A Coamo está sempre atenta às necessidades dos seus coope-rados e vem acompanhando a realidade do setor produtivo e atuando na defesa dos seus 19,5 mil cooperados, principalmente, diante das dificuldades enfrentada nos últimos anos. Neste sentido, para sensibilizar o governo federal e apresentar medidas emergenciais para resolver a grave situação vivida pelo setor agropecuário, no último dia 1º de fevereiro, o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, esteve em Brasília participando de audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Roberto Rodrigues. Na oportunidade, Gallassini relatou as dificuldades enfrentadas pelo setor diante dos fatores que levaram o agronegócio a uma das piores crises de sua história.
“No segundo semestre do ano passado os preços internos simplesmente despencaram devido a política cambial e as últimas safras de verão e de inverno, foram semeadas com altos custos de produção e comercializadas com preços baixos, em conseqüência da queda da cotação do dólar”, explica Dr. Aroldo. O presidente da Coamo lembrou o ministro Roberto Rodrigues que a estiagem ocorrida em fevereiro de 2005 provocou uma das maiores frustrações dos últimos anos; que aliada ao custo de produção elevado, a valorização do real em 29,1% na época da comercialização da safra, ficou na média de R$2,40 por dólar. Com isso, a redução dos preços das commodities agrícolas no mercado mundial, resultou na maior queda de receita do setor agropecuário.
Diante dessas grandes dificuldades, a Ocepar e a Faep, entidades representativas do setor agropecuário solicitaram também junto ao Governo Federal o alongamento dos financiamentos e a liberação de novos recursos, objetivando o refinanciamento dos compromissos assumidos para serem pagos com a receita da safra 2005/2006. Após várias negociações o governo instituiu a modalidade FAT - Giro Rural, para alongar por dois anos os débitos dos produtores junto aos fornecedores e cooperativas, bem como prorrogou os saldos de custeios e os valores de investimentos.
O mercado está muito lento, com os compradores bastantes apreensivos quanto ao comportamento do consumo de farelo e grãos, perante as incidências de gripe aviária pelo mundo. Esta condição está fazendo com que os estoques de passagem se elevem de maneira muito rápida. Desta forma, várias indústrias devem paralisar suas operações, consequentemente não pressionando o mercado.
Com a intensificação da colheita de verão o mer-cado já mostra a sua fraqueza. Os produtores rurais mal começaram a colher a safra e o preço já perde força. No curto prazo não podemos esperar muito. O câmbio, que seria a solução para a ex-portação, não ajuda. Além da febre aftosa e da gripe aviária. É cedo, mas, já estamos de-pendendo de como vai se comportar a safrinha.
O mercado do café vem sendo pressionado pelas notícias de uma safra brasileira adequada, já que originalmente se previa problemas com o tamanho da colheita. Porém, o que mais preocupa atualmente (a exemplo do que vem acontecendo com as demais culturas, é o comportamento do dólar, que só no início deste ano de 2006 desvalorizou-se em torno de 10%. Em termos climáticos, a safra mundial caminha sem pro-blemas. No cenário domestico não há notícias de problemas climáticos generalizados. So-mente alguns pontos isolados de seca na Zona da Mata mineira e nas regiões de cultivo do Conillon Capixaba.
O mercado internacional está bastante estabilizado diante de um equilibrado quadro de oferta e demanda, mesmo considerando uma significativa redução na produção da safra argentina. A Argentina, frente ao saldo de trigo exportável, tem para exportação praticamente o volume que o Brasil necessitará comprar, o que deverá fazer com que os preços do trigo argentino suba um pouco. Porém, esta expectativa vem sendo frustrada diante das significativas quedas na cotação do dólar, mostrando que a tendência das cotações do produto no mercado interno é de permanecer abaixo do preço mínimo de garantia do Governo Federal.
