Agromercado     



Ocepar avalia plano safra

SEGURO RURAL É AGUARDADO PELO SETOR, AFIRMA KOSLOWSKI

O plano safra 2004/2005 foi considerado como positivo pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “De forma geral o plano foi bom, mas temos algumas preocupações que deverão ser gestionadas junto ao governo para atendimento da demanda dos produtores brasileiros”, avalia o engenheiro agrônomo João Paulo Koslowski, presidente da Ocepar. Segundo ele, os volumes de recursos anunciados são significativos, porém a entidade manifesta sua preocupação com relação aos recursos de crédito rural que tiveram um pequeno crescimento (4%) em relação aos volumes da safra anterior. “Este incremento é muito pequeno, principalmente se considerarmos os aumentos nos custos de produção das lavouras. Estamos fazendo um levantamento geral da situação para apresentarmos ao ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, para resolver a situação”, revela.

Outra questão considerada preocupante pelos cooperativistas é a falta de correção dos preços mínimos, situação que segundo a Ocepar irá refletir diretamente na alocação de recursos para a comercialização. “Tivemos aumento no custo dos insumos, em função do dólar, e o pacote agrícola não contemplou aumento nos preços mínimos”, lamenta.

A possibilidade da implantação do seguro rural para os produtores ainda este ano foi a grande novidade do pacote. “O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, assinou o decreto e o setor produtivo está aguardando com grande expectativa a aprovação ainda neste 2º semestre pelo Congresso Nacional. O seguro será uma garantia para a lavoura dos nossos produtores e não apenas do crédito rural como acontece com o Proagro”, explica Koslowski.

Para o presidente da Ocepar, a agricultura brasileira está fazendo a sua parte e representa há vários anos um importante segmento para a estabilidade econômica do país e o superávit da balança comercial. “Mas, infelizmente, apesar de termos um cooperativista no Ministério da Agricultura, o governo ainda não tem sensibilidade suficiente, através dos seus ministérios da Fazenda e Planejamento, para definir e disponibilizar os recursos necessários para a demanda dos produtores brasileiros, estabelecendo um programa mais consistente a nível de crédito rural”, observa Koslowski.

Agroanálises
(Comercialização Coamo – 16/07/2004)

 SOJA
Mercado em queda livre. Para novas altas é preciso que haja frustrações e demanda pela China e os demais países consumidores. O clima nos EUA tem corrido dentro do normal, aguardando uma produção ao redor de 80 milhões de toneladas. Os EUA começam a colher a safra no final de setembro/início de outubro, mas é o mês de agosto que praticamente vai definir o comportamento do mercado.

 MILHO
A geada ocorrida na safrinha paranaense não foi o suficiente para o mercado ganhar força. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás têm uma safrinha cheia e os compradores migraram para estas regiões. O Paraná também sobre com a questão qualidade. O mercado internacional está praticamente parado e o câmbio não ajuda pois está em queda livre chegando abaixo dos U$ 3,00.
 TRIGO
Mercado internacional estável. Paraná e Rio Grande do Sul deverão iniciar a próxima safra ainda com certo volume de trigo da última safra por comercializar. Se confirmada, a safra brasileira deverá alcançar seis milhões de toneladas. Poderá haver entraves na comercialização para o trigo de baixa qualidade, já que a exportação hoje apresenta uma liquidação ao produtor abaixo do preço mínimo.
ALGODÃO
A safra paranaense está concluída e praticamente toda comercializada. Mato Grosso, Goiás e Bahia estão em plena colheita. Com o clima correndo bem para a cultura nos principais países produtores, a previsão para o próximo ano-safra é uma produção superior ao consumo mundial, deixando os compradores cautelosos, já que a tendência é de queda ainda maior nos preços.
 CAFÉ
A ausência de geadas fez o mercado de café desabar no últimos 30 dias e, como até o momento, não existe previsão de frio intenso que venha causar danos à lavoura, os preços também não devem subir no curto prazo. A safra 2004/2005 vem sendo colhida e deve situar-se nos 40 milhões de sacas, apresentando qualidade inferior ao normal, principalmente devido ao excesso de chuvas.


Indicadores Econômicos 

VARIAÇÕES fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) 0,69% 1,13%
1,21%
1,31%
1,38%
6,78% 9,60%
TR (% AO MÊS) 0,18% 0,87%
0,18%
0,15%

0,20%

1,58%

3,61%

DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) -0,92% -0,18%
1,24%
6,26%

-0,69%

7,56%

8,20%

TJLP (% AO MÊS) 10,00% 10,00%
9,75%
9,75%

9,75%

 

 

SOJA 5,95% 17,98%
8,51%
25,32%

5,06%

84,96%

235,22%

MILHO 0,00% 8,67%
11,90%
4,44%

9,09%

32,32%

113,77%
ALGODÃO 0,00% 6,25%
7,32%
24,24%

0,00%

41,67%

54,44%
TRIGO (PH 78) 0,00% 2,38%
9,80%
7,14%
9,09% 20,45% 49,94%


Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS jan/04 fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 MÉDIA
DO PERÍODO

MÉDIA ULT.
12 MESES

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 3.930 3.815
3.608
3.469 3.573 3.704 3.683
3.854
MILHO 11.545 11.379
11.182
9.551 8.641 8.696
10.166
10.751
ALGODÃO (TIPO 6) 8.166 6.875
8.235
8.000 8.595 9.091
8.160
8.618
TRIGO (PH 78) 6.975 7.857
7.071
6.355 5.483 5.217 6.493 6.265
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
SOJA 7.641 7.283
7.010
7.143 7.865 8.889 7.639
7.808
MILHO 22.448 21.724
20.420
19.663 19.022 20.870
20.691
21.612
ALGODÃO (TIPO 6) 15.878 13.125
16.000
16.471 18.919 21.818
17.035
17.543
TRIGO (PH 78) 13.563 15.000
13.737
13.084 12.069 12.522 13.329 12.683
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 989 988
881
872 961 1.056 958
990
MILHO 2.905 2.948
2.732
2.402 2.323 2.478
2.631
2.759
ALGODÃO (TIPO 6) 2.055 1.781
2.012
2.012 2.311 2.591
2.127
2.219
TRIGO (PH 78) 1.755 2.036
1.727
1.598 1.474 1.487 1.680 1.612
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 632 670
631
625 712 772 674
718
MILHO 1.789 1.999
1.956
1.720 1.722 1.813
1.833
1.992
ALGODÃO (TIPO 6) 1.314 1.208
1.441
1.447 1.713 1.895
1.503
1.613
TRIGO (PH 78) 1.123 1.380
1.237
1.144 1.093 1.088 1.177 1.162
CALCÁRIO
SOJA 1 1 1 1 1 1 1
1
MILHO 4 4 3 3 3 3
3 3
ALGODÃO (TIPO 6) 3 2 3 2 3 3
3 3
TRIGO(PH 78) 2 2 2 2 2 2 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.

 Página Inicial   Índice Geral