Carne no sistema de produção
Cooperado de Luiziana acerta ao investir na integração,
ganhando mais com a lavoura e a pecuária
A
diversificação da propriedade é a certeza de
estar ganhado sempre e mantendo a atividade agrícola mais segura
e sustentável. Ao invés de uma, praticar duas ou mais
atividades é garantia de dinheiro no bolso. Pois quando uma
atividade não estiver caminhado bem, a outra da a sustentabilidade
necessária para os negócios.
O cooperado Osvaldo Basso, de Luiziana, proprietário da Fazenda
Princesa, sabe disso. Na propriedade de 80 alqueires – 50 deles
destinados ao plantio, todo o trabalho é feito com base em
um planejamento estratégico. Com o auxilio de dois funcionários,
Basso vem obtendo excelentes resultados com a lavoura e também
com a pecuária.
No verão a área é divida entre a soja e o milho,
em esquema de rotação. No inverno, 30 alqueires são
cultivados com adubação verde para dessecação;
seis alqueires são destinados para o plantio de feno e os outros
14 recebem aveia preta, que é fornecida como alimentação
para o gado.
Osvaldo Basso revela que há 14 anos faz rotação
de culturas e análise de solo, e, se necessário fertiliza
a área. “Quando comprei a propriedade não colhia
mais que 110 sacas de soja por alqueire. Isso quando a safra era boa.
Hoje já atingimos patamares de 155 sacas de soja em média
e 408 de milho. E acredito que temos potencial para ainda mais. Por
isso não deixo de seguir as recomendações da
assistência técnica e manter meu solo sempre equilibrado”,
relata o produtor.
Plantando bois - A mais nova atividade implantada
na propriedade pelo cooperado é a integração
lavoura/pecuária. Ele conta que antes possuía cerca
de 30 cabeças de vacas nelore para cria, mas produzia com pouca
tecnologia. O cooperado resolveu aproveitar uma área de seis
alqueires para iniciar o projeto. O pasto de verão foi dividido
em oito em piquetes, com menos de um alqueire cada. A “tacada”
de Osvaldo Basso, que é zootecnista, foi certeira. Hoje, com
apenas dez meses atividade, ele já pode ver os resultados,
que são melhores do que se imaginava.
De 30 cabeças, o plantel foi ampliado para 80 animais. O gado
que havia chegado na fazenda em agosto do ano passado com 173 quilos
em média, dez meses depois já esta pesando 450 quilos,
um ganho de quase 900 gramas ao dia. O desempenho é considerado
excelente, uma vez que os animais não receberam nenhuma suplementação
alimentar extra, a não ser o pasto de verão e a aveia,
também no pasto, agora no período de inverno. O resultado
é tão positivo que já neste primeiro ano o cooperado
deve retirar 70% do investimento feito, utilizando somente uma parte
da capacidade de produção da área.
Novos investimentos - Mas Basso quer ir mais longe.
Ele já reservou uma outra área de cinco alqueires na
propriedade para expandir a integração. O objetivo dele
é de, no máximo em um ano, aumentar o plantel em mais
140 cabeças, passando para um total de 220 animais. “Estou
muito satisfeito com os resultados. Sempre quis entrar no sistema,
que eu já conhecia, mas não tinha oportunidade. Com
essa diversificação estou aproveitando melhor a mão-de-obra
dos meus funcionários e tenho uma resposta maior com a lavoura.
Isso é magnífico”, comemora.
O médico veterinário Hérico Alexandre Rossetto,
do Detec da Coamo em Campo Mourão, assegura que Basso está
no caminho certo. “Ele utiliza animais de cruzamento industrial
e segue corretamente todo manejo sanitário e a mineralização
por categoria, que é primordial”, analisa o veterinário.
Para Rossetto, a estrutura utilizada pelo cooperado é bastante
favorável. “Como as culturas de inverno são de
risco, nada melhor do que trabalhar com os bovinos em cima da pastagem
de aveia e azevém neste período (inverno) onde os riscos
de são menores, sem qualquer receio de frustração”,
conclui Rossetto. |