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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 363 | Julho de 2007 | Campo Mourão - Paraná

União Familiar

A integração no projeto dos Agostini

Pecuária foi incorporada há seis anos à propriedade, em Amambai, no Sul do Mato Grosso do Sul, e muda realidade da família

O boi passou a ser um elemento a mais nas terras dos irmãos Cladimir, Clóvis e Cláudio Agostini, em Amambai, no Sul do Mato Grosso do Sul. É que há seis anos a família trabalhava apenas a agricultura. Mais estável, a pecuária passou a dividir espaço com as lavouras, num bem montado projeto que integra a exploração das duas atividades, cujos resultados já estão projetados para os próximos 15 anos.

Na região desde 1994, a família trabalha unida em uma área de 400 alqueires, num esquema de rotação com dois anos de pastagem e três de agricultura. A área é dividida metade para as lavouras e o restante para as pastagens, o que permite um giro anual de até 1,6 mil cabeças de bovinos na propriedade. “É uma forma de fazer uma espécie de vazio sanitário para o plantio da soja”, explica Cláudio Agostini. No verão, os anima-is ocupam as áreas de pasto perene, que tem como base os capins Tanzânia e braquiária decumbers. No inverno, o plantel fica nas áreas de aveia ou no confinamento, com capacidade para 800 cabeças. A lavoura principal da família é a soja, cultivada em plantio direto.

Uma complementa a outra – No sistema adotado pelos irmãos Agostini, uma atividade oferece sustentabilidade para a outra. “A pastagem explora o nitrogênio que a soja deixa no solo e quebra o ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas da soja”, completa o cooperado. Os pastos são adubados e recebem uréia em cobertura, para poder suportar a lotação de animais, que no verão chega a 19 cabeças por alqueire e no inverno cai para 5 cabeças por alqueire, em média. Os animais chegam desmamados e ficam por um período de 14 meses na fazenda, com ganho médio de 750 gramas por dia, entre o verão e o inverno.

No caso da soja, a produtividade, segundo o cooperado, é normal (para a região) no primeiro ano de lavoura, por causa da grande quantidade de raízes em decomposição no solo. “No segundo e terceiro anos a cultura aproveita bem o sistema, com incremento de produtividade entre 10 a 15% em relação à média da região”, afirma Agostini. A média da propriedade, no último verão, foi de 130 sacas por alqueire, com talhões de 145 sacas por alqueire.

Ganho de escala – O cooperado revela que ainda existem pontos para ser melhorados dentro do sistema. “Um deles é a escala, que se não é ganho e, pelo menos, redução de custo”, avalia, salientando que o produtor deve usar o sistema de integração lavoura/pecuária para otimizar o próprio sistema, “já que os custos são os mesmos, com ou sem rentabilidade”, conclui Agostini.