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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 358 | Jan/Fev de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

Apesar da crise, excelente desempenho

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

Iniciamos o ano de 2007 promovendo três grandes eventos com a participação expressiva de mais de 12 mil cooperados: as tradicionais Reuniões de Campo do 1º semestre, o 19º Encontro na Fazenda Experimental e a 37ª Assembléia Geral Ordinária da Coamo.  Seguramente, esta parceria eficaz entre a Coamo e o seus associados é um dos motivos de sucesso da cooperativa.

Tanto nas Reuniões de Campo como na Assembléia Geral, apresentamos aos cooperados os resultados do exercício de 2006, que apesar da crise são considerados excelentes. O ano de 2006 foi marcado por muitas dificuldades que, motivados por diversos fatores e aliados aos verificados no ano anterior, ocasionaram a degradação econômica do setor agropecuário. Esta deterioração aconteceu pela existência de fatores como o elevado custo para a formação da lavoura em comparação com o preço de comercialização - fruto da valorização acentuada do real em relação ao dólar; os altos custos financeiros pelo crédito privado restritivo e o oficial seletivo; a queda da produtividade, pela combinação de adversidades climáticas e do avanço da ferrugem asiática.

Também foi fator determinante a redução significativa da receita provocada pela valorização do real e menor consumo das principais commodities agrícolas, em razão da febre aftosa nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, e da gripe aviária em diversos países. Além da carga tributária excessiva e da falta de investimentos em infra-estrutura e a lentidão de medidas de socorro por parte do governo federal, que desencadeou uma das maiores crises agrícola da história brasileira.

Com um cenário tão adverso, houve a necessidade de implantação de medidas federais urgentes para que os produtores tivessem as mínimas condições para continuar produzindo. A lentidão de medidas de socorro, por parte do governo federal, gerou manifestações em todo o país. As lideranças agrícolas demonstraram à sociedade e ao próprio governo o descaso pelo qual o setor estava passando.

Após expressivas manifestações, as lideranças cooperativistas obtiveram junto ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CO-DEFAT), alterações das condições da linha de financiamento FAT-GIRO RURAL, no que tange as dívidas enquadráveis e prazo de pagamento, que passou para cinco anos, vindo, de certa forma, amenizar a situação de uma boa parte dos produtores rurais.

Novamente, em consonância com uma das principais políticas desta administração, que é a de viabilizar a atividade do nosso quadro social, participamos ativamente da normatização do FAT-Giro Rural, objetivando sua imediata contratação e com isto levar aos nossos associados o otimismo necessário para a continuidade de suas atividades. Esta modalidade beneficiou associados que tiveram frustração de safra e se enquadravam nas condições estatutárias, sendo atendidos mais de dois mil associados. O FAT-Giro Rural tornou possível a continuidade das atividades dos cooperados visando o aumento da receita das suas atividades agrícolas.

A gestão das atividades da Coamo está amparada em uma forte estrutura patrimonial, financeira e profissional, o que tem permitido à Coamo desfrutar de plena confiança do seu quadro social, instituições financeiras, clientes e fornecedores.

Considerando as dificuldades do setor, podemos afirmar que o excelente desempenho obtido pela Coamo é fruto do reconhecimento da gestão administrativa e financeira, aplicada desde a sua fundação. Esta gestão foi construída com base nas ações firmes da diretoria, participação ativa dos cooperados e o comprometimento do quadro de funcionários, que buscam a evolução da cooperativa. Por sua vez, a capitalização da Coamo tem gerado as condições essenciais para que, mesmo em um ano extremamente difícil, pudesse atender as necessidades dos associados na condução das suas atividades.

Apesar dos fatores que impactaram negativamente o setor agropecuário, a Coamo registrou receita global de R$ 2,66 bilhões e sobras líquidas de R$ 190,30 milhões, que após dedução dos fundos estatutários proporcionou a devolução aos cooperados de sobras no valor de R$ 56,5 milhões, distribuídas a partir de 22 de fevereiro. O ativo total da Coamo atingiu o montante de R$ 2,38 bilhões e o patrimônio líquido foi de R$ 1,24 bilhão, representando um crescimento de 11,3% em relação ao ano de 2005.

Este excelente desempenho da Coamo vem ao encontro da política de sua administração no sentido de buscar constantemente o desenvolvimento integral e sustentável do seu quadro social com o fornecimento dos produtos e serviços que viabilizem o incremento da produção e da rentabilidade na atividade.

A participação ativa dos mais de 19.700 cooperados tem propiciado o sucesso e a solidez da Coamo gerando desta maneira as condições necessárias para benefício dos produtos e serviços disponibilizados na área de ação da co-operativa. Os números mostram por si só a integração existente entre cooperados, diretoria e cooperativa. Só em 2006 promovemos mais de 1.500 eventos técnicos, educacionais, sociais e cooperativistas para mais de 74 mil participantes.

Desejamos que o ano de 2007 seja muito melhor que o exercício ora encerrado. As previsões e o desenvolvimento das lavouras acenam para boas produtividades e mercado com preços favoráveis, para a satisfação e recompensa dos produtores. Agradecemos a todos pela participação e confiança com a certeza que estaremos administrando a Coamo com a mesma dedicação e entusiasmo para obtenção de bons resultados. Finalizando, agradecemos a Deus por mais um ano de atividades a frente de nossa co-operativa, em companhia de nossos diretores, conselheiros, cooperados e funcionários.