Cooperativismo     



EDUCAÇÃO COOPERATIVISTA:
Líderes da Coamo se encontram em CM

EVENTO DEBATEU O CONHECIMENTO, A PROFISSIONALIZAÇÃO E A TECNOLOGIA

Centenas de cooperados, das regiões de atuação da Coamo, participaram no dia 21 de julho do Encontro de Líderes Cooperativistas, realizado na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão (AEACM). O evento fez parte do calendário de atividades desenvolvidas pela cooperativa para marcar o seu trabalho de educação cooperativista e contou, também, com a presença da diretoria, superintendentes e gerentes da Coamo. O desenvolvimento de novas lideranças é a base de um projeto desenvolvido pela cooperativa, com destaque para a integração entre os jovens cooperados. O projeto da Coamo foi o vencedor do prêmio OCB/revista Globo Rural 2004 na categoria ‘Educação Cooperativista’.

O diretor presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, abriu o evento manifestando a sua satisfação pela presença dos cooperados. Ele destacou que o sucesso da Coamo está na efetiva participação dos seus cooperados. “Essa reunião e integração com os jovens líderes, coordenadores e secretários dos comitês educativos, é uma oportunidade para maior aproximação do quadro social e, no dia de hoje, também é motivo para comemoração dos bons resultados conquistados pela Coamo”, apontou Gallassini.

PROFISSIONALIZAÇÃO – O engenheiro agrônomo José Roberto Ricken, superintendente da Organização e Sindicato das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), ministrou palestra enfocando o cooperativismo como fator de desenvolvimento econômico e social das pessoas, e a importância da formação de líderes. Ricken revelou aos jovens líderes da Coamo que o sucesso do cooperativismo passa obrigatoriamente pela profissionalização dos seus membros e que é preciso pensar como cooperativa, sendo competitiva no mercado globalizado. “As cooperativas precisam ocupar o seu espaço na comunidade e acima de tudo investir na educação e profissionalização dos seus cooperados e funcionários para o êxito das suas atividades”. Segundo Ricken, a vocação principal das cooperativas é serem organizações econômicas dos cooperados, cujo resultado consiste em mais renda, melhor qualidade de vida e bem-estar social de sua família.

Em outro ponto importante da apresentação do superintendente da Ocepar, ele falou sobre a experiência de ter permanecido durante um ano a frente do Denacoop – Departamento Nacional do Cooperativismo, bem como debateu a realidade, perspectivas e desafios a serem enfrentados pelo cooperativismo e sua relação com o governo federal. “O Brasil tem todas as condições para ser auto-suficiente no agronegócio e tem no agricultor, verdadeiro empresário rural, um profissional para produzir mais e com qualidade. Para isso, esse agricultor precisa ser melhor apoiado pelas políticas do governo, que por sua vez, precisa estar mais sensível a importância do empresário rural e do agronegócio para o desenvolvimento sustentável do nosso país”, assegurou Ricken.

TECNOLOGIA – O tema da segunda e última palestra do encontro teve como base a importância da pesquisa para o desenvolvimento sustentável das cooperativas agropecuárias. O engenheiro agrônomo Ivo Marcos Carraro, diretor-executivo da Coodetec – Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola, com sede em Cascavel, fez um relato do histórico da pesquisa brasileira, destacando os desafios e a realidade atual, bem como mostrou a importância do trabalho da Coodetec para o desenvolvimento agropecuário do Brasil. “O tripé formado pelo agricultor, produção e assistência técnica é fundamental para a sustentabilidade da pesquisa no país. Estamos evoluindo com grandes trabalhos de pesquisa, mas precisamos estar preparados pois a agricultura não é matemática, já que nenhum ano é igual ao outro. E neste sentido, a Coodetec é um braço tecnológico das cooperativas contribuindo para o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, explicou Carraro, lembrando que em 2004 a pesquisa das cooperativas paranaenses completa 30 anos.
 

Receita mineira no Vale do Ivaí

NO DIA-A-DIA DOS COTRIM O BINÔMIO UNIÃO E TRABALHO AJUDOU A FAMÍLIA CONSTRUIR UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

Naturais de Manhumirim, no leste de Minas Gerais, os Cotrim chegaram ao Paraná em 1963. Eles vieram em busca de uma vida melhor, trabalhando nas lavouras de café. O patriarca, ‘seo’ Ranivi, e os oito filhos (Moacir, Darci, Sebastião, Renildo, Romildo, Lúcia, Lucila e Lucinéia) são pioneiros de Lunardeli, onde construíram uma história de sucesso, baseada na união familiar e no trabalho. Os Cotrim desembarcaram no município em 1968, já com uma nova perspectiva de vida, diante do pequeno sítio adquirido com o trabalho de todos nas fazendas cafeeiras.

Como todo o início, eles atravessaram períodos difíceis. “Era só trabalho, dia e noite”, lembra ‘seo’ Ranivi. Eles começaram plantando café, depois partiram para o algodão e hoje, sem abandonar o café, que está no sangue, concentram as principais atividades no cultivo de soja no verão e trigo no inverno. “Não houve dificuldade que não foi superada pela nossa família, que sempre esteve unida, em todos os sentidos. E essa condição fez a diferença para o nosso desenvolvimento”, argumenta Moacir, o filho mais velho.

Hoje a família Cotrim possui uma área de 55 alqueires. Cada um dos filhos tem o seu próprio pedaço de terra, mas todos os negócios são feitos em conjunto. “Os resultados são divididos proporcionalmente, numa receita que tem dado certo”, afirma Moacir. A união para o trabalho também garante uma racionalização dos custos operacionais da família. A estrutura de maquinário é otimizada e também há um maior aproveitamento da mão-de-obra.

Aliada à boa administração, a abertura dada ao incremento tecnológico para a melhor exploração das lavouras também têm garantido bons resultados aos Cotrim. Nas áreas da família são cultivados 70 mil pés de café, que rendem uma produção anual média de 800 mil sacas de café em coco. Com a soja, a média da propriedade foi fechada, na última safra, em 153 sacas por alqueire. No trigo, os resultados também têm sido vantajosos. Na safra passada, os Cotrim fecharam a colheita de inverno com uma média de 120 sacas por alqueire.

PARCERIA – Além do ‘seo’ Ranivi, quatro dos seus oito filhos, além de um genro (Benedito Diniz) são cooperados da Coamo. Aliás, foi com a parceria com a cooperativa que os Cotrim começaram a crescer verticalmente. O primeiro contato foi em 1982, quando eles começaram a entregar algodão na Coamo. “A confiança e a segurança que a cooperativa nos passou, desde o início, foi fundamental para que a nossa parceria se fortalecesse, ao longo desses mais de 20 anos”, comemoram. No início, eles percorriam 35 quilômetros (distância entre Lunardeli e Fênix), com a carreta do trator carregada de algodão, para entregar o produto na Coamo em Fênix. “Hoje a Coamo está mais próxima da nossa propriedade e é cada vez mais importante para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um de nós”, complementa Moacir.

Ainda à frente dos negócios da família, ‘seo’ Ranivi Cotrim garante que os sonhos continuam. “Não abrimos mão de continuar crescendo, até porque a família também está aumentando”, revela. Hoje, além do patriarca e sua esposa, dona Maria, a família é formada por 34 pessoas, entre filhos e netos. “A nossa meta é voar cada vez mais alto e introduzir os filhos no trabalho, sempre valorizando a união familiar e fortalecendo a nossa parceria, de sucesso, com a Coamo”, enaltece Moacir.

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