Agricultura

Feijão de outono

Mais uma safra. O feijão é bem vindo

O agrônomo Giovane Frufrek com o cooperado Getúlio Ferrari Júnior: feijão garante lucro extra
O feijão é uma cultura para ser plantada na época das águas. Mesmo assim não há interesse dos produtores em enfrentar a concorrência de mercados tradicionais nessa época e poucos investem na atividade na região da Coamo, em Campo Mourão.

Os plantios se concentram mais ao Vale do Ivai e outras regiões onde o clima é favorável e os 

produtores têm mais experiência com a cultura. 

Mas os produtores nos municípios ao redor da Coamo, em Campo Mourão, com apoio da assistência técnica da cooperativa, estão descobrindo que o feijão vai bem, também no outono. "O clima é mais ameno e o mercado está com maior demanda pelo produto nesta época", lembra o engenheiro agrônomo Giovani Frufrek Teodoro, do entreposto da Coamo em Campo Mourão.
A verdade é que o feijão pode ser plantado após o milho de verão com bons rendimentos. No aspecto técnico entra num sistema de rotação de culturas interessante.

De acordo com Teodoro, dá para se fazer até três safras em 13 meses e aproveitar o período em que a terra fica em pousio entre as safras de verão e inverno. "O feijão pode ser plantado após o milho. A colheita é feita em junho e ainda dá tempo para plantar trigo ou até mesmo uma adubação verde de inverno. Só precisa ser bem planejado", informa o agrônomo.

Os custos totais giram em torno de 25 e 30 sacas por alqueire, nas atuais condições do mercado. Fazer um planejamento é fundamental para decidir a variedade correta, fertilizantes e os tratamentos necessários na semente. Segundo o agrônomo, essa é uma atividade de risco e para quem realmente quer produzir. O feijão é uma cultura de ciclo curto e exige decisões rápidas. "Não dá para esperar amanhã para decidir aplicar determinado produto. A praga ou a doença age rápido e a demora significa prejuízo na certa", ressalta Teodoro.

O cooperado Getúlio Ferrari Júnior, de Campo Mourão, não tem experiência no cultivo de feijão, mas resolveu, em parceria com Detec da Coamo, plantar 21 alqueires nesse outono, em Peabiru. "Foi a escolha mais acertada. Estou colhendo 65 sacas por alqueire, em média, e o preço está bom. Isso dá um bom dinheiro e se levar em conta que no inverno é difícil o agricultor ter renda, é ótimo", comemora.

O cooperado jamais teria plantado o feijão não fosse o empenho do seu agrônomo. "Recebi toda assistência desde o plantio até colheita da lavoura. Por isso, é que é importante o planejamento e a parceria da Coamo. Os técnicos estão preparados para orientar o produtor", conclui.