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Mercosoja 2002: Dr. Aroldo analisa entraves na cadeia produtiva Presidente da Coamo questionou até onde o Brasil pode aumentar a produção
O sistema de transporte da soja, o custo dos insumos e os altos impostos sobre o grão foram apontados pelo presidente da Coamo como principais entraves à competitividade do produto brasileiro. Segundo Galassini, em um hectare de soja os insumos consomem 63,99% dos gastos; as operações de dessecação, plantio, tratamento fitossanitário e colheita levam 17,33%; e fatores como frete, juros, assistência técnica e seguro absorvem 18,68%. ''Ainda 'dentro da porteira' temos poucos recursos oficias e esta indecisão sobre os transgênicos'', enumerou.
Entre as reivindicações do diretor presidente da Coamo aparecem a necessidade ''urgente'' de uma reforma tributária, de um maior incentivo oficial para indústrias e compra de equipamentos, além de financiamentos com juros equiparados aos índices internacionais. Crescimento da produção - O presidente da Coamo disse que esses torniquetes refreiam a expressão do verdadeiro potencial produtivo do Brasil. "A grande questão que eu vejo na soja é até onde aumentar a produção para manter equilibrada a relação com consumo", analisou. Hoje já existe um excedente mundial entre 25 a 30 milhões de toneladas. "O desafio é fazer uma nova análise sobre a paridade entre a produção e o consumo mundial", completa. Segundo projeções apresentadas na abertura do congresso, a demanda mundial da soja aumentou em 40 milhões de toneladas nos últimos seis anos. A informações foi divulgada pelo Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares. Segundo o levantamento, o consumo global de soja e carnes crescerá 57% nos próximos 20 anos, enquanto que a de cereais crescerá 35%. "O produtor tem que estar atento a tudo para buscar um incremento na renda com a atividade e ganhar mais competitividade na cadeia produtiva da soja", orientou Gallassini. "São detalhes que fazem grande diferença no agronegócio, como a questão do custo dos insumos, o manejo e a comercialização da produção, sem fechar os olhos para as questões internacionais, como é o caso dos subsídios, que também influenciam negativamente no mercado interno", concluiu. Micronutrientes - Ainda pela Coamo, o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, da Fazenda Experimental da cooperativa, proferiu duas palestras aos participantes do congresso. Costa abordou a oferta e demanda tecnológica sobre micronutrientes em soja no Paraná e a profissionalização na melhoria tecnológica, e a experiência da Coamo em estações experimentais de pesquisa. Outros assuntos como energia, comunicação, armazenagem, tributação, transportes, pedágios, sistemas multimodais, portos, legislação, certificação, associativismo e negociação internacional também foram debatidos durante o encontro, que é realizado há cada dois anos.
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