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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 363 | Julho de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Agromercado

Agricultor, um forte!

O agricultor é forte! Um homem de fé e muito importante para o desenvolvimento e o sucesso da agricultura e da economia do nosso país. Ele é um otimista por natureza e tem suas esperanças renovadas a cada nova semente lançada ao solo fértil, acreditando sempre na boa germinação e no desenvolvimento vegetativo satisfatório, precedendo a uma promissora colheita.

Colheita esta que é esperada com boas produtividades, como prêmio pelo seu trabalho, entusiasmo, inovação e investimento, atuando sempre com muito afinco e determinação almejando conquistas na produção rural.

O agricultor é um forte! Forte, porque acredita, tem vocação e amor à sua terra, sendo um apaixonado pelo que faz. É forte, porque faz a sua parte e cumpre a sua missão, independente do governo ou mesmo do clima, que é fator imprescindível para o sucesso da safra.

O agricultor é um forte! Forte, porque sabe que do seu suor e labuta diária de sol a sol depende a produção de alimentos e assim, a certeza de que milhões de pessoas serão alimentadas e terão a sua fome saciada, de Norte a Sul, e de Leste a Oeste do nosso país e também do mundo.

O agricultor é um forte! Porque apesar dos cenários nem sempre desejáveis e promissores com relação às políticas econômicas, cambiais, agrícolas e dos preços nem sempre satisfatórios, ele não deixa de se fazer presente na parte que lhe cabe.

O agricultor é, seguramente, um forte! Forte por ser um empreendedor rural sempre corajoso, esperançoso e persistente, e acre-dita que com a graça de Deus suas safras serão bem melhores como recompensa ao seu trabalho e dedicação na sua atividade.

Por isso e muito mais, com orgulho, a Coamo tira o chapéu para os agricultores, que produzem alimentos e ajudam o cooperativismo, o agronegócio e o Brasil a crescer.

Agroanálises

Com informações da Gerência Comercial de Produtos Agrícolas. Comentários com base em 24/07/07

 

Soja
Mercado indefinido e com grande volatilidade, a redução ao redor de 15% na área de plantio americano, adicionado ao clima, faz com que o mercado fique a espera de qualquer notícia para ganhar novos rumos. Com as lavouras americanas chegando na reta final, próxima da colheita, a preocupação climática aumenta, pois as próximas quatro a cinco semanas serão cruciais para definição da produção. Qualquer prenúncio de dificuldade para viabilização da safra terá forte valor especulativo, especialmente neste período que é o mais crítico para formação do potencial de produtividade. Com isso, o mercado deve permanecer bastante volátil.

 

Milho
A forte queda das cotações internacionais, registradas nas últimas semanas, provocadas principalmente pelo desenvolvimento das lavouras americanas dentro de um quadro de normalidade, com alguns déficits de umidade localizados e o fortalecimento do real frente ao dólar estão reduzindo a paridade de exportação do milho brasileiro. Como decorrência disso e do aumento da entrada da produção da safrinha, os preços internos estão sofrendo pressão de baixa em grande parte do centro-sul do País. Caso as lavouras americanas tenham uma condição climática normal até o final de seu ciclo, a tendência é das cotações no mercado internacional continuarem enfraquecendo, repercutindo da mesma forma no mercado interno brasileiro, já que a estimativa da oferta nacional está muito acima do potencial de consumo. Por outro lado, a seca, que trouxe prejuízos para a produção de milho nos países europeus e que está fazendo com que os governos reduzam os impostos de importação de milho, pode trazer um alento para o produtor brasileiro, que poderá ter a oportunidade de suprir as necessidades daquela região. No entanto, ainda não se pode fazer uma previsão do volume que isto poderá representar. Os produtores, até então mais prejudicados com a redução nas cotações do produto, são os do centro-oeste do país, motivando o Governo Federal a intervir na comercialização através de uma subvenção para a exportação do produto, subvenção esta que também já vem sendo solicitada para auxílio na comercialização do milho paranaense, através da Ocepar, visando garantir a comercialização ao preço mínimo.