Estabilidade também no mercado de algodão, tanto no cenário externo quanto no interno, continuando a predominar no mercado internacional um equilibrado quadro de oferta e demanda o que também reflete no mercado interno, cuja preocupação vem sendo centrada em torno das fortes quedas registradas na cotação do dólar, o que poderá desencadear importações de algodão em pluma e até de fios. Isto pressionará significativamente as cotações do produto no mercado interno, conjuntura esta que tem dificultado as definições de preços para a próxima safra que deverá ter a colheita iniciada em breve.
VARIAÇÕES |
set/05 | out/05 | nov/05 | dez/05 | jan/06 | Acumulado Período |
Acumulado 12 meses |
IGPM (% AO MÊS) |
-0,53% | 0,60% | 0,40% | -0,01% | 0,92% | 0,72% | 1,74% |
TR (% AO MÊS) |
2,64% | 0,21% | 0,19% | 0,23% | 0,23% | 1,48% | 2,48% |
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) |
-5,99% | 1,45% | -2,19% | 1,26% | -5,33% | -7,30% | -15,58% |
TJLP (% AO MÊS) |
9,75% | 9,75% | 9,75% | 9,75% | 9,00% | ||
SOJA |
14,89% | 6,38% | 6,38% | 17,02% | 7,84% | 82,67% | 320,92% |
MILHO |
3,70% | 20,54% | 4,76% | 0,00% | -12,50% | 18,53% | 142,47% |
ALGODÃO |
0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% |
TRIGO (PH 78) |
0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% | 26,58% |
MáQUINAS/ INSUMOS X PRODUTOS |
set/05 |
out/05 |
nov/05 |
dez/05 |
jan/06 |
MÉDIA DO PERIODO |
MÉDIA ULT. 12 MESES |
| TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO) |
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| SOJA |
6.733 | 7.340 | 7.340 | 5.373 | 6.340 | 6.047 | 5.762 |
| MILHO |
12.364 | 14.413 | 16.558 | 13.048 | 14.933 | 12.369 | 12.462 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
12.687 | 13.284 | 13.284 | 10.224 | 12.537 | 11.472 | 11.469 |
| TRIGO (PH 78) |
9.444 | 9.128 | 9.889 | 7.611 | 9.333 | 9.119 | 8.540 |
| COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA) |
|||||||
| SOJA |
12.475 | 13.196 | 12.990 | 12.549 | 11.887 | 12.565 | 12.047 |
| MILHO |
22.909 | 25.911 | 29.302 | 30.476 | 28.000 | 25.670 | 26.047 |
| ALGODÃO (TIPO 6) |
23.507 | 23.881 | 23.507 | 23.881 | 23.507 | 23.904 | 24.052 |
| TRIGO (PH 78) |
17.500 | 16.410 | 17.500 | 17.778 | 17.500 | 19.139 | 17.964 |
| PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO) |
|||||||
| SOJA |
1.634 | 1.701 | 1.701 | 1.618 | 1.557 | 1.516 | 1.431 |
| MILHO |
3.000 | 3.340 | 3.837 | 3.929 | 3.667 | 3.107 | 3.095 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
3.078 | 3.078 | 3.078 | 3.078 | 3.078 | 2.952 | 2.894 |
TRIGO (PH 78) |
2.292 | 2.115 | 2.292 | 2.292 | 2.292 | 2.224 | 2.084 |
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW |
|||||||
SOJA |
1.347 | 1.516 | 1.374 | 1.459 | 1.371 | 1.304 | 1.184 |
MILHO |
2.474 | 2.977 | 3.101 | 3.543 | 3.229 | 2.673 | 2.552 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
2.539 | 2.744 | 2.487 | 2.776 | 2.711 | 2.539 | 2.384 |
TRIGO (PH 78) |
1.890 | 1.886 | 1.852 | 2.067 | 2.018 | 1.917 | 1.726 |
CALCáRIO |
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SOJA |
2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 |
MILHO |
3 | 4 | 4 | 4 | 4 | 4 | 4 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
4 | 4 | 4 | 4 | 4 | 4 | 3 |
TRIGO(PH 78) |
3 | 2 | 3 | 3 | 3 | 2 | 2 |
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês. |
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