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Trigo:
Coamo propõe regionalização
Projeto
foi exposto durante Seminário Técnico do Trigo,
em Londrina
Um
projeto inédito da Coamo, a regionalização
do plantio de trigo no Paraná foi apresentada a técnicos
do setor, durante o 5º Seminário Técnico
do Trigo, realizado de 3 a 5 de fevereiro, em Londrina. O
evento foi promovido pela Embrapa e Iapar e debateu a armazenagem
e comercialização do cereal, sob aspecto da
qualidade. A exposição do projeto da Coamo,
iniciado em 1999 – seguindo diversas etapas de pesquisas
no campo, foi feita pelo assessor de Comercialização
da cooperativa, Antonio Cardoso Garcia. Ele foi um dos palestrantes
do Painel C, com o tema “Visão do setor produtivo
e da indústria moageira”.
“A Coamo está abrindo para o mercado mais um
dos seus projetos inéditos”, salientou Garcia.
A proposta de regionalização do cultivo de trigo
consiste, segundo ele, em orientar os produtores a plantar
variedades que têm grande procura e comercialização
garantida nos mercados interno e externo. “Para as regiões
norte, noroeste e oeste do Paraná e Mato Grosso do
Sul, estamos propondo o cultivo de variedades com alta força
de glúten, ou seja, trigos melhoradores, indicados
para panificação industrial”, revelou.
“Já para as regiões sul e centro-sul do
Paraná e extremo-oeste de Santa Catarina, a recomendação
é para o plantio de trigos brandos, que possuem baixa
força de glúten e são destinados ao mercado
de biscoitos, bolachas, pizzas e massas para bolo”,
acrescentou.
O objetivo do trabalho, de acordo com Antonio Garcia, é
criar uma nova identidade para o trigo paranaense, buscando
maior liquidez no mercado. “Essa condição
já é base na produção dos principais
países exportadores, como os EUA, Canadá e Austrália”,
lembrou. “E a Coamo está saindo na frente, antevendo
o grande interesse da indústria moageira e mudando
o foco da triticultura nacional, onde a preocupação
maior será com qualidade identificada”, completou.
Na opinião do assessor de Comercialização
da Coamo, hoje a produção nacional encontra
dificuldades de venda no mercado externo. Assim, segundo ele,
dificilmente o Brasil vai se firmar como país exportador
de trigo. “A idéia é consolidar o mercado
de exportação e, para isso, é preciso
ter um padrão de qualidade definido”, concluiu.
Panorama
–A área brasileira de trigo deve crescer cerca
de 5%, neste ano, e , se o clima ajudar, elevar a produção
em até 10%. A inovação tecnológica
é o principal responsável pela previsão
otimista que atinge os triticultores da região Centro-Sul
do país, responsáveis por 70% da produção
nacional. “Em 2002, a produtividade era de 2.050 quilos
por hectare e hoje é de 2,5 mil quilos. Nosso objetivo
é produzir, no mínimo, metade da demanda necessária”,
explica Sérgio Dotto, pesquisador da Embrapa. No ano
passado, o Brasil registrou uma safra recorde de 5,7 milhões
de toneladas do produto. No entanto, o consumo previsto para
2004 é de 10,5 milhões de toneladas. A diferença
no volume é suprida pela importação,
principalmente, da Argentina.
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Agroanálises
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SOJA
Para um mercado que só se falava em boas notícias,
no momento, já não são tão boas.
Com a gripe do frango na China já atingindo metade das
províncias chinesas e infectando inclusive seres humanos,
fala-se em forte redução na demanda por farelo.
Nos Estados Unidos as farinhas de origem animal utilizadas na
ração não tiveram a proibição
esperada, o que aumentaria o consumo por farelo de origem vegetal.
O mercado está bastante retraído, aguardando definições
da China. O mercado interno, com várias ofertas em função
do maior estoque de passagem, também faz as indústrias
ficarem acomodadas, além de no momento não sofrerem
pressão da exportação. A questão
clima (seca) preocupa e em algumas regiões a quebra já
é irreversível. Pelo visto vamos ter um início
de comercialização conturbada.
MILHO
O mercado continua parado, com compradores retraídos,
aguardando avolumar a colheita para tentar derrubar o preço.
Não há preocupação de estocar, pois
o estoque de passagem foi alto e conseqüentemente não
faltou oferta. O preço só não está
pior porque o mercado externo deu sustentação,
mas no momento a taxa do câmbio não está
muito atrativa, além do comprador estar preocupado com
a espera que possa haver no porto na hora do embarque. O mercado
deve ganhar ou perder força dependendo de como for o
desenvolvimento da safrinha, esta deverá ser o termômetro
para os preços.
CAFÉ
As especulações em torno da safra brasileira de
2004/2005 sendo menor que 40 milhões de sacas foram as
motivadoras das altas nos preços do café na segunda
quinzena do mês de janeiro. O fato dos embarques de café
na exportação terem caído também
deu suporte aos preços. Apesar das fortes compras por
parte dos fundos e torradores, o mercado retrocedeu na última
semana e perdeu 50% dos ganhos, em função de vendas
de produtores. O grande volume vendido nas altas acalmaram os
compradores no curto prazo, que só voltarão a
comprar mais agressivamente caso o fluxo de vendas se reduza
fortemente.
