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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 349 | Jan/Fev de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Balanço 2005

Coamo tem receitas globais de R$ 2,93 bilhões

ASSEMBLÉIA GERAL APROVA CONTAS DO EXERCÍCIO DE 2005 COM SOBRAS DE R$ 202,21 MILHÕES

Cerca de mil cooperados participaram no dia 17 de fevereiro, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), da 37ª Assembléia Geral Ordinária da Coamo. Na oportunidade, eles aprovaram as contas do exercício de 2005, que totalizaram receitas globais de R$ 2,93 bilhões e sobras no montante de R$ 202,21 milhões distribuídas aos cooperados nos seus respectivos entrepostos nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, na proporção das suas movimentações durante o ano no abastecimento de insumos e na entrega da produção na cooperativa.

Para a diretoria da Coamo o resultado da cooperativa merece ser comemorado pelo quadro social, tendo em vista as grandes dificuldades que o setor e os produtores enfrentaram em 2005, motivados por diversos fatores, responsáveis por um dos piores anos já vividos pela agricultura brasileira. “O ano de 2005 foi muito difícil. Tivemos a continuidade da pressão inflacionária, que fez com que o governo mantivesse a política de elevação da taxa básica de juros; a valorização da moeda brasileira; e ainda a estiagem ocorrida no mês de fevereiro, que provocou uma das maiores frustrações dos últimos anos, aliada ao custo de produção elevado e à redução dos preços das commodities agrícolas no mercado mundial, o que resultou na maior queda de receita do setor agropecuário”, avalia o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

 

Números – O Ativo Total da Coamo atingiu o montante de R$ 2,12 bilhões e o ano foi encerrado com um Patrimônio Líquido de R$1,12 bilhão, representando um crescimento de 12,7% em relação ao ano de 2004. O índice de liquidez corrente ficou em 2,26 e o índice de liquidez geral em 1,80. A margem de garantia está em 217,1% e o grau de endividamento em 46,1%, o qual reduz para 22,8%, se foram deduzidos do valor dos empréstimos os valores disponíveis em instituições financeiras.

“O desempenho de 2005 ratifica os sólidos alicerces em que são geradas as operações da cooperativa, que são construídos anualmente com base nas ações firmes da diretoria, na participação ativa dos associados e na postura do quadro de funcionários que conjuntamente objetivam a evolução constante da Coamo”, explica Gallassini. “As ações firmes da diretoria, aliada a participação ativa dos associados e a postura do quadro de funcionários, tem permitido a capitalização da cooperativa com a geração de condições essenciais para que, principalmente num ano como esse, a Coamo pudesse atender as necessidades dos associados sem afetar a continuidade de suas atividades”, assegura.

Industrialização – Agregando valores a produção dos associados e consolidando os produtos no mercado consumidor, em 2005 as indústrias próprias e arrendadas da Coamo operaram com plena capacidade, gerando um faturamento de R$ 1,06 bilhão com os produtos farelo de soja, óleo de soja bruto, fios de algodão, óleo de soja refinado, margarina, gordura vegetal, farinha de trigo ração suínos e café torrado e moído.

Exportação – Em 2005 a Coamo exportou pelo terminal portuário de Paranaguá, no Paraná, e pelo porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, 1,72 milhão de toneladas de produtos em 143 navios, que resultaram em receita de US$ 356,04 milhões.

Contando com uma eficiente estrutura de armazenagem, com capacidade estática de 3,33 milhões de toneladas, em 2005 foram recebidas nos armazéns da cooperativa 3,38 milhões de toneladas de produtos, o que corresponde a 3,0% da produção nacional de grãos e fibras.

Balanço Social – Durante o ano de 2005, a Coamo realizou 1.872 eventos técnicos, educacionais, sociais e cooperativistas com 80.594 participantes. Estas atividades fazem parte da filosofia de trabalho da Coamo com o objetivo de propiciar através de diversos serviços a melhoria gradual e contínua da renda e qualidade de vida da família cooperativista. No exercício de 2005 o valor de tributos e taxas gerados e recolhidos pela Coamo foi da ordem de R$ 139,00 milhões.

