O uso da inseminação artificial na bovinocultura de corte e de leite é cada vez mais comum nas propriedades que buscam rapidez nas melhorias reprodutivas do rebanho. Com o foco direcionado para a produtividade da vacada por área, seja em carne ou leite, a tecnologia também garante um manejo mais eficiente dos animais, permitindo, principalmente, o planejamento das atividades na rotina de trabalho das fazendas.
A técnica, segundo o médico-veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), teve origem em 1779, em um trabalho realizado pelo fisiologista italiano Spallanzani. No Brasil, a inseminação artificial começou a ser utilizada a partir de 1950, com ênfase comercial na década de 70. “Hoje, é uma ferramenta de manejo, quase básica, quando se pretende aumentar a produtividade de um rebanho, pois várias são as vantagens desta tecnologia”, afirma Rossetto.
Vantagens – Entre os benefícios ligados à inseminação artificial está o melhoramento genético do rebanho em menor tempo e a um baixo custo, através da utilização de sêmen de reprodutores comprovadamente superiores para produção de leite ou carne; o controle de doenças que podem ser transmitidas através da monta natural; permite cruzar fêmeas zebuínas com touros de raças européias ou vice-versa, constituindo rebanhos de raças diferentes ou cruzamentos industriais; a redução de gastos com a aquisição e manutenção de reprodutores; a facilidade para adaptar o sistema aos animais de origem européia; e a padronização do rebanho, acelerando o padrão genético dos animais a um custo acessível.
“Na área de ação da Coamo, a inseminação artificial já vem sendo utilizada na propriedade de diversos cooperados, com índices produtivos muito bons”, garante Rossetto. Numa propriedade bem administrada, segundo ele, o número de bezerros nascidos mais pesados na desmama pode aumentar consideravelmente, devido ao incremento genético. “A média na região da Coamo é de 70% de taxa de natalidade em bovinos. Com a inseminação artificial o criador pode alcançar um índice de até 90%, combinando a tecnologia com um controle melhor do seu rebanho, uma vez que uma tecnologia puxa a outra”, lembra o veterinário. E com relação ao peso médio dos bezerros machos na desmama, a média pode saltar de 180 para 220 quilos, aos oito meses. “É uma outra vantagem agregada ao sistema através da heteroze gerada pelo processo de cruzamento industrial”, completa Rossetto.
Neste mês de fevereiro, a Coamo lançou dois calendários específicos para o controle das principais doenças infecciosas e parasitárias de bovinos de corte e leite. Os impressos estão sendo distribuídos aos cooperados através das unidades veterinárias da cooperativa e fornecerão informações técnicas importantes, visando mostrar em quais períodos deverão ser realizados os controles sanitários estratégicos para as diversas doenças que acometem os rebanhos de bovinos.
“As informações contidas nos materiais foram elaboradas de acordo com avaliações e cálculos técnicos da incidência das principais doenças infecciosas e parasitárias que acometem os bovinos na região de ação da Coamo”, informa o médico-veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão. Entre as principais indicações estão os exames de brucelose, tuberculose e mastite;
vacinas preventivas contra a febre aftosa, clostridioses, brucelose, pneumoenterite, pasteurelose, raiva, mastite, IBR/BVD e leptospirose; controle de endo e ectoparasitas; e combate a insetos e roedores.
“Estes controles estratégicos tem como finalidade evitar o aparecimento de casos ou surtos de doenças no rebanho, o que poderia levar a sérios prejuízos técnicos e financeiros para os criadores”, destaca Rossetto.

