Variedades

Frutíferas:
Poda garante estabilidade à produção

Julho e agosto são meses favoráveis para fazer podas no pomar

O pomar doméstico tem grande importância nas propriedades rurais, pois representa um importante complemento na cadeia alimentar da família do produtor rural. E para que haja uma produção equilibrada de frutos com qualidade no que diz respeito ao paladar e porque não, também dizer, tamanho e aparência do fruto, é que nesta época do ano, mais precisamente a partir de julho e agosto, é chegada a hora da tomada de decisões importantes no pomar. E, uma dessas decisões é a execução da podas das frutíferas.

A poda deve ser efetuada com critério e cuidado especial. Caso sua execução seja em momento impróprio, ou mesmo de forma não adequada, poderá gerar uma explosão vegetativa, com problemas ainda maiores para o produtor, uma vez que ela se baseia em princípios de fisiologia vegetal, princípios estes, que regem a vida das frutíferas. Um desses princípios é a relação inversa que existe entre o vigor da planta e sua produtividade, porque o excesso de vegetação (causa de poda drástica e inadequada), reduz a quantidade de frutos, enquanto que o excesso de frutos (causa da ausência poda), dará prejuízos a sua qualidade, no tamanho e sabor. Assim sendo, a poda regulariza a produção e melhorar a qualidade dos frutos, mantendo assim o equilíbrio entre a frutificação e a vegetação normal.

Sua importância varia de acordo com a espécie. É de suma importância para videira, pessegueiro e figueira. Por outro lado, menos importante para caquizeiro e menos ainda para os citros, devido a seus hábitos de crescimento e frutificação.

 

Tipos de poda

Poda de formação: Consiste em dar a frutífera uma arquitetura que futuramente facilite a execução dos serviços de tratos culturais, fitossanitários e também a colheita.
  • Na videira - os dois ramos (sarmentos) devem ficar com o máximo de oito gemas para o ano seguinte. A brotação mais desenvolvida deverá ser despontada à altura dos arames para forçar a formação dos ramos laterais, que servirão de base para a poda do ano seguinte. A partir do terceiro ano executa-se apenas poda de produção.
  • No pessegueiro e ameixeira - do plantio ao terceiro ano faz-se poda de formação apenas, deixando-se 4 a 5 ramos distribuídos regularmente entre 50 a 70 cm do solo, em volta do tronco, a partir daí permite-se a brotação das gemas laterais que irão preencher os espaços vazios da copa, sempre voltados para o lado de fora e assumindo as formas de vasos ou taças.

Poda de produção: É a poda da frutificação, sendo essencial sua execução para as fruteiras temperadas que brotam abundantemente e precisam de um período de dormência para frutificar e possuindo ramos que frutificam uma única vez, onde seu corte é recomendado logo em seguida. O propósito deste tipo de poda é manter o equilíbrio entre a produção de frutos e vegetação.

  • Na videira - elimina-se o ramo do ano, deixando-se duas a três gemas (para variedades americanas - Niágara) e cinco a sete gemas para variedades européias (Rubi, Itália, etc).
  • Outras frutíferas - Cuidado especial em manter sempre o arejamento interno da copa, para evitar doenças ou mesmo a frutificação periférica e facilidade nos tratamentos sanitários. Sempre deixando ramos mais vigorosos e bem distribuídos.

Poda de Limpeza: É recomendada para fruteiras que requerem pouca poda, como por exemplo: citros, jabuticaba, manga, etc. É executada nos períodos de baixa atividade fisiológica, durante o inverno, ou logo após a colheita. A poda é leve, normalmente limitada na retirada de ramos doentes, secos ou, os mal localizados.

Além da poda o pomar também necessita de tratamentos fitossanitários (eliminação pragas e doenças) e adubação de manutenção para reposição dos nutrientes ao solo, retirados pelas frutíferas.

Rudi Ricardo Scherer, Detec Campo Mourão