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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 349 | Jan/Fev de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Pecuária

Estratégia no pasto

É ÉPOCA DA SEGUNDA ETAPA DA EVERMINAÇÃO DOS BOVINOS E PARA A ÚLTIMA ADUBAÇÃO DA PASTAGEM DO PERÍODO PRIMAVERA-VERÃO

Controle de vermes em bovinos e adubação de pastagens. Atitudes que fazem parte de um programa estratégico de manejo do rebanho, para garantir um melhor resultado com a atividade pecuária. Quem garante é o médico veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). A época, segundo ele, é propícia para reforçar a dose de vermífugo nos bovinos, “para que os animais fiquem protegidos na chegada do outono até o inverno”, assegura. Rossetto também recomenda que os criadores façam uma nova adubação nas pastagens. “É a última do período primavera-verão e fundamental para que as plantas possam agüentar a pressão de pastejo dos animais até a entrada do inverno, quando os bovinos começam a pastoriar na aveia e no azevém”, completa.

Everminação - Segundo o veterinário da Coamo, seguir um calendário estratégico de trabalho facilita o controle verminótico, evitando que os animais fiquem debilitados, tanto na parte física quanto sanitária. “A primeira desverminação, com produtos de longa duração, é recomendada para o mês de setembro. A segunda, neste mês. E a terceira, na entrada no inverno, para proteger os animais contra a espoliação dos vermes no período mais seco do ano”, orienta. Seguindo este calendário o produtor controla novas gerações de vermes e mantém baixo os níveis de infestação, tanto no trato gastro-intestinal dos animais quanto nas pastagens.

Adubação da pastagem – Também feita de forma estratégica, a adubação da pastagem de verão é considerada fundamental para que as plantas possam oferecer suporte alimentar de qualidade aos animais até a entrada do inverno, além de perenizar por mais tempo a forrageira, evitando que a planta entre em competição com o mato. Conforme preconiza Rossetto, neste mês o criador deve realizar a última adubação do calendário, aplicando especialmente nitrogênio, na proporção de 50 a 70 quilos por hectare.

“Como a temperatura do solo ainda é alta, as plantas vão responder bem à adubação, mantendo-se vigorosas durante os próximos meses. Assim, o criador não estressa a pastagem com a lotação de pastejo, garantindo fôlego para as plantas até que os animais passem a pastoriar as pastagens de aveia e azevém”, ensina.

SUINOCULTURA:

Cria ou engorda?

A suinocultura industrial tem se revelado como uma das principais opções para diversificação da propriedade agrícola. A atividade garante aumento da renda e melhor aproveitamento da mão-de-obra e dos grãos produzidos no sítio. No entanto, segundo o médico veterinário Adriano Regiani Pereira, do Detec da Coamo em Mamborê, a maioria dos produtores acaba ficando em dúvida na hora de decidir pelo sistema de cria ou engorda. “É comum preferir a terminação, numa visão equivocada de que a cria é mais difícil de conduzir. Mas na suinocultura industrial, o produtor tem que pensar mais longe”, orienta. O iniciador, conforme explica, terá maior trabalho mas será melhor remunerado. “O perfil a que cada suinocultor se encaixa vai depender de alguns fatores, relacionados principalmente com o tamanho da propriedade e disponibilidade de mão-de-obra”.

 

O veterinário exemplifica que um pequeno produtor com mão-de-obra disponível se encaixa melhor no sistema de cria, porque é onde ele vai aproveitar e remunerar melhor o trabalho e gastar menos com ração. Já quem tem pouca mão-de-obra e maior área para produzir parte da alimentação dos animais, certamente vai se encaixar melhor na terminação. “O que tem que ficar bem claro é que tanto a cria como a engorda são processos simples de serem conduzidos”, completa.

Prejuízo com aftosa no PR é de R$ 300 milhões

Embora os focos de febre aftosa anunciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná se limitem a bovinos, é a suinocultura quem está sofrendo mais com a crise provocada pela doença e o embargo de 57 países. O alerta é do economista Gustavo Fanaya, do Sindicato da Indústria de Carnes do Paraná. Segundo ele, os prejuízos provocados pela aftosa aos frigoríficos do Estado em quatro meses alcançam R$ 300 milhões. “Com a suspensão das vendas para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, perdemos R$ 100 milhões e outros R$ 200 milhões com exportações”, diz o economista. Sozinha, a suinocultura deixa de exportar R$ 110 milhões, sendo metade para a Rússia”.