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Lei de biosegurança será votada até agosto
A afirmação é do senador Osmar Dias, que esteve
recentemente em Campo Mourão

O
senador paranaense Osmar Dias acredita que o projeto que trata da
Lei de Biosegurança seja votado até agosto. Ele falou
ao Jornal Coamo durante o 1º Encontro Regional de Produtoras
e Trabalhadoras Rurais, realizado recentemente em Campo Mourão.
Dias disse que o projeto encontra algumas dificuldades de aprovação
no Congresso Nacional, porque além de tratar de organismos
geneticamente modificados, também trata de células
tronco e embriões, que são assuntos muito polêmicos.
“Se não foram separados os assuntos o país vai
entrar na próxima safra sem aprovar a questão dos
transgênicos, mantendo a confusão em torno do tema”,
alertou o senador, salientando que o produtor tem capacidade de
escolher o que ele quer plantar e não pode viver a insegurança
gerada pela indefinição sobre a lei.
Dias chegou a criticar o atual teor da lei, revelando que ela estaria
fora dos padrões exigidos pela agilidade do mercado. “O
Brasil não pode perturbar o trabalho da pesquisa, que tem
sido muito importante para que a produtividade nacional alcance
níveis nunca antes vistos”. Ele garantiu que o trabalho
é intenso para que o projeto seja mudado no senado.
Osmar Dias também falou sobre a Lei da Mata Atlântica,
que está causando grande polêmica entre os agricultores
do Paraná. O senador defendeu a preservação
das matas ciliares da propriedade e considerou que elas devem compor
o porcentual de reserva legal exigido para as propriedades. Ele
também acredita numa mudança ao projeto.
O senador elogiou o trabalho das cooperativas e entidades ligadas
ao setor rural, classificando-as como parceiras no seu trabalho.
“Esta sintonia fina tem auxiliado a aprovação
de mediadas importantes no Senado Federal em favor do setor, como
a isenção do Pis e Confins sobre os insumos agrícolas.
Como mensagem final, o senador deixou um abraço a todos e
parabenizou o cooperativismo pela colaboração no sucesso
do agronegócio brasileiro.
A
preservação no caminho de Selbmann
O
Rio Picuá, que corta a propriedade do cooperado Willy
Selbmann (foto), em Tupãssi, é pano de fundo para
o trabalho de preservação das matas ciliares,
que torna a Fazenda Sabiá uma referência na região.
Afluente do Rio Verde (um dos mais importantes da região
Oeste), o Picuá nunca esteve tão bem, pelo menos
na extensão que banha as terras de Selbmann. A mata ciliar
que preserva as margens do rio – formada inclusive por
espécies nativas, também serve de abrigo para
famílias de macacos, capivaras, pacas, cotias e pássaros,
como tucanos e papagaios. É a natureza sendo reconstruída
com auxílio do homem.
Na verdade, o meio ambiente sempre esteve no caminho do cooperado
e a iniciativa já rendeu, inclusive, elogios do IAP –
Instituto Ambiental do Paraná. Também não
é por menos: a consciência preservacionista é
uma das virtudes de Selbmann, que está na região
há 30 anos.
A estratégia adotada pelo cooperado, para viabilizar
o seu projeto de preservação, é reflorestar
e isolar a área, possibilitando que outras espécies
nativas possam crescer na mata. O trabalho já foi executado
em toda a extensão do rio que corta a fazenda. “Não
tem sido uma tarefa fácil. No entanto, tenho perseguido
esse objetivo desde que cheguei aqui”, lembra Selbmann.
“A terra e a água são o nosso maior patrimônio.
A conservação desses recursos naturais depende,
exclusivamente, de nós”, filosofa.
Para o cooperado, preservar é pensar no futuro. Além
do que, segundo ele, “o verde das matas dá mais
vida para a propriedade, mantendo o rio limpo, com água
de qualidade e em abundância”. A Fazenda Sabiá
possui uma área de 218 alqueires. A agricultura é
a atividade principal da propriedade. |
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