Gerenciamento rural:
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Nem sempre só se ganha produzindo. O agricultor moderno, para ampliar as margens
do seu negócio, tem de estar antenado com as principais inovações tecnológicas dentro e fora da porteira, e lançar mão de ferramentas que possam auxiliar o trabalho de administração e gerenciamento rural. Na Coamo, os cooperados são orientados para tirar maior proveito da informática no meio rural desde o final da década de 80. Hoje, com sistemas mais bem elaborados e simplificados, os cooperados continuam contando com o incentivo por parte da Coamo, que se mantém na vanguarda pela busca de informações e processos que possam fazer a diferença no trabalho diário dos seus cooperados.
Na era do conhecimento, a informação tornou-se a ferramenta mais importante para a humanidade. Em todos os segmentos da cadeia produtiva, uma gestão construída sobre uma base de dados bem formatada indica boa parte do caminho para o sucesso do negócio. Cada vez mais as pessoas estão cientes desta necessidade. Encaram a situação com profissionalismo, lançando mão de uma série de ferramentas que possam auxiliar o processo gerencial, simplificando o trabalho.
Desde as primeiras experiências com a informática no meio rural, os agricultores vêm ganhando aliados no trabalho diário do campo. Hoje, entre os programas que estão sendo disponibilizados aos produtores rurais está o Ocepar Campo 4, que se apresenta como um gerente virtual, auxiliando na administração diária das atividades. O software auxilia o produtor rural na gestão de sua propriedade através do controle dos custos de produção, tanto na agricultura quanto na pecuária. Lançado há cerca de quatro anos, o programa encontra-se na terceira geração, que foi totalmente revisada, ganhando maior simplicidade e agilidade, como forma de facilitar o trabalho do homem do campo na utilização do programa. Na verdade, o Ocepar Campo 4 é um sucessor do antigo SAP – Sistema de Administração de Propriedades, lançado há dez anos pela própria Ocepar.
“O Ocepar Campo 4 é destinado exclusivamente a associados de cooperativas do Paraná que poderão receber gratuitamente o software e treinamento teórico-prático em convênio com as cooperativas filiadas”, revela Sandro Back, consultor da Ocepar para a área de Administração Rural. Ele explica que o gerente virtual utiliza o conceito de ordens de produção, sendo possível apurar separadamente os resultados em cada ponto de interesse da propriedade. “O produtor vai inserindo no computador as receitas e despesas da propriedade e o programa faz os cálculos do gerenciamento”, ensina Back.
A ferramenta pode ser útil, também, para fornecer informações sobre o patrimônio do agricultor, calculando o custo decorrente do maquinário e instalações, além de somar os demais custos da propriedade. “O agricultor tem, com o programa, uma tabela completa de informações sobre o comportamento da parte econômica do sítio. São inúmeras opções de gráficos das operações sobre a propriedade ou atividade específica”, aponta o consultor da Ocepar.
Lançamentos automatizados – Como o programa reconhece os principais insumos utilizados na produção agropecuária e sabe a que grupo de custos eles pertencem dentro do plano de contas do produtor, sempre que houver a informação de uma despesa com algum insumo, a sua classificação contábil será realizada automaticamente. Outra vantagem, é o rateio automático dos custos indiretos, uma atividade complicada quando se efetua o controle de custos. Com o registro da despesa, o software irá fazer os cálculos, distribuindo os custos de forma automática entre as ordens de produção pelo método de rateio que o produtor escolher.
“Através do programa, o agricultor aprenderá como organizar corretamente as suas informações e como tirar real proveito delas através de técnicas de administração rural e de análise de custos”, salienta Sandro Back. Além disso, segundo ele, o produtor também terá a possibilidade de evitar aborrecimentos e realizar com rapidez e segurança os seus registros de
custos.
A ferramenta certa na palma da mão
As empresas rurais estão sendo obrigadas a ajustar-se da mesma forma que as empresas urbanas, buscando cada vez mais a produtividade máxima dos recursos disponíveis, bem como a atender as exigências crescentes da qualidade do que se produz. As margens estão cada vez menores e a única maneira de sobreviver é aumentar o faturamento por unidade de recurso utilizado. Hoje quem estabelece o preço é o mercado e não o produtor.
Já se foi a época em que o produtor comprava insumo, plantava e no final da safra fazia as contas do que lhe sobrava. Hoje o caminho é o inverso. Antes mesmo de pensar o que plantar, é preciso planejar as atividades em detalhes. E no contexto desse planejamento está o custo da lavoura.
Com o auxílio das ferramentas certas, disponibilizando o controle seguro, rápido e simples das informações, o agricultor terá, em mãos, elementos suficientes para tomar a decisão mais acertada. Assim, poderá fazer da administração e do gerenciamento rural um fator adicional a ser somado nos resultados do seu
negócio. |
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Coamo treina cooperados e técnicos
Na Coamo, até agora, já foram realizados treze treinamentos, envolvendo cooperados e técnicos. Até o final do ano outros cursos serão promovidos. “Estamos buscando levar o conhecimento ao máximo de pessoas e difundir ainda mais a importância desta ferramenta no gerenciamento rural”, explica o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, da Coamo.
No treinamento, além da utilização prática do software, os produtores rurais também têm contato com importantes aspectos teóricos relacionados à administração rural. “As informações para operacionalização do programa são simples. Com um treinamento básico de 8 horas/aula o agricultor estará apto para realizar o trabalho na sua propriedade”, destaca Ostrowski, ressaltando que o produtor recebe noções de gestão empresarial, economia e de operação prática do programa durante o treinamento.
