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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 401 | Janeiro e Fevereiro de 2011 | Campo Mourão - Paraná

Pré-assembléias

Dez dias de informação, no campo

Diretoria coordena 36 reuniões e orienta cooperados para a tomada de decisões na condução das atividades agropecuárias

Cumprindo um calendário que já é tradicional na agenda anual de eventos, a diretoria da Coamo percorreu, em dez dias, os entrepostos da cooperativa e se reuniu com 8,5 mil associados. No total, foram 36 encontros. O objetivo foi levar informações ao quadro social, numa verdadeira maratona que percorreu os três estados da área de ação da cooperativa: Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, considera as reuniões importantes ferramentas de auxílio para tomada de decisões na condução da atividade do produtor rural no campo. Gallassini comandou todos os encontros. Ele fez uma retrospectiva do ano passado e destacou pontos importantes da situação geral da agricultura, nos cenários nacional e internacional. Também apresentou aos cooperados o relatório das atividades da Coamo e Credicoamo durante o exercício de 2010.

POLÍTICA AGRÍCOLA – "A valorização do real frente ao dólar tem dificultado as exportações e, ainda, causado uma 'desindustrialização' internamente", alertou Gallassini. Ele disse que o governo deve manter as taxas de juros altas para conter a inflação, e confiou numa sensibilidade dos novos governantes para os temas que envolvem o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. "Como é o caso da aprovação das medidas do Código Floestal, sobretudo no que se refere a proposta de extinguir a obrigatoriedade da manutenção de 20% para reserva legal", destacou.

RECEPÇÃO E ARMAZENAGEM – Diante do recebimento de mais de 92 milhões de sacas de produtos no ano passado, a Coamo estabeleceu projeto de ampliação da sua capacidade de recepção e armazenagem de grãos. No total, 68 obras estão em andamento na região de atuação da cooperativa, para um volume de investimentos de R$ 200 milhões. "Estamos ampliando este segmento em 500 mil toneladas para garantir parte do nosso déficit de armazenagem e, assim, atender ainda melhor os nossos cooperados", avaliou.

MERCADO – O cenário para a comercialização dos principais produtos cultivados na área de ação da cooperativa também foi tema de comentários pelo presidente da Coamo. Ele revelou que no caso do trigo há uma expectativa futura de irregularidade nos preços. "Não é possível admitir que um país que produz metade do que consome de trigo não tenha bons preços para o cereal", resumiu Gallassini.

Por outro lado, a o milho e a soja possuem boas perspectivas de preços para esta safra. Segundo Gallassini, a safrinha deve ser maior por conta do bom momento que vive o mercado do milho. "Ainda assim há uma boa expectativa de preços para o milho", analisou. E no caso da soja, entre os fatores que indicam a permanência de bons preços está a compra de grandes volumes pela China e a o estoque final do Brasil menor que o do ano anterior. "Tudo indica que deve ser um ano de bons preços para a soja, seguindo o que já está acontecendo com o rendimento da colheita", salientou o dirigente da Coamo.

Fala Cooperado

Safra cheia e bons preços

Preços do milho e da soja já estão altos e podem continuar assim durante o ano

O clima no campo é animador. Afastada a influência da temida 'La Nina', que seria responsável por um volume menor de chuvas nesta safra, o produtor rural co-memora os indicativos de uma excelente safra. Diferente das previsões meteorológicas, as chuvas foram bem distribuídas durante o ciclo das lavouras, e o bom desenvolvimento das culturas deve consolidar uma safra cheia. E esse não é o único motivo que tem gerado otimismo entre os agricultores. Há, também, uma expectativa de bons preços para o milho e para a soja, que já estão altos e devem continuar durante a safra.

"São tendências que, confirmadas, contribuirão para que os agricultores possam garantir uma boa rentabilidade com a safra e aumentar o volume de capital na propriedade", lembrou o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, durante as Reuniões de Campo. O dirigente explicou, entre outros assuntos, que fatores como os estoques mundiais baixos, o comportamento do dólar e a crise em alguns paises, podem confirmar essas tendências. "Os preços já estão altos hoje e podem continuar assim durante o ano", analisa.

VENDA COM LUCRO – Com o início da colheita o produtor rural tem pela frente mais um desafio: a comercialização dos grãos. Para o presidente da Coamo esse é um dos momentos mais importantes no campo. "Quando a produção é boa já é meio caminho andado; porém, é na hora de vender a safra que o agricultor define se a comercialização será lucrativa ou não", alerta Gallassini. Diante de uma venda antecipada de 30% da safra, os produtores encontram em outras modalidades de comercialização os mecanismos para gerar boas vendas. "Temos, em geral, a cultura de especuladores do mercado. E isso não é bom", salienta Gallassini. "Não sabemos o quanto queremos pela nossa produção; só sabemos que queremos o máximo, sempre", completa o dirigente.

Para essa situação de incerteza Gallassini tem uma dica aos produtores rurais. Ele orienta que as vendas devem ser realizadas, sempre, em função dos custos da atividade. "Essa é a parte que conhecemos. Portanto, o ideal é fazer uma planilha e estabelecer o quanto se quer ganhar com a venda da safra. Depois, quando o mercado chegando na nossa meta, o produtor pode fechar os lotes em diversas vezes, aproveitando os preços. Assim, ele sempre terá lucro nas vendas", conclui o presidente da Coamo.