Os altos e baixos da atividade muitas vezes obrigam o produtor rural a trabalhar conforme o sopro do vento. Assim fez o cooperado José Aparecido Batista Toledo, optante do entreposto da Coamo em Altamira do Paraná (Centro-Oeste do Paraná). Na propriedade de 80 alqueires de cultivo, localizada na região conhecida como Timburi, “Zeca Toledo”, como é conhecido, plantava até então, no inverno, trigo e uma pequena área de aveia. Mas nesta safra, motivado pelo Detec da Coamo, ele resolveu mudar e se deu bem. A área que antes era tradicionalmente ocupada pelo trigo, quase que em sua totalidade, ganhou a companhia do milho safrinha, que foi semeado em 20 alqueires.
Toledo conta que o trigo sempre foi uma paixão e desde 1978 nunca deixou de plantar a cultura. Mas em conseqüência de uma série de situações desfavoráveis optou por diminuir a área ocupada pelo cereal e implantar o milho safrinha. A tática deu certo e o cooperado já comemora os bons resultados. Neste primeiro ano, “Zeca Toledo” está fechando a área com uma surpresa: média de 326 sacas por alqueire. “Ouvia dizer que era possível produzir bem o milho safrinha, mas não acreditava. Tive que ver para crer”, comemora.
Mas a alta produtividade alcançada pelo cooperado não é por acaso. De acordo com o engenheiro agrônomo Marcos Antonio Mendes de Oliveira, do Detec da Coamo em Altamira do Paraná, todos os talhões da propriedade do cooperado são bem corrigidos. “Ele faz análises periódicas, plantio direto e mantém o solo altamente fertilizado”, elogia.
Outra atribuição ao bom resultado obtido pelo agricultor é o fato dele nunca ter plantado milho na área, o que favorece a ausência de hospedeiros de pragas e doenças, deixando com que a cultura se desenvolva sem resistência alguma.
Associado à Coamo há dois anos, Toledo diz estar satisfeito. Ele elogia a parceria estabelecida entre cooperativa e os associados e sabe reconhecer o apoio que vem recebendo. “Para mim a Coamo é 100%. A nossa parceria tem tudo para se fortalecer cada vez mais”, afirma.
Aposta certeira – Outro quem vem apostando na cultura do milho safrinha é o cooperado Celso Iria, de Engenheiro Beltrão, na região do Vale do Ivaí, no Paraná. Ele conta que a cultura faz parte do seu sistema de produção há cinco anos e os resultados têm sido satisfatórios. Conforme Iria, entre as opções para o período de inverno, comercialmente o milho safrinha apresenta o melhor resultado. “Estou satisfeito, tenho conseguido cobrir os custos e ainda ter uma boa rentabilidade. Considerando o momento em que estamos vivendo não tenho do que reclamar”, comenta o co-operado, que fechou a colheita com uma média de 220 sacas por alqueire.
O cooperado reconhece que o segredo é saber trabalhar. “Devemos estar ciente de como manejar o solo, investir na atividade e estar sempre tirando dúvidas e aprendendo junto com a assistência técnica. Na verdade, esta é a grande diferença”, ensina Iria.
O engenheiro agrônomo Brasil do Reis, do Detec da Coamo em Engenheiro Beltrão, explica que a escolha do híbrido adequado, aliado a época de plantio e outros fatores fundamentais que devem ser observados, são determinantes para o sucesso ou fracasso da safrinha de milho. “O plantio de milho na época inadequada, embora não tenha nenhum efeito no custo de produção, seguramente afeta o rendimento e, conseqüentemente o lucro do agricultor”, conclui.
Na área de ação da Coamo (Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul), conforme revela o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, supervisor de Assistência Técnica da cooperativa, a área de milho safrinha plantada nesta safra cresceu 36,8%, em comparação com a safra passada. Um dos fatores relevantes para este crescimento, segundo informa Ostrowski, foi o desconforto do cooperado com o trigo, que teve sua área relativamente diminuída nesta safra, em razão da dificuldade de comercialização.
A promoção de dias de campo, tanto no período de inverno como no verão, é uma prática usual da Coamo em todas as unidades da sua área de ação. Com o apoio de entidades e empresas parceiras, os eventos oferecem oportunidade para os cooperados comprovarem, na prática, a eficiência das novas tecnologias, diante das características de cada região.
Campo Mourão – Em junho, o entreposto de Campo Mourão realizou o 3º Encontro de Co-operados, reunindo 150 cooperados. Eles assistiram palestras sobre reciclagem de embalagens vazias; manejo da fertilidade do solo; estratégias de comercialização e perspectivas de mercado e tecnologia de aplicação, adjuvantes e pontas de pulverização. O engenheiro agrônomo Marcílio Saiki, encarregado do Detec de Campo Mourão, lembra que o encontrou objetivou trazer novas informações para os cooperados. “É importante sempre estar atualizado para as inovações tecnológicas. Através desta reciclagem fica mais fácil conduzir a empresa rural”, salienta.
Engenheiro Beltrão – Milho safrinha foi o tema do encontro realizado em Engenheiro Beltrão. O evento envolveu mais de 100 cooperados. O engenheiro agrônomo Brasil dos Reis, encarregado do Detec de Engenheiro Beltrão, revela que o milho safrinha se desenvolveu muito bem nesta safra e as produtividades até o momento são satisfatórias. No encontro os produtores puderam ver diversos híbridos novos, recém lançados por empresas parceiras, que ficaram encarregas de demonstrar no campo, aos participantes, as vantagens deste novos materiais e as tecnologias mais apropriadas para a cultura.
Luiziana – Os cooperados de Luiziana também participaram de evento técnico, realizado em julho pelo entreposto de Luiziana. Foi o 1º Encontro Agrotecnológico sobre alta produção para milho e soja. O evento foi aberto com uma palestra sobre manejo do solo, com ênfase para o controle de plantas daninhas, ferrugem da soja, escolha de variedades e época de Semeadura. O agrônomo Breno Rovani, do Detec da Coamo em Luiziana, explica que o objetivo do evento foi alertar os cooperados da região sobre a importância de não reduzir tecnologia na próxima safra de verão. No evento, também foi apresenta palestra pelo engenheiro agrônomo Antonio Luiz Fancelli, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), sobre adubação das culturas e verão.
Farol – Quem também participou de evento técnico durante o mês de julho foram os cooperados da Coamo em Farol. Sessenta produtores acompanharam palestra sobre a utilização de nicronutrientes e tecnologia de aplicação. Na abertura dos trabalhos o engenheiro agrônomo Dicezar Vernize, gerente do entreposto de Campo Mourão, falou sobre custos de produção de soja. Ele abordou sobre como o produtor deve e pode gerenciar o seu custo de produção e a sua propriedade e demonstrou algumas ferramentas para a comercialização do produto.