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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 380 | Janeiro e Fevereiro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Desempenho

Receitas Globais de R$ 4,71 bi no melhor ano da história da Coamo

Assembleia aprova o balanço do exercício 2008 e a devolução de parte das sobras de R$ 315,7 milhões. Dinheiro já foi repassado aos associados

Para consolidar o melhor ano de toda a sua história a Coamo reuniu os seus associados em assembleia geral para anunciar que em 2008 as receitas globais atingidas pela cooperativa foram de R$ 4,71 bilhões. O crescimento, em relação ao ano anterior, foi de 35,9%. O resultado alcançado pela cooperativa gerou sobras de R$ 315,7 milhões, uma evolução de 25% na comparação com o ano de 2007.

Os números do balanço da Coamo foram apresentados aos seus cooperados durante a 39ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no dia 18 de fevereiro, em Campo Mourão, no Centro-Oeste paranaense. Os associados aprovaram as contas da cooperativa e decidiram pela devolução de parte das sobras, na proporção da movimentação de cada um no abastecimento de insumos e entrega e comercialização da safra. O dinheiro foi repassado aos agricultores um dia após a realização da AGO e de forma simultânea em nos 55 municípios que compõem a área de atuação da Coamo nos estados Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Um ano para comemorar – Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, 2008 vai ficar marcada como o melhor ano em toda a história da cooperativa. Ele diz que o crescimento só foi possível graças ao apoio recebido dos associados, que valorizaram e usufruíram dos serviços oferecidos pela cooperativa. “No primeiro semestre a economia mundial apresentou um crescimento significativo e o setor agrícola brasileiro colheu uma de suas melhores safras, beneficiando-se dos bons preços, praticados desde 2007, em decorrência da previsão de escassez dos alimentos. E no segundo semestre, veio à crise do crédito, que em princípio parecia que iria passar sem maiores custos sociais e não afetaria a economia brasileira, o que definitivamente não ocorreu”, resume, reiterando que é motivo de muita satisfação e orgulho encerrar mais um exercício com bons resultados para o quadro social.

Sobre o resultado do ano passado, Gallassini disse que a alta nos preços da soja e a valorização dos insumos contribuíram para o aumento do faturamento da cooperativa. Ele lembra que 2008 começou com a soja valendo cerca de R$ 40 por saca, valor que alcançou R$ 50 ao longo do ano. “Aliado a isso, tivemos uma safra muito boa o que elevou nosso faturamento para o maior da história da cooperativa”, afirma o presidente da Coamo.

Números – No exercício 2008, o ativo total da Coamo cresceu 24,6% em relação ao ano anterior, atingindo o montante de R$ 3,36 bilhões. O patrimônio líquido da cooperativa cresceu 17,0% em relação ao ano anterior, atingindo o montante de R$ 1,69 bilhão. Os principais índices foram: liquidez corrente 1,96, liquidez geral 1,71, margem de garantia 201,0% e o grau de endividamento 49,8%, o qual reduz para 22,3%, se deduzirmos do valor dos empréstimos os valores aplicados nas instituições financeiras.

Investimentos – Com o objetivo de atender as necessidades dos seus associados, a Coamo em 2008 continuou com a sua política de investimentos, com destaque para a produção de novos produtos, ampliação das indústrias e melhorias nas unidades existentes, totalizando o montante de R$ 138,81 milhões, representando incremento de 98,3% em relação ao ano anterior.

Recebimento – Com 92 unidades, dotadas de estrutura de secagem e capacidade estática de armazenagem de 3,83 milhões de toneladas, no ano passado a Coamo alcançou um recebimento recorde de 5,01 milhões de toneladas de produtos, o que corresponde 3,5% da produção nacional de grãos e fibras, garantindo a sua liderança no mercado. A cooperativa iniciou a construção de quatro novas unidades que receberão a safra 2009 em Piquirivaí, Figueira do Oeste, Toledo e IV Centenário, no estado do Paraná, além de adquirir, no estado do Mato Grosso do Sul, uma unidade em Lagunita, no município de Ponta Porã.

Exportação – Através do seu terminal portuário de Paranaguá, no Paraná, pelo Porto de Santos, em São Paulo e pelo Porto de São Francisco, em Santa Catarina, a Coamo exportou o montante de US$ 523,83 milhões e contribuiu para o saldo positivo na balança comercial do agronegócio brasileiro. “A colocação dos produtos brasileiros no exterior fortalece o mercado interno. Isso significa a transferência de riquezas para o país, geração de empregos e o desenvolvimento econômico e bem estar social”, considera Gallassini.

Impostos e contribuições – Além da criação de riquezas e geração de empregos e divisas, a Coamo contribuiu para o desenvolvimento do país com uma parcela significativa de impostos e encargos recolhidos aos cofres públicos. Em 2008, esses valores atingiram o montante de R$ 206,48 milhões.

Investimentos de R$ 240 milhões até 2011

Dentro do planejamento estratégico da cooperativa aprovado pelos cooperados em assembleia geral para o período 2008/2011, a Coamo investirá um total de R$ 240 milhões. De acordo com o presidente José Aroldo Gallassini os recursos serão aplicados na modernização e melhorias de dezenas de unidades e também na construção de cinco novas unidades que entram em operação em 2009. Além da ampliação da produção industrial e da modernização da frota e estrutura da armazenagem nos entrepostos da cooperativa.

“Em 2008 buscamos atender as necessidades do nosso quadro social e continuamos com a nossa política de investimentos, com destaque para a produção de novos produtos, ampliação das indústrias e melhorias nas unidades existentes, totalizando somente no ano passado, o montante de R$ 138,81 milhões, que resultou em incremento de 98,3% em relação ao ano anterior”, disse Gallassini.

