Cooperativismo
A união que faz o sucesso

Família Nicaretta, de Pitanga, consolida resultados na agricultura fortalecendo a parceria com a Coamo

Fazenda Nicaretta, na localidade de Cascata, distante há 20 Km de Pitanga, na região centro do Paraná. Um ambiente tranqüilo e repleto de verde. É neste local que vive a família Nicaretta, com a missão de administrar os seus 303 alqueires, dos quais 200 com área cultivável, 10 com pastagens e o restante, aproximadamente 30% da sua área ocupada com mata ciliar. “Aqui é um paraíso. Levanto cedo, abro a janela e vejo a plantação crescendo, o verde, vejo as produções da minha terra”, diz entusiasmo João Marco Nicaretta, cooperado da Coamo desde outubro de 1980. 

A trajetória e a evolução da família Nicaretta, formada pelos pais João Marco e Iolanda, e os filhos Milton e Marcos, tem início em 1980 quando a família adquiriu uma área de 55 alqueires na Cascata – mesmo local onde residem até hoje. “Naquela época o gerente da Coamo em Pitanga era o Luiz Sebastião Bronzzatti (atualmente Gerente de Produtos) e o nosso agrônomo era o Sérgio Cavalari (hoje gerente em Engenheiro Beltrão). No início chegamos a produzir 1.530 sacas nesta área de 55 alqueires, muito diferente da nossa realidade de hoje”, lembra João Marco. Durante mais de 30 anos, ele foi motorista de caminhão, viajando por todo o Brasil. Em 1990, ele vendeu o seu caminhão, comprou novas áreas de terras e decidiu ficar a frente dos negócios da sua propriedade. E esta mudança deu novo alento às atividades e praticamente alavancou o seu sucesso na agricultura. Sucesso este que está alicerçado na vivência diária do cooperativismo junto com a Coamo, que fez com que a família se desenvolvesse e estivesse cada vez mais unida. 

A participação efetiva na Coamo, o interesse em estar cada vez mais informado, a adoção e o uso de tecnologias visando o gerenciamento da atividade com redução de custos e incrementos nas produtividades são motivos que fazem a diferença no dia-a-dia e consolidam os bons resultados nas atividades dos Nicaretta. Tanto que na safra de verão deste ano eles colheram as melhores médias de produtividades de todos os tempos na região: 398 sacas de milho por alqueire, numa área de 51 alqueires e 144 sacas de soja por alqueire, em 158 alqueires. “Foi excelente, ficamos contentes e o pai rindo à toa, pois estamos evoluindo a cada ano e queremos melhorar ainda mais a nossa produção”, comenta o filho Marcos. “O segredo está em fazer bem feito. Primeiro coletar amostra para processar a análise de solo, para conhecer bem o nosso patrimônio e saber o que ele precisa para produzir mais. Depois estar atento às correções, a fertilidade, ao uso de sementes que devem ser lançadas ao solo na época certa e então, feito tudo isso, torcer para um bom clima e preço”, afirma João Marco.

Para Milton Nicaretta, é preciso agregar novos conhecimentos e o trabalho da assistência técnica tem sido fundamental. “O agrônomo da Coamo é um profissional capacitado que nos orienta, nos ajuda a planejar a propriedade como um todo e traz sempre novidades. Com isso, aprendemos muito e colocamos em prática, e os resultados aparecem a cada nova colheita”, comemora Milton, que ao lado do irmão Marcos e do pai João Marco, comanda os negócios na atividade agropecuária.

“A Coamo é tudo para nós. Com ela temos segurança e a certeza de boa administração, de uma eficiente assistência técnica e de que ela é totalmente voltada para nós com orientação para o sucesso nas nossas lavouras”, declara o pai João Marco, que conta com o apoio imprescindível e diário da esposa Iolanda. Ela vibra com a evolução que a sua família vem tendo, resultado de muito trabalho e da parceria com a Coamo. “Quem não participa, não evolui. Agradeço a Deus e a Coamo, pois a cooperativa é a extensão da nossa casa”, salienta.