TRIGO
O mercado internacional, após sofrer sucessivas altas,
apresenta um quadro de estabilidade, cujo comportamento não
deverá apresentar significativas mudanças, pelo
menos até maio, quando então deverá iniciar-se
as colheitas dos países europeus e leste europeu, ocasião
em que o mercado internacional poderá ficar um pouco
mais pressionado, no entanto ressaltamos que o estoque de passagem
mundial previsto será um dos mais baixos da história,
indicativo de que apesar de oscilações sazonais
os preços tendem a se manter firmes. Quanto ao mercado
interno podemos dizer que tivemos uma super safra no Paraná,
de boa qualidade, apesar da deficiência qualitativa de
muitas variedades, cuja comercialização estima-se
entre 75 e 80%, com todo produto sendo absorvido pelo mercado
interno e externo. Considerando que teremos entre 20 e 25% da
safra para ser comercializada até o próximo mês
de agosto, ocasião em que se iniciará a colheita
da próxima safra a ser plantada, que hoje o trigo importado
chega às indústrias extremamente mais caro que
o nacional, que daqui para frente deverá haver uma tendência
natural de redução no volume ofertado, espera-se
que no máximo a partir de março haja uma recuperação
nos preços praticados ao produtor.
ALGODÃO
O mercado interno
está calmo e estabilizado frente à fraca oferta
e demanda, com a tendência de se manter neste ritmo até
a entrada da próxima safra do centro oeste, já
que a safra paranaense, pelo pequeno volume, não deverá
exercer pressão nas cotações, principalmente
em virtude do atraso que deverá ocorrer com a safra de
São Paulo. No cenário internacional, conforme
comentário abordado na edição anterior,
as cotações para o produto também podem
ser consideradas estáveis, mesmo apresentando oscilações
em alguns momentos para cima e em outros para baixo, em função
principalmente pela movimentação de investidores
nas bolsas de mercadorias e futuros. |
Indicadores
Econômicos
| VARIAÇÕES |
set/03 |
out/03 |
nov/03 |
dez/04 |
jan/04 |
Acumulado
Período |
Acumulado
12 meses |
|
IGPM (% AO MÊS) |
1,18% |
0,38% |
0,49% |
0,61% |
0,88% |
3,98% |
7,15% |
| TR
(% AO MÊS) |
0,32% |
0,18% |
0,19% |
0,13% |
0,46% |
1,20% |
3,75% |
| DÓLAR
COMERCIAL (%
AO MÊS) |
-1,45% |
-2,30% |
3,26% |
-2,04% |
1,79% |
-0,83% |
-16,59% |
| TJLP
(% AO MÊS) |
12,00% |
11,00% |
11,00% |
11,00% |
10,00% |
|
|
| SOJA |
14,71% |
16,54% |
8,53% |
3,57% |
1,90% |
73,70% |
185,15% |
| MILHO |
5,26% |
7,69% |
9,63% |
2,07% |
1,90% |
42,42% |
158,70% |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
0,00% |
0,00% |
5,71% |
0,00% |
1,90% |
9,02% |
58,80% |
| TRIGO
(PH 78) |
0,00% |
0,00% |
0,00% |
0,00% |
1,90% |
3,92% |
20,12% |
Poder de Troca
mês a mês
| MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS |
jul/03 |
ago/03 |
set/03 |
out/03 |
nov/03 |
jan/04 |
MÉDIA
DO
PERÍODO |
MÉDIA
ULT.
12 MESES |
| TRATOR
NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO) |
| SOJA |
4.651 |
4.878 |
4.247 |
3.478 |
3.409 |
3.930 |
3.904
|
4.028 |
| MILHO
|
12.245 |
12.698 |
11.355 |
10.963 |
10.601 |
11.545 |
11.220
|
10.343 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
9.375 |
9.846 |
9.394 |
8.970 |
8.824 |
8.166 |
8.874
|
8.507 |
| TRIGO
(PH 78) |
5.607 |
6.154 |
5.849 |
6.167 |
6.250 |
6.975 |
6.266
|
5.695 |
| COLHEITADEIRA
NEW HOLLAND TC 57 (completa) |
| SOJA
|
9.302 |
8.994 |
8.219 |
7.004 |
7.273 |
7.641 |
7.700
|
7.843 |
| MILHO
|
24.490 |
23.413 |
21.978 |
22.074 |
22.615 |
22.448 |
22.193
|
20.219 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
18.750 |
18.154 |
18.182 |
18.061 |
18.824 |
15.878 |
17.573
|
16.618 |
| TRIGO
(PH 78) |
11.215 |
11.346 |
11.321 |
12.417 |
13.333 |
13.563 |
12.429
|
11.140 |
| PLANTADEIRA
PSE 8 2S (COM CÂMBIO) |
| SOJA
|
1.182 |
1.162 |
1.044 |
896 |
866 |
989 |
991
|
1.026 |
| MILHO
|
3.112 |
3.025 |
2.793 |
2.824 |
2.694 |
2.905 |
2.853
|
2.636 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
2.383 |
2.346 |
2.310 |
2.310 |
2.242 |
2.055 |
2.257
|
2.170 |
| TRIGO
(PH 78) |
1.425 |
1.466 |
1.438 |
1.588 |
1.588 |
1.755 |
1.599
|
1.455 |
| PULVERIZADOR
COLUMBIA MAXTER FLOW |
| SOJA
|
884 |
874 |
813 |
697 |
674 |
632 |
720
|
745 |
| MILHO
|
2.328 |
2.275 |
2.173 |
2.197 |
2.096 |
1.789 |
2.061
|
1.911 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
1.782 |
1.764 |
1.798 |
1.798 |
1.745 |
1.314 |
1.646
|
1.580 |
| TRIGO
(PH 78) |
1.066 |
1.102 |
1.119 |
1.236 |
1.236 |
1.123 |
1.156
|
1.055 |
| CALCÁRIO |
| SOJA
|
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
| MILHO
|
4 |
4 |
3 |
3 |
3 |
4 |
3 |
3 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
| TRIGO
(PH 78) |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
| Para
cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram
utilizados os preços praticados no último dia do mês. |
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