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Aveia e milho: uma combinação
vantajosa
RESULTADOS
NO CAMPO TÊM SIDO CADA VEZ MAIS EXPRESSIVOS, GARANTE DETEC
DA COAMO
Há
cada safra o milho vem ganhando espaço na preferência
do agricultor, sobretudo em regiões onde há predominância
do cultivo da soja no verão, em função do favorecimento
do clima. Para alguns, o plantio do cereal cumpre apenas a função
de rotação de culturas, alternando as áreas
com a soja para quebrar o ciclo de pragas e doenças. No entanto,
tem gente que vai além, aproveitando as vantagens da rotação
sem abrir mão do resultado econômico que o milho pode
proporcionar à propriedade.
Para os produtores adeptos da segunda opção o Detec
da Coamo acaba de apresentar um levantamento do potencial da lavoura
de milho para obtenção de receita, diante de um boa
estratégia de cultivo. Os estudo leva em conta um melhor
planejamento das atividades exploradas na propriedade, combinando
e equilibrando os fatores técnicos e econômicos e buscando,
a longo prazo, um sistema de manejo mais estável e seguro.
“A meta de todos os agricultores é sempre maximizar
os lucros e racionalizar os custos. Então, eles devem lançar
mão de todas as alternativas para ganhar mais com as suas
atividades”, destaca o técnico Rudi Ricardo Scherer,
do Detec da Coamo em Campo Mourão.
CULTURA
ANTERIOR |
COLHEITA |
PROD. MILHO
(em kg/ha) |
AVEIA SEM
ADUBO |
SIM |
4.850 |
AVEIA SEM
ADUBO |
NÃO |
6.300 |
AVEIA COM
ADUBO |
SIM |
9.050 |
AVEIA COM
ADUBO |
NÃO |
9.917 |
| FONTE:
Detec de Campo Mourão |
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Os dados computados pela
Coamo levam em conta, principalmente, a rotação de
culturas. E, dentro da prática, o plantio de milho no verão,
tendo como cultura anterior a aveia preta. No levantamento, os técnicos
tiveram amostragens de diversas propriedades da região de
Campo Mourão. Os resultados foram os seguintes: aveia sem
adubo e com colheira, média de 195 sacas de milho por alqueire;
aveia com adubo e sem colheita, média de 254 sacas por alqueire;
aveia com adubo e com colheita, média de 365 sacas por alqueire;
aveia com adubo e sem colheita, média de 399 sacas por alqueire
(tabela abaixo).
“Diante dos números levantados orientamos que é
bastante interessante plantar milho no verão, não
só do ponto de vista de rotação de cultura,
mas também economicamente”, afirma Scherer. O cereal,
segundo o técnico, além da rentabilidade, oferece
outros benefícios técnicos, como a melhoria nas estruturas
física, química e biológica do solo, melhorando
a fertilidade, controle de pragas e doenças nas lavouras
e incrementando a rentabilidade da propriedade.
TRIGO:
Doenças controladas com precisão
INVESTIMENTO
DEVE SER PLANEJADO PARA EVITAR O DESPERDÍCIO DE PRODUTO
E JOGAR DINHEIRO FORA
O controle
das doenças na cultura do trigo é decisivo para
um bom rendimento da lavoura. O agricultor deve estar consciente
e planejar bem o investimento para não jogar dinheiro
fora. A orientação é do engenheiro agrônomo
Erlei de Mello Reis, doutor em fitopatologia e professor da
Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O pesquisador
desenvolveu um sistema de avaliação do potencial
de rendimento das lavouras, que indica a viabilidade de aplicação
de fungicidas no controle das doenças do trigo. “O
agricultor tem que estar consciente de que o trigo é
uma cultura econômica e que se o cultivo for conduzido
com planejamento os resultados certamente serão positivos”,
lembra Reis. As doenças, segundo ele, contribuem para
reduzir o rendimento da cultura. O controle pode ser planejado
antecipadamente, com a escolha de variedades resistentes –
principalmente ao oídio e ferrugem, com o tratamento
das sementes e com a rotação de culturas. “Mas,
se houver necessidade o produtor deve fazer a aplicação
de fungicidas, considerando que a decisão deve ser
estratégica e tomada mediante avaliação
técnica. Assim, o produtor não corra o risco
de perder dinheiro numa aplicação errada”,
completa, alertando que o custo da aplicação
pode chegar a até US$ 30 por hectare.
PONTUAÇÃO – O sistema
desenvolvido pela Universidade de Passo Fundo vem sendo adotado
pela assistência técnica da Coamo. Ele trabalha
com um serviço de pontuação a partir
da avaliação dos aspectos técnicos da
lavoura e conclui se há potencial de rendimento, justificando
ou não a aplicação do fungicida na lavoura.
“Essa condição nada mais é do que
uma garantia para uma decisão mais segura”, explica.
A decisão, segundo Reis, é tomada em conjunto
entre o técnico e o agricultor. |
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