 

Novos horizontes:
Família Welter aumenta produção e lucro na atividade

A chegada da Coamo no Oeste do Paraná, em 1995, mudou o panorama da região e diretamente a vida de centenas de produtores e familiares, que conscientes da importância de contar com apoio do momento certo do plantio à comercialização se associaram a Coamo. Nesses oito anos de parceria, os agricultores estão colhendo, safra após safra, os frutos do seu trabalho, da dedicação e do seu amor a terra. 

Um dos muitos exemplos de sucesso na região está em São Pedro do Iguaçu. É a família Welter. Eles chegaram em Toledo, nos idos de 1957, e 19 anos após, se mudaram para São Pedro do Iguaçu para cultivar inicialmente 72 hectares. Conheciam o sistema cooperativista, mas não haviam se associado a nenhuma cooperativa, fato este que ocorreu com a chegada da Coamo, quando então, os Welter passaram a integrar este importante movimento cooperativista, que congrega hoje mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, promovendo o desenvolvimento técnico, econômico e social em diversos ramos de atividades.

“A experiência de trabalho com a Coamo e o cooperativismo tem sido muito boa. A Coamo chegou na região em uma época que estávamos precisando de apoio, de um suporte para plantar e colher. Ela abriu as portas para nós”, relata o cooperado Eduardo Welter, um dos filhos do ‘seo’ Antonio Welter, mais conhecido como “Tonico”, da fazenda Nossa Senhora de Fátima, em São Pedro do Iguaçu. Acesso a crédito, assistência técnica, insumos de qualidade e na hora certa, e o privilégio de ser associado de uma cooperativa bem administrada, são algumas das vantagens informadas pela família Welter. Esses fatores, segundo eles, vêm sendo muito importantes para a elevação da produtividade e a obtenção de lucro na atividade.

Eduardo foi o primeiro da família Welter a se associar na Coamo, sendo responsável atualmente pela parte administrativa nos negócios da propriedade. Logo em seguida, foi a vez do pai seguir o exemplo do filho e integrar o quadro social da cooperativa. “Estamos felizes e muito satisfeitos com a Coamo. Junto com ela praticamos a cooperação também aqui na fazenda, baseada na responsabilidade e nos resultados. As decisões são tomadas em conjunto e as tarefas são divididas, com a assistência da Coamo as coisas ficaram muito melhor”, garante o patriarca dos Welter.

E a evolução nos conceitos de gerenciamento, administração e implantação de tecnologias vem sendo observados a cada ano. Hoje a família cultiva 135 alqueires de área entre próprias e arrendadas. “Antes produzíamos uma média de 110, 120 sacas de soja por alqueire. Hoje já chegamos à média de 140 sacas de soja por alqueire e a nossa meta é passar de 170 sacas de média por alqueire”, prevê Eduardo, acrescentando que a família vem seguindo a risca as orientações do Detec da Coamo e realizando bons investimentos em tecnologia (máquinas e materiais) para fazer com que suas produtividades aumentem a cada nova safra. 

Geração do futuro – Do avô Tonico para os filhos Martinho, Ricardo e Eduardo, e agora para neto Flávio, de 12 anos. E assim as experiências vão sendo repassadas visando à garantia do futuro. O neto do ‘seo’ Tonico brinca de plantar e cultivar o solo. Incentivado pelo pai Eduardo, Flávio cuida dos seus cultivos, aproveitando alguns canteiros da horta da avó. E ele segue as mesmas tendências do pai e do avô: semeia no verão e no inverno. O cultivo é manual, mas com os brinquedos ‘faz-de-conta’ que trabalha no campo. A colheita é manual e o resultado ele mesmo faz questão de levar na sua cooperativa. “O Flávio está guardando o dinheiro, em vez de comprar brinquedos ele quer comprar uma bicicleta”.

Assim, o menino Flávio, neto do ‘seo’ Tonico é um dos bons exemplos de que desde cedo os ideais do cooperativismo e a propagação dos bons valores podem ser passados de pai para filho, com a certeza do surgimento e formação de novas gerações, cada vez mais conscientes e responsáveis, visando a produção de um ambiente produtivo rural mais equilibrado e sustentável.