Trigo
A dinâmica do mercado brasileiro de trigo não sofreu grandes alterações nas últimas semanas, Mercado sustentado por moinhos de pequeno porte com negócios de pequenos lotes. Como o mercado doméstico é balizado pela paridade de importação, as cotações recordes nas Bolsas norte-americanas e na Argentina dão base para a postura dos vendedores, que acreditam em preços ainda mais altos, por outro lado compradores acreditam em preços mais baixos devido a entrada da safra nova, aliado a valorização do real frente ao dólar.


 

Café
O receio em torno do frio e a insegurança com a oferta disponível na temporada 2007/2008 deram ritmo da alta nos preços. Porém, superado esse momento de tensão climática e diante do avanço da safra nova de café, o mercado acabou caindo. O recuo nos preços se deve muito mais a ajustes técnicos, nas cotações da Bolsa de Nova York, depois de uma forte valorização e menos a uma grande pressão vendedora, ocasionada pela chegada da safra nova brasileira. Recursos do governo ajudaram a enxugar a oferta nessa entrada de safra, oferecendo suporte para as cotações, tendo também uma postura do produtor em retardar a venda, não permitindo, pelo menos por enquanto, baixa no preço.
 

Indicadores Econômicos
VARIAÇÕES
fev/07
mar/07
abr/07
mai/07
jun/07
Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS)
0,27% 0,34% 0,04% 0,04% 0,26% 1,46% 3,90%
TR (% AO MÊS)
0,72% 0,19% 0,13% 0,17% 0,15% 0,93% 1,98%
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS)
-0,31% -3,20% -0,81% -5,16% -0,14% -9,91% -11,01%
TJLP (% AO MÊS)
6,50% 6,50% 6,50% 6,50% 6,50%
SOJA
3,45% 9,26% 3,70% 3,00% 4,87% 33,27% 113,39%
MILHO
2,56% 6,67% 7,14% 0,00% 1,45% 22,63% 119,90%
ALGODÃO
0,00% 0,00% 0,00% 6,25% 0,00% 6,25% 6,25%
TRIGO (PH 78)
6,25% 0,00% 9,09% 0,00% 2,00% 18,23% 82,44%

Poder de Troca mês a mês
MÁQUINAS/
INSUMOS X PRODUTOS
fev/07
mar/07
abr/07
mai/07
jun/07
MÉDIA
DO
 PERIODO
MÉDIA ULT.
12 MESES
TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA
6.034 6.018 6.000 4.428 4.388 5.492 5.885
MILHO
11.266 10.968 11.379 8.571 8.633 10.295 11.593
ALGODÃO (TIPO 6)
13.284 11.333 11.000 8.000 8.000 10.817 11.546
TRIGO (PH 78)
7.192 7.083 7.174 4.848 4.706 6.331 6.753
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA)
SOJA
10.678 11.150 11.455 10.364 10.969 10.858 11.509
MILHO
19.937 20.323 21.724 20.357 21.583 20.480 22.760
ALGODÃO (TIPO 6)
23.507 21.000 21.000 19.000 20.000 21.249 22.471
TRIGO (PH 78)
12.727 13.125 13.696 11.515 11.881 12.504 13.197
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA
1.398 1.460 1.531 1.554 1.539 1.480 1.527
MILHO
2.611 2.661 2.903 3.007 3.029 2.792 3.018
ALGODÃO (TIPO 6)
3.078 2.750 2.807 2.807 2.807 2.888 2.983
TRIGO (PH 78)
1.667 1.719 1.830 1.701 1.667 1.700 1.748
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA
1.327 1.386 1.389 1.445 1.432 1.376 1.411
MILHO
2.478 2.526 2.635 2.798 2.818 2.593 2.781
ALGODÃO (TIPO 6)
2.922 2.610 2.547 2.611 2.611 2.682 2.754
TRIGO (PH 78)
1.582 1.631 1.661 1.582 1.551 1.579 1.614
CALCÁRIO
SOJA
2 2 2 2 2 2 2
MILHO
3 3 3 3 3 3 3
ALGODÃO (TIPO 6)
4 3 3 3 3 3 3
TRIGO(PH 78)
2 2 2 2 2 2 2
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.