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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 349 | Jan/Fev de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Doenças da Soja

Coamo analisa mais de 9 mil amostras

PELO SEGUNDO ANO COOPERATIVA ATUA NO DIAGNÓSTICO DA FERRUGEM E DEMAIS DOENÇAS DA PARTE AÉREA DA SOJA

Iniciados no ano passado, durante a safra de verão, os programas de diagnóstico das doenças da parte aérea da soja voltaram este ano com força total. O objetivo do trabalho é identificar, através de laboratórios especializados, as principais doenças da parte aérea da soja, especialmente a Ferrugem Asiática, e oferecer condições para que técnicos e cooperados possam agir com rapidez e eficiência no controle das doenças.

Em um dos programas, o SOS Soja, realizado em parceria com a Bayer, a Coamo, mantém em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), um centro de diagnóstico para atender os seus cooperados de toda a sua área de atuação. O laboratório analisou, em 2005, 4.957 amostras de folhas de soja. E neste ano, até o dia 20 de fevereiro, mais de 9 mil amostras já haviam sido analisadas.

Em todo o país, no ano passado, foram analisadas 50 mil amostras. “As informações geradas pelo projeto dão segurança ao produtor rural no momento de decidir sobre a aplicação para o controle da ferrugem e de outras doenças. É este o propósito do trabalho”, destaca Douglas Scalon, gerente regional de Marketing da Bayer, ao valorizar a parceria com a Coamo.

Cuidados - Para o gerente de Assistência Técnica da Coamo, Nei Leocádio Cesconeto, o centro de diagnóstico é uma importante ferramenta de apoio ao cooperado. “A identificação antecipada das doenças favorece a orientação para o controle, de uma forma mais rápida e econômica”, afirma.

Segundo Cesconetto, até o momento 36% das amostras analisadas neste ano confirmaram a presença da ferrugem da soja. “Este porcentual era bem menor no mês de dezembro de 2005, quando reiniciamos as atividades do centro de diagnóstico. No entanto, com a evolução das lavouras a doença vem se espalhando rapidamente”, alerta o gerente Técnico da Coamo, salientando que no início do trabalho o laboratório analisava cerca de 100 amostras por dia e hoje a média diária fica entre 150 a 200 amostras analisadas. “Já confirmamos a presença da ferrugem da soja em 45 dos 48 entrepostos da região de atuação da Coamo”, revela Cesconetto.

Números - Além da ferrugem da soja, o laboratório também identifica a presença de outras doenças nas folhas das plantas de soja. De acordo com levantamento do Departamento de Assistência Técnica da Coamo, das amostras analisadas até agora através do SOS Soja, 33% confirmaram a presença de oídio; 44% para míldio; 38% para antracnose; 28% para bacteriose e 69% para doenças de final de ciclo.

Neste ano, o laboratório está equipado com três microscópios de grande aumento e novos e modernos equipamentos de informática. Os cooperados devem monitorar as suas lavouras e quando perceberem suspeitas de doenças devem encaminhar o material para o Departamento Técnico do entreposto onde realiza os seus negócios. Os técnicos da cooperativa, de posse do material, encaminham até o centro de diagnóstico, em Campo Mourão, que informam os resultados das análises aos cooperados em até 24 horas.

SAFRA:

Zanin: otimismo de tirar o chapéu

COOPERADO DE MAMBORÊ ACREDITA NA AGRICULTURA E COLHE SATISFAÇÃO, ESTÍMULO E DESENVOLVIMENTO COMO PESSOA E EMPRESÁRIO RURAL

O otimismo está estampado no rosto do cooperado Mauro Zanin, de Mamborê, no Centro-Oeste do Paraná. E chega a ser contagiante. Quando fala sobre o trabalho de cultivar a terra os olhos de Zanin brilham e refletem a felicidade do produtor rural, que não conhece outra vida, senão a do campo. “É uma paixão que tenho”, diz. Sentimento que o cooperado não consegue esconder. E nem poderia, uma vez que só tem servido de estímulo para o seu desenvolvimento como pessoa e empresário rural.

A confiança de Zanin na sua atividade tem rendido a ele uma sucessão de resultados positivos. “Tento não ser negativo no meu dia-a-dia, até porque como já bem dizia o ditado: ‘a esperança é a última que morre’”, lembra, ao comentar sobre a estiagem que prejudicou lavouras na região, como, aliás, aconteceu em toda a área de ação da Coamo. Alguns talhões da sua propriedade ficaram cerca de 60 dias de chuva. “Confesso que cheguei a ficar preocupado, mas as lavouras suportaram bem, uma vez que investimos na produção, seguindo as orientações da Coamo”, revela Zanin.

A regularização das chuvas acabou retomando o potencial produtivo da soja plantada por Zanin. Era tudo que ele precisava. Nesta safra, o cooperado investiu somente na soja e espera repetir o desempenho alcançado pela cultura no ano passado. A produtividade média na fazenda de Zanin, cuja área total de cultivo é de 350 alqueires, tem girado em torno de 125 sacas de soja por alqueire, para a satisfação do cooperado, que afirma que nunca foi de desanimar.

O agrônomo Diórgenes da Silveira, do Departamento de Assistência Técnica da Coamo em Mamborê, é quem assiste o cooperado Mauro Zanin. Ele conta que o produtor sempre manteve uma sintonia fina com a cooperativa e que ele sempre esteve aberto para os investimentos na produção. “Saber onde está a informação e buscá-la são os primeiros passos rumo ao sucesso”, preconiza.

Safra – A colheita na propriedade de Mauro Zanin já foi iniciada. As primeiras lavouras estão rendendo médias superiores a 120 sacas por alqueire. Sendo assim, o cooperado tem tudo para repetir os números alcançados na safra passada.