Praticamente todo o Detec da Coamo já está treinado para auxiliar o quadro social na execução do programa nas propriedades. “Cerca de 70 cooperados, ou seus filhos, de 22 entrepostos da área de ação da Coamo também já participaram do treinamento”, revela Ostrowski. Eles participaram de um evento teórico-prático, promovido pela Ocepar/Sescoop, sobre a análise econômica da propriedade. Também receberam todo o material didático e o CD com o programa para a instalação no computador pessoal de cada um.
“A idéia principal em oferecer o programa aos agricultores é fazê-lo pensar diferente com relação à administração rural, que é hoje é fundamental para o bom desenvolvimento da propriedade”, lembra o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo. Desde o lançamento da primeira versão do programa, a cooperativa vem investindo pesado nesse segmento, incentivando os seus cooperados na automação dos processos de gerenciamento da propriedade. O presidente da Coamo comemora o fato de que os cooperados que já trabalhavam com o SAP agora estão atuando com o Ocepar Campo 4, dando segmento a um trabalho de extrema importância para o futuro da atividade agropecuária.
“Esta sempre será uma das nossas grandes bandeiras junto ao quadro social. É como investir na qualidade do solo para a melhoria da produtividade. O processo é o mesmo. Investir na qualidade da informação e disponibilizar as ferramentas certas para que os bons resultados alcançados no campo sejam bem administrados pelos cooperados”, ressalta Gallassini, lembrando que através da conscientização pela busca do conhecimento, os cooperados terão maior eficiência nos negócios e, conseqüentemente, melhor rentabilidade com as atividades da propriedade.
Anotações eletrônicas
“Quem não sabe quanto gasta não sabe quanto ganha, ou perde”. A afirmação é do cooperado Geraldo José Pereira, de Campo Mourão, um exemplo em administração rural com auxílio dos recursos da informática. Ele é proprietário de 25 alqueires na localidade de Nova Brasília e administra outros 53 na região da Usina Mourão. O computador é um companheiro diário do cooperado. “Cada operação desenvolvida, seja dentro ou fora da propriedade, é lançada no computador no final do dia. Como resultado, os custos fixos e variáveis estão sempre atualizados, facilitando a tomada de decisões no momento de planejar novos investimentos”, conta Geraldo Pereira.
O controle dos negócios do cooperado é rigoroso. E vem sendo feito há muito tempo, antes até do surgimento das primeiras versões de softwares exclusivos de gerenciamento rural. “Sempre anotei os meus custos e há cerca de cinco anos comprei um computador para fazer o controle em planilhas eletrônicas”, lembra. O primeiro contato de Pereira com um software de gerenciamento rural foi exatamente nessa época. “Comecei trabalhando com o SAP – Sistema de Acompanhamento da Propriedade. Mas hoje, com a evolução da tecnologia, as planilhas estão mais acessíveis e com uma linguagem simples e adaptável à rotina diária do agricultor”, destaca.
Hoje, o cooperado trabalha com o Ocepar Campo 4. Entre as vantagens do novo sistema de administração estão a possibilidade de levantamento de dados para uma melhor programação das atividades na propriedade. “Temos condições de saber, através de gráficos bem elaborados, da realidade dos custos fixos e variáveis, e do lucro bruto e líquido de cada atividade. O computador é uma ferramenta indispensável ao agricultor nos dias de hoje”, valoriza.
O acompanhamento das áreas administradas pelo cooperado Geraldo Pereira é feito durante todo o ano agrícola. Começa com o plantio da soja e termina com a colheita do trigo. “Nas áreas de parceria, os relatórios finais de cada exercício são importantes para a prestação de contas. E como os números têm sido bons, durante esses anos, ambas as partes estão satisfeitas”, salienta.
Atividades – O Ocepar Campo 4 está sendo utilizado pelo cooperado Geraldo Pereira não só para acompanhar a evolução das lavouras. O software também é usado para acompanhar os resultados no trabalho da suinocultura, piscicultura e bovinocultura de corte.
A experiência tem sido decisiva para Pereira, que passou a gerenciar com mais eficiência as suas atividades. “Temos que agradecer a Coamo que sempre nos orienta para a busca constante de informações e nos oferece oportunidades de aprimorar os nossos conhecimentos e, assim, ampliar os resultados na propriedade”, completa o cooperado.
As produtividades médias das últimas três safras do cooperado Geraldo Pereira são as seguintes: 135 sacas de soja, 350 sacas de milho e 125 sacas de trigo por alqueire. |
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AO LADO DA ASSISTÊNICA
Não existe mais espaço para amadores na agricultura. Para que se consiga objetivar altas produtividades e conseqüentes altas lucratividades, o agricultor precisa ser um profissional na sua atividade, pois o seguimento agrícola tornou-se atividade empresarial, onde a integração assistência técnica e administração rural caminham lado-a-lado, interagindo nos momentos de decisões auxiliando tanto um quanto o outro na obtenção de resultados positivos.
“O software Ocepar Campo 4 vem ao encontro às necessidades da agricultura moderna, onde o acompanhamento das atividades desenvolvidas nas empresas rurais facilita a tomada de decisões da assistência técnica e do cooperado no planejamento de safras futuras e até mesmo em decisões a serem tomadas de imediato”, sustenta o engenheiro agrônomo Giovani Frufrek Teodoro, do Detec da Coamo em Campo Mourão.
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