Início de ano é sempre difícil. Com muitas despesas e pouco dinheiro, é preciso apertar o orçamento ou contar com uma boa ajuda financeira. Os cooperados da Coamo, mais uma vez, comemoram a segunda opção. Aliás, como a cooperativa têm feito desde a sua fundação, distribuindo sobras todos os anos aos seus associados. O dinheiro extra é mais do que um 13º salário do produtor rural. Ele ajuda a custear as despesas de colheita e parte dos custos da lavoura de verão.
Neste ano, a Coamo distribuiu R$ 56,5 milhões em sobras, depois de deduzir, do valor de R$ 190,30 milhões, as partes dos fundos legalmente constituídos. O volume de dinheiro foi repassado aos associados na proporção da movimentação de cada um na cooperativa durante o ano de 2006. O pagamento foi feito simultaneamente em todos os entrepostos da Coamo, no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Mais de 19,5 mil cooperados – aproximadamente 97% do quadro social, receberam o retorno. A proposta de distribuição das sobras líquidas foi aprovada durante a 37ª Assembléia Geral Ordinária da Coamo, realizada no dia 16 de fevereiro, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná).
Ano positivo – A devolução das sobras fez a alegria dos associados. Parte do dinheiro já havia sido adiantada aos cooperados no mês de dezembro. “Um resultado que merece ser comemorado por todos nós, diante das dificuldades que o setor agropecuário enfrentou no ano passado”, afirma o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Ele lembra que o ano de 2006 foi muito difícil, com diversos fatores que impactaram negativamente o setor agropecuário, culminando com uma das mais graves crises na agricultura brasileira. “Ficamos satisfeitos com este excelente resultado, pois a devolução das sobras é motivada pela forte capitalização da Coamo aliada à expressiva atuação do seu quadro social”, explica Gallassini.
Fôlego na safra – As sobras não poderiam chegar numa hora melhor para os cooperados da Coamo. “Nós ficamos sempre na expectativa de receber este benefício que nos ajuda muito, principalmente neste momento em que estamos iniciando a colheita da safra”, revela o cooperado Carlos Ribeiro Macedo, de Campo Mourão. Ele diz que o dinheiro ajuda no orçamento familiar e serve para custear as despesas da propriedade, como a manutenção de maquinário e salários de empregados. “Deu até para reformar a minha caminhonete”, comemora.

O cooperado Mario Dal Pasquali, também de Campo Mourão, conta que usará o dinheiro para pagar o óleo diesel que será utilizado durante a colheita da safra, já iniciada na sua propriedade. “As sobras são sempre bem-vindas. É por este e tantos outros motivos que vale a pena ser cooperado da Coamo. Uma cooperativa séria, honesta e que nos dá segurança para o trabalho e ainda reparte o lucro conosco. É bom demais”, valoriza.
O pensamento de Macedo e Dal Pasquali é partilhado pelo cooperado Abas Ali Ayub, também de Campo Mourão. Ele afirma que a Coamo sempre foi um pai e uma mãe para os seus cooperados e um exemplo para muitas empresas. “As sobras nos ajuda sempre na hora que precisamos. As minhas já estão comprometidas. Começo a colher em breve e este dinheiro vai me servir muito bem para ajudar na safra. É um extra que nós esperamos, mas que está fora do nosso planejamento. É por isso que faz a diferença”, considera.Na região da Coamo as lavouras deste verão já começaram a ser colhidas. O início da safra dá um ânimo a mais para os cooperados, que vêm de dois anos de grandes frustrações, com problemas climáticos e queda nos preços dos grãos. Os resultados no campo estão confirmando as expectativas dos técnicos e produtores rurais, numa safra que promete ser uma das melhores em rendimento e qualidade.
Em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná) o cooperado Antonio Sabino Gadagnin, que possui a sua propriedade na localidade de Campina do Amoral, plantou, em parceria com os filhos, 70 alqueires de milho nesta safra. O rendimento da lavoura do associado surpreendeu até ele mesmo: média de 490 sacas por alqueire, com um talhão de 10 alqueires que fechou com uma produtividade média de 502 sacas por alqueire. “O milho sempre rendeu bem na minha propriedade, mas este ano ficou acima das expectativas”, comemora.
Guadagnin conta que o segredo para a boa produtividade é investir na lavoura. “O milho é uma cultura que responde bem à tecnologia. Por isso, é importante ter um solo bem corrigido e não economizar na adubação para alcançar o máximo do potencial produtivo da variedade”, orienta o cooperado.
Soja também surpreende – Quem também está comemorando os resultados iniciais desta safra de verão é o cooperado João Mignoso, de Campo Mourão. A surpresa maior do produtor ficou por conta da primeira área de soja colhida na sua propriedade, localizada na região do Anel Viário. Em 32 alqueires soja precoce a produtividade média final foi de 141 sacas por alqueire. “É um excelente rendimento para uma soja plantada mais cedo, o que indica que a safra deste ano será muito positiva”, considera Mignoso, que plantou 150 alqueires de soja neste verão.
Coamo preparada – Com entrepostos bem localizados, mais uma vez a Coamo está preparada para atender 100% do seu quadro social na recepção, armazenagem e comercialização da produção. A cooperativa oferece qualidade e agilidade nos serviços e, principalmente, segurança ao produtor rural. “Quanto mais o cooperado participar na sua cooperativa, maiores serão os seus benefícios. A Coamo sempre está ao lado do produtor rural, em todos os momentos da sua vida, colaborando para o desenvolvimento da família rural”, assinala o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.