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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 379 | Dezembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Sistema

Cooperativismo do Paraná avalia o ano e projeta ações para 2009

Encontro, em Curitiba, reuniu 1,7 mil cooperativistas e apresentou o melhor desempenho do cooperativismo paranaense dos últimos 10 anos

Para celebrar os avanços e as conquistas do sistema que beneficia mais de 2,2 milhões de paranaenses, entre cooperados, colaboradores e familiares, a Ocepar e o Sescoop realizaram no dia 5 de dezembro, no Teatro Positivo, em Curitiba, a edição 2008 do Encontro Estadual de Cooperativistas. Na abertura do evento, perante 1,7 mil pessoas, o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR, João Paulo Koslovski, anunciou os bons resultados do cooperativismo do Paraná em 2008. “O Encontro de Cooperativistas é realizado anualmente com o objetivo de promover a integração entre as mais de 240 cooperativas do Paraná e prestar contas daquilo que o Sistema Ocepar e o Sescoop-PR realizaram em 2008, e comemorar o bom desempenho do setor cooperativista”, explicou Koslovski.

A movimentação econômica das cooperativas do Paraná somando-se todos os seus ramos ultrapassará R$ 22 bilhões em 2008, número este que representa recorde dos últimos 10 anos. Outro número que demonstra o potencial de crescimento do setor no Estado é o volume de investimentos. “O planejamento estratégico 2005/2010 das cooperativas paranaenses previa investimentos de R$ 3,5 bilhões em apenas quatro anos, mas esta meta já foi superada, pois os investimentos já somam R$ 3,7 bilhões”, disse o presidente da Ocepar/Sescoop.

Segundo Koslovski, no Paraná são mais de 1,1 mil postos de trabalho gerados pelas cooperativas na economia paranaense, com investimentos que superam 1 bilhão de reais, somente em 2008.

O ano de 2008 foi marcado por desafios

“Mais uma vez as cooperativas evidenciaram o seu importante papel na defesa sócio-econômica de mais de 500 mil cooperados e, principalmente, o papel que possuem no desenvolvimento dos municípios e regiões em que estão presentes”. A afirmação é do presidente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR, João Paulo Koslovski, lembrando que o ano de 2008 apresentou muitos desafios para as cooperativas do Paraná, entre os quais, os efeitos provocados pela crise financeira mundial. “Mesmo assim, a movimentação econômica das cooperativas em todos os seus ramos será recorde, na ordem de R$ 22 bilhões”, disse.

Desenvolvimento local – O crescimento das cooperativas viabiliza a atividade econômica de milhares de paranaenses. Responsáveis por mais de 1.100 postos de trabalhos, as cooperativas paranaenses estão presentes em diferentes ramos tendo, como principal característica, o fato de dinamizar a economia local das regiões em que estão inseridas. “Elas estão presentes em praticamente todos os municípios e são, sem sombra de dúvidas, fortes aliadas no desenvolvimento do Estado”, frisou Koslovski.

O dirigente ressaltou ainda o fato das cooperativas serem fiéis arrecadadoras de tributos e contribuição aos governos no âmbito federal, estadual e municipal, devendo, neste ano, recolher aos cofres públicos mais de R$ 1 bilhão de reais. “São números que exemplificam a contribuição econômica e social que as cooperativas dão para o desenvolvimento do país”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o cooperativismo de crédito e o da área de saúde são exemplos desta evolução. No crédito, existem atualmente 65 cooperativas e 350 mil cooperados, com R$ 4 bilhões de ativos e R$ 3 bilhões em operações de financiamento ao setor produtivo. Na saúde, ramo que se organiza de forma sistêmica, a oferta de serviços de qualidade beneficia hoje mais de 1.250.000 pessoas.

Atuação da Ocepar – Além de apresentar dados sobre o desempenho do setor cooperativista, o presidente da Ocepar fez um balanço das principais ações do sistema este ano, citando algumas das conquistas e das dificuldades ainda não superadas. “As ações desenvolvidas em 2008 pelo Sistema Ocepar exigiu uma forte atuação junto as diferentes secretarias de nosso Estado, em especial, as da Agricultura, Fazenda, Meio Ambiente e Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, viabilizando medidas indispensáveis de apoio aos nossos cooperados. Também a presença sistemática da presidência, dirigentes e funcionários do Sistema Ocepar em Brasília foi importante para que várias questões fossem resolvidas. Além disso, várias medidas foram viabilizadas pelo governo atendendo pleito do Sistema OCB com participação ativa da Ocepar”, disse.