Além da expansão na capacidade para recebimento da produção agrícola e melhoria nas instalações destinadas ao atendimento aos cooperados, destacam-se como fatos relevantes da Coamo, em 2008, a abertura da Via Sollus Corretora de Seguros Ltda., para atender os associados da Coamo em diversos ramos do setor; o lançamento da Margarina Coamo Light e a disponibilização da nova versão do “Cooperado On-line” através do site Coamo, para os cooperados acompanharem a movimentação de seus produtos agrícolas e sua posição financeira.

“Coamo fortalece o cooperativismo no MS”, diz Ramos Régis

O diretor-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Mato Grosso do Sul, Celso Ramos Régis, demonstra grande entusiasmo ao se referir à Coamo e à chegada da cooperativa ao seu estado, há cerca de cinco anos. Ele diz que a filosofia levada pela Coamo às comunidades sulmatogrossenses tem ajudado a desenvolver o sistema e colaborando para o crescimento das ações em favor do agronegócio no MS. “A maioria da nossa população é formada por gente que veio de outras regiões, como agricultores aqui do Paraná. Isto, sem dúvida alguma, influenciou fortemente a economia do estado. E a Coamo, com muita sabedoria, tem sido responsável por um papel preponderando neste nosso desenvolvimento”, valoriza.

Ramos Régis participou pela primeira vez de uma assembleia geral da Coamo. Ele disse que foi motivo de grande satisfação poder prestigiar o evento. “A Coamo é um exemplo a ser seguido: no trabalho, na seriedade e maturidade da sua administração e, principalmente, na ética demonstrada frente à condução dos negócios”, destaca.

O valor das pessoas – Para o presidente da OCB-MS, o grande diferencial da Coamo está na essência da sua filosofia, capaz de revelar o que o cooperativismo é capaz de fazer para o produtor rural. “Num momento em que se fala de dificuldades a Coamo, com o seu movimento que prega a união das pessoas, demonstra o valor da verdadeira solidariedade humana”, salienta. Ramos Régis afirma que ficou muito satisfeito quando esteve na Suíça, no ano passado, participando de uma reunião na Aliança Cooperativa Internacional, e em um relatório apresentado pela entidade percebeu que a única cooperativa da América Latina citada foi a Coamo. “Isso me orgulhou muito e também me motivou a vir nesta assembleia para oferecer apoio a toda a diretoria da Coamo, que traz aos seus associados a certeza de que eles estão no caminho certo e de que é através da cooperativa é que eles vencerão as crises”, finaliza.

Orgulho do Paraná

O superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado Paraná (Sistema Ocepar), José Roberto Ricken, também prestigiou a assembleia geral da Coamo. Ricken representou a diretoria da entidade, que tem no presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, um dos seus vice-presidentes. Segundo o superintendente, a Coamo é um destaque no cooperativismo brasileiro e um orgulho para o Paraná e para o Sistema Ocepar. Ele lembra que nas regiões onde as cooperativas são bem organizadas, como acontece na área de atuação da Coamo, os produtores rurais estão mais tranquilos. “Temos estudos e pesquisas que comprovam que onde existe uma cooperativa bem organizada o produtor rural tem uma renda líquida de, no mínimo, 11% a mais”, destaca.

Ano de recordes – Ricken revela que 2008, para o cooperativismo paranaense como um todo, foi um ano de recordes. “Nós devemos ter o maior movimento econômico, chegando a R$ 25 bilhões. E a Coamo faz parte deste resultado, ao apresentar o maior faturamento de toda a sua história”, salienta. Somente o setor agropecuário deve ir a R$ 23 bilhões, num crescimento de mais de 10% em relação ao inicialmente previsto, segundo a Ocepar. Em 2007, as cooperativas faturaram conjuntamente R$ 16,8 bilhões, o que significou que o faturamento dessas associações cresceu 36,9% no ano passado.

“Num ano de comemorações, como foi 2008, o cooperativismo se consolida como uma grande alavanca para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. E esta é uma das boas diferenças que fazem o Paraná se destacar em relação a outros estados. Aqui temos um cooperativismo forte, solidificado, profissionalizado. Para se ter uma idéia, estamos realizando, somente pelo Sescoop, mais de três mil eventos de treinamentos por ano. E vamos continuar crescendo, não há dúvidas disso”, afirma.

Desafios para 2009 – O ano de 2009 começou, para a Ocepar, com diversos desafios. Segundo Ricken, inicialmente, com a questão conjuntural um pouco desfavorável, o foco de trabalho será concentrado em Brasília, como a questão do crédito, buscando um reforço por parte do governo federal. “É uma ação fundamental para que possamos dar sequência à produção de alimentos”, revela. O superintendente da Ocepar também destaca o avanço na questão ambiental, com a possibilidade da votação do código ambiental.

“As perspectivas são boas. Nós produzimos alimentos e a população mundial não deixa de se alimentar. Temos mercado. Sabemos que a crise existe. Ela já existia, na verdade. Podem ocorrer algumas restrições, mas nós já passamos por crises muito piores do que esta. Eu vejo que o problema principal que temos para 2009 foi a perda de safra. O Paraná terá uma perda de 6 milhões de toneladas de grãos. Isto equivale a R$ 3,5 bilhões que deixam de circular no estado. No entanto, não é um problema só das cooperativas e dos produtores. É também da sociedade como um todo”, esclarece o superintendente da Ocepar.

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