Soja no arenito
Encontro em Moreira Sales reforça uso de
tecnologia diferenciada no arenito
Desde de que chegou à região de Moreira Sales, a Coamo vem desenvolvendo um grande trabalho, visando tornar o solo arenito cada vez mais produtivo. Com apoio da Coamo, os agricultores estão aprimorando os conhecimentos na exploração do arenito, que requer uma tecnologia diferenciada no cultivo, comparando com os demais tipos de solos da região da cooperativa. E como forma de padronizar as informações, a Coamo realizou recentemente, em Moreira Sales, o 1º Encontro de Tecnologia no Arenito, reunindo centenas de cooperados e pesquisadores renomados no assunto.
O engenheiro agrônomo Pedro da Silva Júnior, encarregado do Detec da Coamo de Moreira Sales, afirma que a principal preocupação é com o manejo do solo. “O arenito é bem diferente e cheio de detalhes. E a nossa grande preocupação é com as áreas de primeiro ano de cultivo”.
Apesar de ser mais frágil que o basalto, o solo arenito é muito produtivo. Uma boa conservação, aliada ao plantio direto, são ingredientes fundamentais para combater a erosão, que é principal problema enfrentado pelos produtores.
Para Udo Bublitz, agrônomo da da Emater Paraná, a meta do trabalho é evitar que os agricultores utilizem no solo arenito a mesma tecnologia do argiloso. Uma outra preocupação de Bublitz é com os arrendatários, que muitas vezes deixam de tratar da terra como as áreas próprias. “O segredo é fazer o contrato de, no mínimo, cinco anos. O sucesso ou o insucesso do produtor arrendatário acontece no primeiro ano. Como o arrendamento no primeiro ano não é pesado, ele vai investir na terra, na conservação do solo e na fertilização”, resumiu.
Para o pesquisador Elir de Oliveira, engenheiro agrônomo do Iapar – Instituto Agronômico do Paraná, de Palotina, o o produtor deve respeitar, no solo arenito, o plantio direto e a adubação bem feita, à base de micronutrientes. “Tomados todos os cuidados vamos ver ao longo dos anos que aqui nós podemos produzir mais do que os solos argilosos”, explicou o pesquisador.
O cooperado José Totti de Souza, de Tuneiras do Oeste, está cultivando o solo arenito há três anos. “Minha área é dividida entre solo roxo e arenito e os dois são bastante diferentes. O arenito é bastante exigente e precisa de um cuidado especial”, conta José Totti.
Ele lembra que em 2000 plantou apenas 30 alqueires no arenito, e na próxima safra vai plantar 180. Na última safra a média do cooperado foi de 120 sacas de soja, incluindo o cultivo em solos de primeiro ano.
Agricultura em evolução
Tema esteve em foco durante tarde de palestras, em Mangueirinha
A Coamo promoveu em Mangueirinha, no dia 14 de agosto, uma tarde de palestras envolvendo 140 cooperados. O evento, realizado no Clube Planalto, debateu a evolução da agricultura na região.
Pesquisadores renomados como Dionísio Gazziero, José Lazinski e Vlamir Brandalizze estiveram no evento. Na ocasião, o engenheiro agrônomo Álvaro Refatti, encarregado do Detec da Coamo em Mangueirinha, fez uma exposição sobre o programa de manejo e controle de plantas daninhas resistentes, implantado recentemente pela
Coamo. |
Soja em Tupãssi
Tecnologia de aplicação de defensivos e ganhos de rendimento na soja através da fixação biológica do nitrogênio foram os principais assuntos do 3º Encontro Técnico de Soja, em Tupãssi. O evento aconteceu no dia 21 de agosto e reuniu cerca de 100 cooperados no Centro Cultural Avelino Acco.
Os técnicos da Coamo apresentaram aos cooperados o Programa de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas, implantado recentemente pela Coamo; e a tecnologia de aplicação de defensivos. Já o pesquisador Rubens Campos, da Embrapa, falou dos ganhos de rendimento da fixação biológica de nitrogênio na soja.
Palmas na Feapam
Os cooperados Murilo Chaves e Sadi Marcondes Loureiro participaram de 1º a 10 de agosto da 26ª Fapam – Feira Agropecuária de Alta Mogiana, realizada na cidade de Ribeirão Preto (SP). A feira reuniu criadores da raça Caracu de várias regiões do Brasil. Com a vaca Zagaia do Rio Cachoeirinha, os cooperados conquistaram o título na categoria “Fêmea”. Na foto, a vaca campeã com os
seus criadores. |
Mamborê discute resistência de plantas
Cooperados conhecem metas do programa da Coamo
No dia 2 de setembro a Coamo realizou em Mamborê um encontro para apresentar aos cooperados da região o Programa de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas. O evento aconteceu no CTG e reuniu cerca de 200 cooperados. Eles conheceram as metas do programa da Coamo e receberam orientações de como tratar o assunto e conduzir os casos suspeitos nas lavouras da região.
O pesquisador da Embrapa, engenheiro agrônomo Dionisio Gazziero, foi um dos convidados no encontro. Ele ressaltou a importância do manejo das áreas durante o período de inverno, além de orientar os cooperados para os cuidados com o trânsito de máquinas. “Um detalhe fundamental é o produtor conhecer bem o modo de ação dos herbicidas”, resumiu, considerando que o programa da Coamo é inédito no Brasil e que os cooperados estão de parabéns por estarem apoiados pela cooperativa.
Tecnologia de plantio direto
Com participação de cerca de 100 cooperados da região, a Coamo promoveu em Bragantina, no mês de julho, um encontro tecnológico de manejo em plantio direto. O evento destacou diversas informações sobre o assunto, além de tratar com os cooperados sobre o Programa da Coamo de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas.
O engenheiro agrônomo e pesquisador do Iapar, na área de adubação verde, Ademir
Calegari, foi um dos convidados no encontro. Ele reforçou as orientações sobre a importância do plantio direto para a conservação do solo, bem como a rotação de culturas e adubação em cobertura. Calegari lembrou que a qualidade do cultivo e a alta produtividade das lavouras dependem do nível de comprometimento do agricultor com a qualidade do solo.
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