Reuniões de Campo     



Mais de 8 mil nas Reuniões de Campo

EM DEZ DIAS, DIRETORIA PERCORREU QUASE 4 MIL QUILÔMETROS PARA LEVAR INFORMAÇÕES AO QUADRO SOCIAL, EM 38 ENCONTROS

Com média de 220 participantes por reunião, a diretoria da Coamo encerrou no dia 10 de fevereiro o calendário de Reuniões de Campo do primeiro semestre de 2005. Os encontros são eventos tradicionais na cooperativa e que acontecem duas vezes por ano, sempre no início e final de cada safra. Em dez dias, a diretoria da cooperativa percorreu quase quatro mil quilômetros para levar informações ao quadro social. Foram 38 reuniões, com média de quase 4 encontros por dia. Uma verdadeira maratona da informação.

Os encontros do início do ano são consideradas reuniões pré- assembléias, uma vez que a diretoria faz uma retrospectiva de 2004 e coloca a situação geral da agricultura e da cooperativa. Também posiciona os cooperados sobre o comportamento do mercado de grãos, além de fazer um balanço das ações da coamo, destacando o faturamento e as sobras da cooperativa.

Durante as reuniões, Gallassini também fez o lançamento do Programa Coamo de Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas (TA), buscando conscientizar os cooperados sobre a importância da redução nos seus custos e, com isso, aumentar os lucros da propriedade.

No segundo semestre acontece mais uma jornada de reuniões com a diretoria da Coamo, onde serão levadas mais informações aos cooperados, inclusive com projeção para a próxima safra e uma avaliação detalhada dos números desta safra de verão. 

 

 

De olho no Mercado

DIRETORIA DA COAMO RECOMENDA CAUTELA AOS COOPERADOS

O comportamento do mercado de grãos foi um dos assuntos mais debatidos durante as Reuniões de Campo deste primeiro semestre. Para o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, o momento é de atenção, uma vez que os custos da safra de verão foram muito elevados e os preços permanecem baixos, a exemplo do dólar – que é considerado um dos principais fatores para o equilíbrio dos preços.

Por outro lado, lembrou Gallassini, a safra está projetando um bom volume de produção, principalmente a cultura do milho, que já com a colheita bem adiantada. A soja, por sua vez, ainda vive com uma boa expectativa de produção, apesar da estiagem verificada neste mês de fevereiro. “Estamos vivendo um ano de crise na agricultura, com custos elevados e preços baixos. Aqueles produtores que não têm altos investimentos e concentraram as maiores despesas no custeio terão menos lucro, mas nenhum problema. Agora, os que adquiriram novas áreas e maquinários para pagar a prazo de safra poderão enfrentar dificuldades”, alertou Gallassini. Contudo, esta não é a primeira e nem será a última crise que o agricultor está enfrentando. “O importante é acharmos a melhor saída e resolver os problemas da melhor maneira”, orientou.

Para o presidente da Coamo, dois fatores poderiam influenciar uma melhora nos preços do mercado de grãos: o aumento do dólar ou uma quebra na safra de verão. “São duas situações adversas, pois uma quebra de safra reduz o poder de ganho do agricultor e o aumento da cotação da moeda americana é prejudicial para o mercado interno, uma vez que pode refletir em um aumento da inflação”, esclareceu Gallassini.

De qualquer forma, ele fez questão de colocar aos cooperados que a situação do mercado, tirando o aumento no custo dos insumos – que foi influenciado pelos altos preços praticados no mercado de commodities no ano passado, é de normalidade. “Em dólar, estamos com o preço na média dos últimos dez anos, com o mercado oscilando entre US$ 10 e US$ 11”, lembrou.

O Social Cooperativismo da Coamo

MAIS DE 75 MIL PESSOAS PARTICIPARAM DAS ATIVIDADES TÉCNICAS, EDUCACIONAIS E SOCIAIS DA COAMO EM 2004

A Coamo possuiu uma série de projetos, serviços e benefícios criados especialmente para atender as necessidades dos cooperados e familiares. Nas Reuniões de Campo os números atingidos em 2004 por esses projetos também foram apresentados ao quadro social. As ações desenvolvidas nos projetos visam diversificar as atividades na propriedade; diminuir riscos; disponibilizar treinamentos e cursos, inclusive para esposas e filhos; e aumentar a produtividade, sempre pensando no aumento de renda da propriedade.

