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Algodão
Três fatores estão proporcionando uma melhora na comercialização do algodão brasileiro, as cotações internacionais que após caírem de US$ 20,83 por arroba em dez/2000 para US$ 11,57 por arroba no início deste ano, apresentou uma pequena recuperação e está sendo cotado hoje à US$ 15,21 por arroba, que aliada à alta do dólar e os leilões de PEP - Prêmio para Escoamento de Produto para a exportação, estão dando novo fôlego aos cotonicultores brasileiros, principalmente os do Centro Oeste que estão em plena colheita, já para os cotonicultores paranaenses com a permanência deste quadro os frutos serão colhidos na próxima safra que começará a ser plantada neste segundo semestre, já que a atual safra paranaense já foi toda comercializada.
Trigo
O mercado do disponível segue firme e com preços jamais vistos, sendo hoje praticado preços na paridade do importado, porém pode se dizer insignificante para o mercado o volume de trigo a comercializar. A Argentina também dispõem de pouco produto para exportação, no entanto o suficiente para abastecimento das indústrias brasileiras até a entrada da próxima safra e aproveitando-se deste quadro de oferta e demanda bastante justo, também estão valorizando ao máximo seu produto, que hoje já é comercializado a preços superiores ao trigo americano, segunda opção de importação para os moinhos brasileiros. Para a próxima safra segue um clima de tensão por parte dos produtores em relação à estiagem que vem castigando a cultura, situação que tende a se agravar caso não chova logo. Quanto ao mercado a previsão é de tranqüilidade para a comercialização da próxima safra, porém assim como na safra passada, alertamos mais uma vez, que caso haja uma forte pressão de venda por parte dos produtores por ocasião da colheita, certamente os preços cairão, é preciso que haja equilíbrio entre os volumes ofertados no mercado em relação à capacidade de consumo do trigo recém colhido por parte das indústrias. Quanto à próxima safra Argentina, em detrimento do quadro caótico pelo qual estão passando, há uma previsão de que a área plantada e produção deverão ficar abaixo do registrado na última safra, o que aliado à previsão de estabilidade nas cotações internacionais refletirá positivamente na comercialização do trigo no mercado interno.
Milho
Mercado continua parado, com os compradores se cobrindo com posições do Mato Grosso, que chega, posto nas indústrias, com preço bastante competitivo. As ofertas por parte do produtor continuam lentas e com isso o mercado vai se mantendo. A safrinha começou a ser colhida e aparenta pelo menos neste início de colheita, não ser tão ruim como se esperava. Com isso, o mercado vive um momento de calmaria quanto ao preço, até que apareça algum novo fator.
Soja
Após o plantio americano, continua a especulação sobre o clima, a qual faz as cotações de Chicago viver altas e baixas. O dólar continua firme até o momento, apesar das diversas intervenções do Banco Central, o que atrelado aos bons momentos de Chicago tem resultado em excelentes preços. A preocupação adiante é com a safra americana sendo normal, um aumento do plantio no Brasil. E a Argentina aumentando a oferta até outubro. Estes três fatores aconteceriam mais ou menos ao mesmo tempo, pois o americano estaria colhendo, o brasileiro plantando e o argentino vendendo. Em função até de abrir espaço para a colheita do trigo. Para suportar isto, o mercado teria que ter uma demanda muito forte para a época, o que até então não demonstrou, ou então, alguma frustração. Pensando assim, que seja na colheita dos americanos. O ideal é aproveitar os bons preços e ir fazendo a tão famosa média.
Café
O inverno é o período de mais alta volatilidade no mercado de café, mas até o momento não há nenhuma previsão de frentes frias associadas a zonas de alta pressão que projetem risco de geada para as áreas cafeeiras. Geralmente, o mercado fica atento à existência de zonas de alta pressão acima de 1030 milibares vindas da Argentina. Enquanto isso, a superprodução brasileira vai abastecendo o mercado, suprindo a redução de oferta dos demais países.
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