturamento global superior a R$ 18 bilhões, mais de 400 mil cooperados, envolvendo mais de 2 milhões de pessoas, gerando mais de 770 mil postos de trabalhos. Cerca de 20% da população do Paraná estão abrigados por alguma cooperativa.

O Cooperativismo é o modelo para o Brasil se projetar no cenário mundial como desenvolvido e justo. É o melhor exemplo de como transformar o país. Esse modelo, que nasceu em meados do século XIX, possui características extremamente modernas, pois consegue extrair o que existe de bom no capitalismo enquanto gerador de negócios e lucros, com o que existe de bom no modelo socialista que é a preocupação com o atendimento dos interesses sociais. O capitalismo gera renda, mas não a distribui. O socialismo distribui renda, mas não sabe gerá-la. O cooperativismo sabe gerar e distribuir rendas. Portanto: Nem capitalismo, nem socialismo. Mas sim, cooperativismo!

Administrado de forma completa, com competência, sem discriminação e envolvimento político, partidário, religioso, faz acontecer o que todos nós esperamos: um modelo prático, aplicável, gerador de trabalho, vida e riquezas para nossa terra, realizando o sonho de milhares de imigrantes que para cá vieram. Onde existe cooperativa existe gente trabalhando em conjunto para produzir e preservar riquezas. Apesar do mercado difícil, do tempo instável, da competição acirrada o cooperado sabe que não está sozinho,” que dez valem mais que um”, “que não há nada impossível para vários pares de mãos”. O cooperado sabe que não divide só preocupações nos tempos de crise, mas alegrias, resultados “sobras” nos tempos de bonança!!! Sabe agradecer a Deus pela bênção das chuvas que anunciam boa produção em 2008!!!

Texto extraído do jornal Gazeta do Centro Oeste, de Campo Mourão, em 8 de dezembro de 2007