Dias de campo, reuniões e palestras técnicas, atendimentos a projetos e visitas a unidades experimentais da cooperativa estão entre as principais atividades realizadas pela área de Assistência Técnica da Coamo. No total foram realizados 971 eventos com 54 mil participações. E envolvendo as atividades das áreas Educacional e Social e de Cooperativismo, foram realizados um total de 1.458 eventos durante o ano de 2004, com mais de 75 mil participantes. “Média de 4 eventos e 207 participantes por dia”, comemorou o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini.

CURSOS – Entre filhas e esposas de cooperados, 1.755 pessoas participaram de 135 cursos durante o ano. As atividades da área educacional e social envolveu cursos como: tortas finas; salgadinhos; pães caseiros; ponto cruz; delicias de natal; aproveitamento de soja, entre outros.

O Centro de Treinamento Agrícola (CTA), da Coamo, realizou ainda 107 cursos. Entre eles o de operador de colheitadeira e tratorista; regulagem de colheitadeira, plantadeira e pulverizadores. No total, 1.754 cooperados e seus funcionários participaram.
Vilmar Schneider, de Guarapuava (PR) - "As reuniões nos ajuda em muito na condução de nossos negócios. Saimos daqui bem informados sobre nossa cooperativa e sobre como está o comportamento do mercado. A presença da diretoria da Coamo aqui na nossa unidade consolida ainda mais o trabalho sério da cooperativa". Roberto Tonet, de Campo Mourão (PR) - "É uma oportunidade de ficarmos por dentro da realidade do que vem acontecendo com a agricultura. Também nos intermos dos projetos já em andamento da cooperativa. A cada ano o cooperado se interssa mais pelas reuniões, que nos deixa sempre bem informados". Délcio Tardivo, de Engenheiro Beltrão (PR) - "As informações que recebemos da diretoria nos auxilia a tocar os nossos negócios. Esta é a grande vantagem em ser cooperado da Coamo. Nós, produtores rurais, temos de prestigiar eventos como este, que nos ajudam. Nunca perdi uma reunião. Sempre saio daqui sabendo mais.

 

 

Embalagens: devolução sem prejuízos

NÚMEROS REVELAM MELHORA NO PORCENTUAL DE NÃO CONTAMINADAS NA ÁREA DE AÇÃO DA COAMO

A devolução de embalagens vazias de agrotóxicos também foi tema das Reuniões de Campo com a diretoria da Coamo. De acordo com os números apresentados nos encontros houve uma melhora considerável na devolução de embalagens não contaminadas em toda área de ação da Coamo. “A meta da cooperativa é de, no máximo, 10% de embalagens contaminadas”, explicou o gerente de Assistência Técnica da Coamo, Nei Cesconetto. Ele disse que este porcentual está bem próximo de ser alcançado pelos cooperados da Coamo. “Em um ano os cooperados conseguiram saltar de 43% para 24% de embalagens limpas devolvidas. Uma melhora de mais de 50%”, comemorou.

A prova de que é possível devolver embalagens com menos de 10% de contaminação já foi certificada por oito entrepostos da cooperativa: Mangueirinha, Guarapuava, Peabiru, Boa Esperança, Coronel Vivida, Palmas e Pitanga, no Paraná; e Abelardo Luz, em Santa Catarina. Todas fecharam o ano e 2004 com menos de 10% de contaminação de embalagens de agrotóxicos devolvidas.

A Coamo possui 43 unidades de recebimento de embalagens vazias de defensivos. Em 2003 foram devolvidas 1.309.577 embalagens, sendo que 43% delas estavam contaminadas. Em 2004 o número de devoluções aumentou e a contaminação diminuiu. De 2.012.215 embalagens entregues, apenas 24% estavam contaminadas.


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