Descanso sugere tranqüilidade e repouso, certo? Errado! Pelo menos para o caso dos irmãos Adair e Ladi Cassol. O dia-a-dia deles, quando moravam no município de Descanso, em Santa Catarina, era, também, de trabalho duro, praticando uma agricultura manual em áreas pouco acessíveis. E com as dificuldades de crescimento e desenvolvimento na atividade, eles resolveram buscar novos horizontes e foram parar em Laguna Carapã, no Sul do Mato Grosso do Sul. Chegaram em 1973 para começar a trabalhar numa área de 20 alqueires, já mecanizada. E este foi o primeiro desafio. Os Cassol não tinham experiência em lavouras mecanizadas e, tampouco, com áreas novas para o cultivo.
E desafio foi o que não faltou na nova vida dos irmãos Cassol. A primeira safra foi com a cultura de arroz. Depois plantaram soja. Mas a grande dificuldade estava mesmo na entrega da produção, que apesar de pequena era conseguida diante de muito trabalho e determinação. “Tínhamos que entregar a safra em Dourados, enfrentando uma estrada de 60 quilômetros. Sem contar que o motorista do caminhão que fazia o frete vinha uma vez e depois não voltava mais”, lembram.
Com o passar dos anos os Cassol foram adquirindo mais experiência e se adequando ao novo sistema de trabalho. A compra do primeiro trator foi um marco na vida dos irmãos, que partiram para a busca de novos incentivos que pudessem alavancar o processo produtivo da propriedade. “A partir daí ficou tudo mais fácil para trabalhar dentro da propriedade, mas fora dela ainda éramos muito explorados”, contam, referindo-se às dificuldades enfrentadas por diversos agricultores que tiveram prejuízos com empresas onde haviam entregue a safra. “Mas como foi o início de tudo, temos que saber valorizar também a contribuição de todos no desenvolvimento da tecnologias que nos permitiu crescer e desenvolver”, ressaltam.
Hoje, os dois irmãos não abrem mão de investir nos resultados das lavouras. Juntos, eles cultivam mais de 450 alqueires, onde plantam soja no verão e milho safrinha no inverno. A produtividade média dos cooperados, na última safra de soja, foi de 133 sacas alqueire. Na safrinha de milho a média tem girado em torno de 170 sacas por alqueire.
Parceria Coamo – A chegada da Coamo à região, em março de 2005, foi o segundo marco na vida dos Cassol. “Já conhecíamos a cooperativa de nome. Então a nossa expectativa era muita grande”, afirmam os irmãos, que se tornaram sócios tão logo a Coamo se instalou em Laguna Carapã. “Nem imaginávamos que a parceria seria tão positiva. Hoje percebemos a diferença, tão comentada, entre os cooperados da Coamo e os demais produtores”, comemoram. Para Adair e Ladi Cassol, “a Coamo se identificou com os produtores daqui. Ela chegou no lugar certo e na hora certa”, salientam.
Benefícios – Segundo os irmãos Cassol, entre os principais benefícios oferecidos pela Coamo aos seus cooperados estão o tratamento igualitário, a assistência técnica de qualidade, o fornecimento dos in-sumos e, principalmente, as sobras. “No primeiro ano como cooperados, fizemos compras de insumos para pagar com a colheita. E tivemos a nossa primeira surpresa: recebemos as sobras geradas por esta operação. Foi muito bom. Algo que nunca tínhamos experimentado”, valorizam.
Nos projetos para o futuro, os Cassol petendem estreitar ainda mais a parceria com a Coamo. “Percebemos que a cooperativa pode nos oferecer tudo o que precisamos para a condução da nossa atividade, com vantagens explicitas”, destacam. “Sem contar o preço competitivo, a segurança na entrega da produção e o recebimento no ato da comercialização”, concluem.
Fazer parte de uma cooperativa tem sido a grande novidade na vida do agricultor Germano Gallert, de Amambai, também na região Sul do Mato Grosso do Sul. “Da primeira vez não se esquece”, brinca o produtor rural, que há pouco mais de dois anos faz parte do quadro social da Coamo. E como o próprio Gallert diz: “é uma lembrança satisfatória, porque percebo, a cada negócio firmado, que fiz a escolha certa”, sustenta o cooperado, ao se referir à parceria com a Coamo.
Gaúcho de Santo Ângelo e descendente de alemães, Gallert teve uma rápida passagem pelo Oeste do Paraná antes de chegar a Amambai, em 1971. Veio com toda a família para explorar a agricultura mecanizada, em uma área de 330 alqueires. Dois anos depois, resolveram dividir as áreas e ele passou a trabalhar sozinho. “Não foi fácil. Tinha pouca experiência em agricultura mecanizada”, lembra. As primeiras lavouras de arroz e soja não produziram muito bem, já que o solo possuía um alto teor de acidez. “Quando fiz a correção com calcário tudo mudou. A nossa produtividade começou a crescer e a nossa vida melhorou”, ressalta.
Com o avanço tecnológico o produtor alcançou desenvolvimento e solidez na atividade. Saiu de 82 alqueires, na época, para 167 hoje. Destes, Gallert planta 70 alqueires, onde a lavoura principal é a soja. O restante da área é ocupado com pastagem cultivada, predominando o capim brachiária e milheto. A produtividade média da última safra de soja na propriedade de Gallert, em função da estiagem que atingiu a região, foi de 100 sacas por alqueire. O plantel do cooperado é de 400 cabeças, que são, na maioria, animais para engorda.
Braço forte – Nesses 35 anos de Mato Grosso do Sul, Gallert sempre dividiu as suas atenções com as diversas opções de empresas que se instalaram na região. Segundo ele, foi um período muito importante para a formação da sua consciência tecnológica, onde investimento é a base do sucesso das atividades na propriedade. Conhecedor da filosofia cooperativista e bem informado sobre os produtos e serviços oferecidos pela Coamo aos seus cooperados, o agricultor não pensou duas vezes. “Tratei de me associar logo, e desde o início da nossa parceria só tem se fortalecido”, comemora.
O cooperado é categórico em afirmar que todos os planos que fez até agora, com a Coamo, têm dado certo. “Então, não tem como não confiar”, garante.
Sobras – Quando recebeu as sobras pela primeira vez Gallert pensou: “é bom demais para ser verdade”. E era! Ele conta que naquele dia tinha ido à co-operativa para verificar o valor dos seus débitos. “Então recebi a notícia que, na verdade, tinha dinheiro para receber. Fiquei praticamente sem fala, porque eu realmente não esperava por aquilo. Mas a sensação foi muito boa”, enfatiza.
Outros benefícios bastante valorizados por Germano Gallert são a assistência técnica, o fornecimento de insumos na hora certa e com preços competitivos e o recebimento da comercialização no ato da venda do produto. “Sinto segurança em trabalhar com a Coamo. É como se estivesse em casa. Por isto, a minha expectativa é de crescer e cada vez mais aproximar a nossa parceria”, completa.