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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 410 | Dezembro de 2011 | Campo Mourão - Paraná

Cooperativismo

Cooperativistas celebram em encontro estadual crescimento de 14% do cooperativismo em 2011

O cooperativismo para-naense deve encerrar 2011 atingindo R$ 30 bilhões em movimentação financeira. Segundo o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, o ano está sendo bastante positivo para o setor. "Estamos crescendo 14% em relação a 2010, enquanto há uma previsão de aumento de 4% para o PIB brasileiro neste ano", ressaltou no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses realizado no dia 2 de dezembro em Curitiba, que contou com a presença de mais de 100 cooperativistas da Coamo.

Koslovski informou ainda que as exportações das cooperativas do Paraná devem superar os US$ 2,2 bilhões em 2011, com mais de 50 produtos sendo comercializados em mais de 100 países. "Em relação aos investimentos, estão sendo aplicados, somente neste ano, mais de R$ 1,1bilhão em projetos de infraestrutura, inovação em tecnologia e agroindustrialização. Estamos superando os 42% de participação no total do parque agroindustrial do Estado", frisou.

Desafios - Em seu pronunciamento no Encontro Estadual, Koslovski disse que, apesar do crescimento sólido, o cooperativismo do Paraná ainda enfrenta alguns desafios que devem ser superados nos próximo anos, importantes para manter o ritmo de expansão do setor, entre eles, maior investimento em infraestrutura. "Até 2015, o Paraná precisa de mais de R$ 7 bilhões para promover melhorias em todos os modais de transporte e, assim, dar sustentação ao crescimento dos seus negócios", destacou. Disse que há uma grande preocupação com a carga tributária, com o custo Brasil e que o cooperativismo necessita de políticas adequadas que se ajustem às peculiaridades do setor. Também destacou a importância da aprovação do novo Código Florestal, e de avanços em políticas públicas voltadas a garantir renda ao produtor. Para tanto, solicitou o apoio das autoridades e parlamentares presentes ao evento para buscar soluções às questões por ele apresentadas.

Ministro da Agricultura acredita no cooperativismo

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, disse que uma de suas metas frente ao Ministério é estabelecer uma política de longo prazo que promova o aumento de renda do produtor brasileiro. "O produtor precisa se sentir protegido. Temos que viabilizar uma política que garanta preço mínimo e é isso que estamos construindo".

Em sua avaliação, as cooperativas desempenham um importante papel no acesso aos recursos disponibilizados pelo governo federal para o setor agropecuário. "O cooperativismo é fundamental para que possamos agregar valor e fazer com que o dinheiro possa chegar na ponta. Nós tivemos um plano safra de mais de R$ 100 bilhões e repassamos apenas R$ 36 bilhões. Temos que fazer chegar mais ao agricultor", ressaltou. Ele disse ainda que em 2012 pretende instalar uma secretaria especializada para atender as cooperativas. "Quando a gente fortalece o cooperativismo, nós fortalecemos a agricultura", acrescentou.

Beto Richa reafirma compromisso com o cooperativismo

O governador Beto Richa ressaltou o crescimento do cooperativismo paranaense e reafirmou a disposição do Estado em continuar atuando em parceria com o setor. "Este é um encontro dos mais importantes do nosso Estado, visto a pujança do cooperativismo paranaense. É impressionante observarmos os números obtidos pelas cooperativas do Paraná, o crescimento vertiginoso obtido nos últimos anos e na última década", disse aos jornalistas durante entrevista coletiva.

Em seu pronunciamento, Richa destacou que o faturamento do setor saltou de R$ 8 milhões em 2001 para R$ 30 bilhões neste ano. Ele lembrou ainda que o número de cooperativas passou de 193 para 240 e o de cooperados de 250 mil para cerca de 680 mil no mesmo período. Também falou sobre as exportações das cooperativas paranaenses, que passaram de um pouco mais de US$ 600 milhões há dez anos para US$ 2,2 bilhões em 2011. "Esses números invejáveis, junto com o trabalho de cada um de vocês, fortalecem a nossa convicção de que o efeito multiplicador das cooperativas em inúmeras cadeias produtivas levará o circulo virtuoso da industrialização a todas as regiões do nosso Estado. Isso porque as receitas das cooperativas são reinvestidas nas regiões em que elas atuam, nas cidades onde moram os seus cooperados e parte do seu faturamento é recolhido em impostos recolhidos pelo Estado e União, que são arrecadados em várias áreas como infraestrutura, logística, entre outras", disse. "Quero reafirmar o nosso compromisso com a Ocepar, com as cooperativa, com os cooperados e todos os trabalhadores do setor", finalizou.

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