A comunidade dos Kaplun
No melhor estilo ‘a união faz a força’ família de Faxinal diversifica a produção em parceria com os vizinhos
“Com a Coamo temos sempre um aliado. Os preços são bons e o atendimento é de qualidade. Ano passado, por exemplo, conseguimos nos abastecer de insumos na Coamo em condições bem favoráveis. A cooperativa deu suporte que o agricultor dessa região não tinha”, vibram os Kaplun.
A história da família Kaplun, de Faxinal, pode ser definida como um exemplo de que o trabalho em parceria com a comunidade dá resultado, no melhor estilo ‘a união faz a força’. Proprietários de uma área de 140 alqueires e arrendatários de outros 100 – dos quais 190 são cultivados, localizados no patrimônio de Faxinalzinho, a 15 quilômetros de Faxinal, na região Vale do Ivaí, a família é formada pelos irmãos Rubens, Evaldo, Silvio e Adonis, e tem como patriarca o ‘seo’ João Kaplun.
Por iniciativa dos irmãos Rubens e Evaldo, os Kaplun entraram na agricultura há 20 anos. Rubens conta que era proprietário de um veículo em sociedade com Evaldo, que na época residia em São Paulo, onde permaneceu por sete anos. “Um carro (VW/Brasília) e outros pertences foram trocados pelo primeiro pedaço de terra na década de 80”, lembra Rubens. A troca acabou motivando a família a se reunir novamente.
De lá para cá, os irmãos Kaplun estão mais unidos do que nunca. Já cultivaram de tudo um pouco, desde de algodão e café, soja, milho e trigo. Mas o carro chefe da família, hoje em dia, são as hortaliças. “Investimos na diversificação para ganhar mais na estabilidade da produção e aproveitar a mão-de-obra”, contam. Para se ter uma idéia, a diversificação praticada pelos irmãos é tanta que atualmente eles estão cultivando trigo, aveia preta, aveia branca e cebola como culturas de inverno. A propriedade é bem dividida. No verão, por exemplo, os Kaplun cultivaram soja, milho, feijão, além de tomate, cenoura e repolho.
Produtividade – Com tantas culturas exploradas no ano agrícola o resultado não poderia ser outro: mais dinheiro no bolso. A produtividade média de soja na última safra foi de 129 sacas por alqueire. No milho o resultado chegou a 270 sacas por alqueire. Em dois alqueires de café (30 mil pés) a produção chegou há 900 sacos, e a cada mil pés de tomate 250 caixas são colhidas.
Parceria – O segredo do sucesso da família Kaplun está na parceira, não só entre os irmãos, mas também com outras 40 famílias que residem na comunidade. “As famílias entram com a mão-de-obra e os nós com a terra e o suporte no cultivo das hortaliças”, ressaltam. A produção dos Kaplun é, em sua maior parte, vendida para o norte do Brasil e de lá até para países vizinhos.
Sem exceção, os irmãos fazem questão de lembrar que todo sucesso alcançado até agora, em grande parte deve ser atribuído as 40 famílias de trabalhadores, que de forma direta são parceiros na produção das hortaliças, entre outras culturas. “Aqui somos todos como uma grande família. Mesmo depois do trabalho estamos juntos com os nossos parceiros, que para nós têm muito valor. Mantemos um ótimo relacionamento com todos. A diversificação que temos aqui começou por necessidade, depois que outras culturas foram ficando inviáveis de serem produzidas. E também foi uma forma de aproveitarmos a mão-de-obra existente aqui, que é farta e de qualidade. Estamos muito contentes”, comemorara Evaldo Kaplun.
Mesmo com todo resultado alcançado os irmãos não se acomodam. Um dos projetos para o futuro e montar uma confecção na comunidade, onde as mulheres possam trabalhar. A estrutura para montagem do barracão já esta toda comprada. Outro projeto dos irmãos é trabalhar com a pecuária. Pensando nisso 20 alqueires de pasto já estão quase prontos para receber o rebanho.
LAR DOCE LAR
De forma organizada a comunidade cresce com qualidade de vida. Na localidade, onde praticamente todos que residem e trabalham com os Kaplun, tem praça, campo de futebol, asfaltamento na via principal e em breve nas transversais, entre outros benefícios.
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