Entre os resultados obtidos em 2008 para as cooperativas e cooperados, Koslovski citou a busca de uma solução para o endividamento rural. Já as questões que estão sendo acompanhadas incluem a Lei Cooperativista, os projetos relativos ao Ato Cooperativo, a reforma tributária, além de questões específicas das cooperativas do ramo saúde, transporte, crédito e infraestrutura. “Mais recentemente participamos de várias reuniões em Brasília para discutir e levar propostas para minimizar os efeitos da crise que assola a economia mundial”, comentou Koslovski.

Informativo Coamo conquista o 2º lugar no Prêmio Ocepar

O programa Informativo Coamo conquistou a 2ª colocação do Prêmio Ocepar de Jornalismo, na Categoria Rádiojornalismo. O troféu foi entregue durante o Encontro Estadual de Cooperativismo, edição 2008. A reportagem vencedora teve como tema: “Cooperativismo, desenvolvimento sem fronteiras” e foi inscrita por Wilson Bibiano Lima e produzida com a participação de Vanderlei Camargo e Ilivaldo Duarte, da Assessoria de Imprensa da Coamo. A matéria foi veiculada no programa de rádio Informativo Coamo no dia 7 de novembro.

O primeiro lugar na categoria Rádiojornalismo ficou com a rádio Band News, de Curitiba, com a reportagem: “O peixe que gera emprego e renda no Oeste do Paraná”. E a terceira colocação foi da rádio CBN Maringá, com a matéria “Cooperativismo e a demanda por mão de obra qualificada”.

Valor do Cooperativismo – “A matéria veiculada no Informativo Coamo contou a história de agricultores de profissão, que ganham a vida tendo ao seu lado a força do cooperativismo. Ela mostrou que a dificuldade ficou no passado, diante de pessoas que não medem fronteiras para a busca do conhecimento e do aperfeiçoamento para uma vida melhor. Mostramos a partilha e informações sobre o sucesso do sistema, principalmente no Paraná, Estado que pratica um cooperativismo de resultados”, resume Wilson Bibiano.

Na reportagem, foi entrevistado o agricultor Laurindo Castione, cooperado da Coamo em Abelardo Luz, no Extremo-Oeste de Santa Catarina; também Pedro Fernandes Moraes, de Pitanga, na região Central do Paraná, um dos 600 jovens formados no curso de lideranças cooperativistas da Coamo. Ainda participou da matéria a cooperada Dinorá Bergamashi, de Laguna Carapã, no Sul do Mato Grosso do Sul; o renomado professor da filosofia cooperativista, Albino Gawlak; e os presidentes da Coamo, José Aro-do Gallassini, e do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

“Este é um prêmio muito importante e muito valorizado na medida em que participaram programas de rádio de cooperativas concorrendo com renomadas emissoras de rádio do Paraná. Ser premiada como segundo lugar ao lado das rádios Band News e da CBN Maringá, é motivo de muito orgulho e satisfação”, avalia Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário da Coamo, que prestigiou a entrega da premiação em Curitiba. Segundo Calderari, “o prêmio é um reconhecimento a qualidade do programa Informativo Coamo, que é uma tradição diária há quase 30 anos no dia-a-dia dos cooperados da Coamo e da comunidade”.

Lars Grael: Persistência, dedicação e superação

O velejador Lars Grael, duas vezes medalhista olímpico, foi o palestrante da manhã, no Encontro Estadual de Cooperativistas 2008. Ele relatou sua trajetória no esporte e na vida, marcada por um grave acidente no qual perdeu sua perna direita. Apesar das dificuldades, Grael não se entregou ao pessimismo e retornou à vela, vencendo vários campeonatos em competições nacionais e internacionais. “O pessimista reclama do vento; o otimista espera o vento mudar; e o realista se adapta às condições do vento. É preciso se reinventar, ter persistência e paixão para conquistar seus objetivos”, disse.

Família – Lars Grael contou sobre a difícil adaptação à deficiência, e o trabalho para manter-se disputando competições de alto nível. “Tive o apoio da família, dos amigos e a solidariedade de muitas pessoas. E tive forças então para continuar velejando”. Segundo ele, numa regata de travessia, é preciso a união de todos, “como no cooperativismo, cada qual fazendo o seu melhor, para que os resultados aconteçam”, comparou. Sobre o que importa na vida e no esporte, o velejador citou a família. “Meu filho já está participando de algumas provas, e é bom acompanhar sua disciplina e vontade”, afirmou. “É o que devemos passar para as próximas gerações, um legado de valores, confiança, determinação e paixão pelo que se faz”.