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EDITORIAL:
A força da união e do trabalho
ENGENHEIRO AGRÔNOMO JOSÉ AROLDO GALLASSINI, DIRETOR PRESIDENTE
DA COAMO
Com satisfação
iniciamos as atividades deste novo ano promovendo as tradicionais
reuniões de campo com uma participação maciça de mais de 8 mil
cooperados nos 38 encontros realizados nos entrepostos da Coamo nos
estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Novamente, a
participação do quadro social que representa um dos pilares de
sucesso da Coamo foi expressiva. Nas reuniões apresentamos
importantes informações não só da agricultura nacional e mundial,
como também mostramos o desempenho e atividades desenvolvidas pela
Coamo em 2004.
No dia 25 de
fevereiro realizamos a 35ª Assembléia Geral da Coamo com a
apresentação e a aprovação pelos cooperados do balanço do exercício
de 2004, que registrou novamente uma evolução significativa da
cooperativa em suas atividades. As receitas globais totalizaram
R$3,9 bilhões com um crescimento de 19,2% em relação ao ano de 2003.
Os cooperados estão comemorando este excelente desempenho da sua
cooperativa e desde o dia 28 de fevereiro estão participando das
sobras líquidas que atingiram o montante de R$252,3 milhões.
A Coamo obteve
mais uma vez um resultado expressivo, que demonstra os sólidos
alicerces em que são geradas as operações da Coamo, construídos
anualmente com base nas ações firmes da diretoria, na postura do
quadro de funcionários e na participação ativa dos associados que
conjuntamente objetivam a evolução constante da cooperativa. Um
excelente desempenho registrado em 2004 apesar da queda
significativa dos preços das principais commodities agrícolas, bem
como a apatia do mercado no terceiro trimestre de 2004, com a
paralisação da comercialização do trigo e a lentidão dos mercados de
milho e soja. A continuidade da política econômica com o crescimento
do nível das atividades marcou positivamente a economia brasileira
em 2004. Os juros que iniciaram o ano em trajetória de queda, a
partir de setembro retornaram a um período de elevação frente a
preocupação das autoridades, com a tendência de nova pressão
inflacionária.
O agronegócio,
novamente foi a grande alavanca da economia, representando 34% do
PIB brasileiro, participando com 40,4% das exportações e gerando
saldo comercial na ordem de US$34,1 bilhões de dólares, apesar da
queda brusca dos preços das principais commodities agrícolas a
partir do segundo semestre.
Por outro lado, a
expressiva alta dos preços dos insumos da safra 2004/2005, associada
à significativa elevação dos custos dos financiamentos agrícolas,
motivada pela deficiência dos recursos oficiais e dos recursos da
exigibilidade bancária destinados ao crédito rural, elevou
sobremaneira os custos de produção dessa safra. A previsão de baixos
preços dos produtos agrícolas, aliada a esses altos custos e mais
recentemente a forte estiagem que vem ocorrendo desde fevereiro,
está causando grandes prejuízos a agricultura e preocupando
sobremaneira os produtores brasileiros.
Este cenário nada
animador indica que 2005 será um ano atípico, de muitas
dificuldades para o setor do agronegócio, devido aos reflexos de
diversos fatores. A agricultura está vivendo um momento de extrema
apreensão e preocupação. Como atitude imediata para amenizar esta
situação, a Ocepar está apresentando ao Governo Federal e ao
Ministério da Agricultura uma série de medidas emergenciais visando
atender as necessidades e resolver os problemas cruciais do setor.
Entre estas medidas estão: liberação de recursos significativos para
comercialização de 3 a 4 bilhões de reais; Plano Safra para o trigo
e milho safrinha-Custeio safra 2005; Prorrogação de custeio para a
soja e investimentos e prorrogação das 3 parcelas de trigo para
junho, julho e agosto/2005.
Estamos atentos
ao momento vivido pelo agronegócio, continuaremos sempre lutando
para resolver os problemas, apresentando reivindicações em nome dos
nossos 19 mil cooperados, que juntos vêm praticando um
cooperativismo de resultados e colhendo os frutos do trabalho, da
solidariedade e da união.
Finalizando,
agradecemos a todos aqueles que contribuíram para o sucesso da Coamo
em 2004. Aos clientes e fornecedores, às instituições financeiras,
órgãos governamentais e entidades de classes, pelos trabalhos
desenvolvidos e apoio recebido. Aos nossos funcionários, pela
dedicação e contribuição no desenvolvimento de nossas atividades,
nosso reconhecimento e agradecimento. Aos nossos cooperados e
conselheiros, um agradecimento especial, pela confiança depositada e
apoio recebido na gestão da Coamo e conclamamos a todos para
prosseguirmos sempre juntos na nobre missão de produzir alimentos
para o mundo e o desenvolvimento de nosso bem estar. Agradecemos a
Deus por mais um ano de sucesso da nossa cooperativa, esperando que
este momento desfavorável passe rapidamente para que possamos
comemorar novamente os bons resultados da nossa produção, do nosso
cooperativismo e do agronegócio brasileiro.
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