Pecuária     



BOVINOCULTURA:
Cuidado com a verminose no verão

ÉPOCA FAVORECE A PROLIFERAÇÃO DE PARASITAS INTERNOS, DEIXANDO O CRIADOR SOB ESTADO DE ALERTA

O calor e a alta umidade da estação podem contribuir para o desenvolvimento de um sério problema para quem lida com a pecuária de leite e corte. A época favorece a proliferação de parasitas internos, deixando o criador sob estado de alerta. “Quem fez o controle preventivo na primavera vai ter os animais mais bem preparados para enfrentar os desafios que vem pela frente. Mas quem deixou de desverminar o gado, terá jornada dupla neste verão”, alerta o médico veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão.

O microclima do verão faz com que haja um aumento nas oviposições dos parasitas internos dos animais. Com isso, há uma aceleração na multiplicação verminótica e, por conseqüência, um maior ataque aos bovinos. “Os vermes gastro-intestinais podem causar queda na produção dos animais e, com o déficit nutricional, muitos podem ser acometidos por doenças e até mesmo vir à morte”, explica o veterinário da Coamo.

O ideal, segundo Rossetto, é o produtor manter um esquema preventivo de controle de parasitas na propriedade, que pode variar de acordo com os índices pluviométricos e de temperatura da região. Com a estratégia, a carga verminótica será melhor e os animais sofrerão menos no verão.

 

CONTROLANDO A PRESSÃO DO POSTOREIO

Errar o manejo do pasto pode significar deficiências na alimentação dos animais, irregularidades na pastagem e, conseqüentemente, prejuízos no bolso do criador. Entre as ferramentas que o produtor dispõe para verticalizar a criação de bovinos está o controle da pressão de pastejo. A metodologia é utilizada principalmente por quem já implantou na propriedade o sistema de pastejo rotacionado.

Controlar a pressão de pastejo, segundo o médico veterinário Hérico Rossetto, é saber o quanto sobra de pasto no piquete tão logo os animais são remanejados para outro piquete. “Com uma boa avaliação, o criador pode garantir um maior aproveitamento da pastagem”, revela. Na avaliação de Rossetto, esse controle é fundamental durante o período de verão, uma vez que há condição altamente favorável para o desenvolvimento das pastagens. “O capim cresce vigorosamente.

Então o produtor deve planejar o pastejo no piquete de acordo com o número de animais e a quantidade de massa no pasto. Não pode haver sobra nem falta de pasto. O ideal é que o capim seja pastejado na altura ideal e na quantidade certa, para garantir que na próxima entrada do gado ele estará novamente no ponto de pastoreio”, orienta, acrescentando que de forma planejada, o criador deve elaborar uma planilha de trabalho anual com auxílio do veterinário que assiste a propriedade


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