O presidente da Coamo destaca também, a atuação e o compromisso da cooperativa com a preservação do meio ambiente, citando entre os trabalhos realizados o do recolhimento de 2,19 milhões de embalagens vazias de defensivos entregues pelos cooperados nos 48 postos de recebimento localizados nos entrepostos do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “Também promovemos com sucesso o Projeto Ambiental ‘Planeta Água – Mata Atlântica e Paisagens’, um programa de educação ambiental que colaborou para a conscientização de 2.150 crianças da rede pública de Campo Mourão na redução do consumo de água e preservação dos recursos naturais”, ressalta Gallassini.

Profissionalismo elogiado

SUPERINTENDENTE DA OCEPAR DIZ QUE ONDE O COOPERATIVISMO É FORTE E ESTRUTURADO O HOMEM DO CAMPO TEM AMPARO E SUCESSO

O superintendente da Ocepar – Organização e Sindicato das Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken, representou o sistema cooperativista do Estado na assembléia geral da Coamo. Ele elogiou o profissionalismo empregado pela Coamo na administração do trabalho realizado pela cooperativa. Segundo Ricken, “a sistemática moderna e repasse das informações aos associados, em reuniões nos entrepostos, facilita a condução da AGO. Estes eventos são exemplos de educação cooperativista e um dos pilares que sustentam o sucesso da Coamo”.

Analisando o resultado apresentado pela cooperativa, no ano de 2005, o superintendente da Ocepar considerou as dificuldades que o setor produtivo rural enfrentou durante o período, em função da atual conjuntura econômica brasileira. “Apesar do quadro difícil, o balanço da Coamo é positivo. E o resultado poderia ter sido ainda melhor, não fosse a combinação de fatores negativos para o setor rural, como a estiagem, o câmbio e a crise na pecuária”, confia.

Desafios para 2006 – O grande projeto da Ocepar para este ano é conjuntural, segundo informa Ricken. Ele diz que o sistema vai continuar acompanhando a situação que cerca o setor agropecuário. “Neste momento é fundamental a união de esforços porque não é só a questão da seca, do câmbio ou da crise na pecuária. O que está em discussão é a perda de renda no campo. Só no Paraná teremos um prejuízo de R$ 1,3 bilhões, que deixa de circular no mercado, afetando toda a sociedade”, revela.

A Ocepar defende três atitudes por parte do governo: resolver a questão emergencial através do alongamento das dívidas agrícolas; alocação de recursos para apoio à comercialização da safra e plantio da safra de inverno; e estruturação de um plano de longo prazo que garanta mais estabilidade à agricultura. “A Ocepar, a OCB e demais organizações de cooperativas estarão em contato permanente com as autoridades da área e econômica e com os congressistas na busca de solução aos problemas”, alerta José Roberto Ricken.

O superintendente da Ocepar garante que onde tem uma cooperativa forte e bem estruturada, como a Coamo, o produtor rural tem amparo. “No Paraná o cooperativismo é saudável. Mas a resolução dos nossos problemas não é apenas uma questão do agricultor. A sociedade em geral também deve dar a sua contribuição, porque é a nossa economia que está sofrendo”, finaliza.

FALA COOPERADO:


Sonimar Grégio (Boa Ventura)
“Estamos comemorando mais um ano de bons resultados”.
João Sanches (Altamira PR)
“Na Coamo aprendemos que resultados são conquistados”.
   
Paulo Alves e Paulo Henrique dos Santos, pai e filho (São João do Ivaí)
O cooperativismo da Coamo só nos dá orgulho”.
Osvaldo Fuhr (Pitanga)
Há 25 anos participo das assembléias da Coamo. É sempre um prazer”.