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MILHO
O produtor está cadenciando suas vendas e junto a isto o clima quente
na Europa e a falta de chuvas nas lavouras americanas deram sustentação
e elevaram o preço do milho. Não devemos pensar em seguidas e
constantes altas, pois em mercado de clima tudo pode acontecer e se não
fosse o mercado externo, o milho estaria sem preço, dado o grande
volume da safrinha, (safrão). Devemos programar as vendas mensalmente
de setembro a janeiro e obter uma média no preço, pois segurar e
apostar que vai subir e se todo mundo pensar igual, vamos chegar no
final do ano com um volume imenso e a próxima safra já estará
plantada, prestes a ser colhida, deixando o mercado pressionado e
decepcionando o vendedor, sendo assim, devemos escalonar as vendas
mensalmente e manter uma boa média entre altas e baixas.
SOJA
Conforme comentamos na última edição, prevalece o mercado de clima, o qual no momento está passando por um período de seca nas lavouras americanas, como podemos constatar através da piora nas condições das mesmas. No dia 18 de agosto estavam da seguinte forma: 56% entre boas e excelentes, sendo que no dia 11 de agosto estavam com 62% entre boas e excelentes, piorando conseqüentemente 5% em uma semana em função da seca, a qual foi amenizada por cobertura de chuvas no último dia 19 de agosto, ou seja, o sobe e desce do mercado de clima é cheio de incertezas. Com a piora nas condições das lavouras americanas podemos dizer que o clima tem sido favorável para o mercado. Adiante, temos que aguardar para saber o que vai acontecer. O importante é o produtor deixar feita as intenções de vendas, para que nos bons momentos do mercado seja tirado o proveito do mesmo.
ALGODÃO
Os reflexos da oferta e demanda dos Estados Unidos tem sido negativos para as cotações do produto no mercado internacional, principalmente pela redução na demanda doméstica nos EUA nesta próxima safra, reflexo da alta concorrência externa e do fraco desempenho da indústria têxtil local. O USDA projetou em seu último relatório uma demanda interna de apenas 1,44 milhões toneladas, com uma redução de quase 3% em relação à projeção de julho, conferindo uma possível queda de 9,6% em relação ao consumo estimado na safra 2002/03. Esta será a sexta queda anual consecutiva na demanda têxtil norte-americana, por sorte mais do que anulada pelo incremento das exportações deste país nos últimos 02 anos, por conta dos generosos subsídios concedidos aos seus cotonicultores. A mesma tendência observa-se nos países europeus, onde a demanda está projetada em 1,082 milhões toneladas na safra 2003/04, contra 1,126 milhões toneladas em 2002/03. Este valor chegou a ultrapassar 1,4 milhões toneladas no ano de 1998, passando a declinar desde então. No ano passado o Brasil exportou cerca de 110 mil toneladas de algodão em pluma. Neste ano as projeções estão em torno de 150 a 200 mil. Mas no atual ritmo, dificilmente este patamar será alcançado. Com as expectativas de maiores estoques internos nesta safra, continuamos ressaltando a nossa preocupação em relação ao baixo ritmo de embarques registrados até o momento, visto que os preços internacionais não tendem a se tornar muito mais favoráveis no curto e médio prazo.
TRIGO
Sucessivas altas, estão sendo registradas nas cotações do produto no mercado internacional, principalmente pelas conseqüências que as fortes secas estão trazendo para a triticultura européia, além de prováveis danos novamente no Canadá e Estados Unidos. As cotações, para o saldo exportável de trigo argentino, vem mantendo-se bastante estável e com pequenos volumes ofertados. Desta forma as indústrias brasileiras devem voltar-se mais para o mercado interno, porém devem comprar da “mão para a boca”, sem alongar estoques, o que mostra claramente que as vendas por parte dos produtores devem ser escalonadas, já que o consumo do trigo nacional deverá ocorrer ao longo de 12 meses. O produto que deverá manter a melhor liquidez no mercado será o de alta qualidade para panificação, já que grande parte das variedades cultivadas no estado não tem esta característica, portanto, em determinados momentos poderá haver dificuldades na sua comercialização.
CAFÉ
Os preços do café estão consolidados numa faixa de R$160,00 a R$170,00 e devem permanecer dessa forma no curto prazo. De um lado, há quase 3 milhões de sacas de café vendidas para o governo que voltam ao mercado em níveis superiores de preço. De outro, há uma resistência muito grande do produtor em vender mais barato. Assim, os preços devem continuar a apresentar o mesmo comportamento, com suporte também pelo fato de que os países importadores tendem a comprar um volume maior nesse período do ano, dado o inverno que se aproxima. Finalmente, a colheita da safra 2003/2004 está mais 80% concluída, o que diminui a pressão sobre os preços.
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