Novidade     



Milho supre demanda por hormônio do crescimento

Falta de lei emperra pesquisa

Uma pesquisa, inédita no mundo, iniciada por uma equipe do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que criou duas variedades transgênicas de milho capazes de suprir a demanda do hormônio do crescimento humano (hGH) a ampliar a produção da insulina no País está sendo impossibilitada de avançar devido a indefinição para a aprovação no Congresso Nacional do projeto de lei de biossegurança, que deverá regulamentar o plantio e a comercialização dos organismos geneticamente modificados no Brasil.

“Se não houvesse esse entrave político no Brasil, certamente teríamos negociado as patentes com os investidores”, afirmou Arnaldo da Silva Júnior, da Agência da Inovação (Inova) órgão da Unicamp responsável por vender as pesquisas para investidores e transformá-las em realidade. “O investidor fica receoso de apostar nessa tecnologia sem ter a certeza que ela poderá dar um retorno financeiro antes de ela se tornar obsoleta. O risco seria muito grande”, lamentou Silva Júnior. Para se ter uma idéia do retorno que uma empresa teria com o cultivo do milho e o processamento das proteínas, os pesquisadores calculam, de uma forma pessimista, que o cultivo de um campo de futebol com a variedade capaz de produzir o hGH poderia suprir toda a necessidade anual brasileira do hormônio utilizado no tratamento do nanismo. No mercado, o custo de um quilo da substância chega a US$ 20 milhões. Já no caso da insulina, o cultivo de 30 hectares seria suficiente para 15% da demanda brasileira pela proteína utilizada no combate à diabetes. “Caso a parceria entre a universidade e a empresa fosse feita, a produção comercial das substâncias teria início entre três e cinco anos”, explicou Silva Júnior. Ainda segundo ele, após a produção, a empresa parceira pagaria um percentual sobre o faturamento de royalties à universidade.


 Página Inicial   Índice Geral