Cooperativismo    



NA COAMO, A BASE DA FILOSOFIA COOPERATIVISTA ESTÁ NA ALIANÇA COM OS AGRICULTORES, QUE TÊM FOCO LIGADO AO PROJETO DE VIDA

Os resultados do cooperativismo da Coamo estão estampados no rosto de cada um dos seus quase 20 mil cooperados. Ao todo, são mais de 100 mil pessoas ligadas à estrutura econômica e social propiciada pela cooperativa em suas 90 unidades de atendimento espalhadas por 55 municípios dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “É como o apoio da minha família; se não tiver dificilmente chegarei a algum lugar”, resume o cooperado José Vieira dos Santos. Agricultor em Pitanga (Centro do Paraná), ele conhece bem os benefícios da parceria que mantém com a cooperativa, há 18 anos. “Com o suporte da Coamo a minha propriedade de 10,5 alqueires se multiplica e passo a ser um grande empresário do agronegócio”, destaca.

O sentimento exposto por José Vieira vai muito além da gratidão. Assim como ele, muitos agricultores sabem que a base da filosofia cooperativista está na aliança entre cooperativas e cooperados, onde cada um faz a sua parte: o agricultor entrega a sua produção na cooperativa e em troca conta com um canal de comercialização e fontes privilegiadas de insumos, assistência técnica e crédito. “É um compromisso do cooperativismo. O ideal é manter, sempre, uma sintonia fina com os associados, assumindo a bandeira dos resultados. E nesta via de mão dupla aliamos administração com o lado econômico dos cooperados, o desenvolvimento sustentável da propriedade com o social das famílias, cujo foco do projeto de vida está ligado, diretamente, ao princípio da cooperação”, explica o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Assim, os benefícios proporcionados pelos produtos e serviços disponibilizados pela Coamo refletem um universo que faz a diferença no dia-a-dia do agricultor. São projetos nas mais variadas frentes que visam, principalmente, a fixação do homem ao campo; a exploração racional dos recursos naturais renováveis; o aumento da renda da família; e a agregação de valor à produção dos cooperados. “Somos uma cooperativa completa com visão empresarial. E os nossos cooperados assimilaram bem esta proposta de trabalho, onde a busca por resultados é a base do processo”, salienta Dr. Aroldo Gallassini.

DEMOCRACIA – “O lado bom do cooperativismo é que ninguém é inferior, dentro do sistema. Todos somos iguais, na hora de fazer negócio. É a verdadeira democracia, aplicada com seriedade e profissionalismo ao trabalho prático do campo”. A afirmação é do cooperado José Vieira dos Santos, de Pitanga. Ele já conhecia o sistema antes mesmo de chegar à região. “Porém, nada do que havia vivido se assemelha ao cooperativismo de resultados praticado pela Coamo”, salienta.

O acesso à tecnologia foi decisivo para Vieira, que lembra do salto que deu depois que passou a trabalhar com a Coamo. “Se não fosse a cooperativa e a sua política de trabalho sério eu e minha família não teríamos nada”, sustenta o cooperado, ao lembrar do incentivo para diversificar as atividades do sítio, o que viabilizou a sua propriedade. Junto com o filho Robson Fernando, José Vieira cultiva o sítio de 10,5 alqueires e outros 40 arrendados. A soja é a cultura principal da família. A produtividade média nas últimas safras têm girado em torno de 115 sacas por alqueire. A bovinocultura de leite e a suinocultura são atividades que agregam renda e ajudam a gerir o sítio.

“Para mim, o cooperativismo da Coamo representa união de forças em busca de um ideal: o desenvolvimento comum. E com a segurança que a Coamo nos proporciona tudo fica ainda mais fácil”, completa.

COOPERATIVISMO NO SANGUE – Depois que assumiu a propriedade da família, em novembro de 1999, o agrônomo Antonio Fernando Nunes Júnior passou a fazer parte do quadro social da Coamo, com opção para o entreposto de Juranda (Centro-Oeste do Paraná). “Fui o último da família a me associar, mas sempre soube que não seria diferente, quando chegasse a minha vez”, conta. O cooperativismo está no seio da família Nunes há dezenas de anos. “Cresci observando meu avô e meu pai atuarem dentro do sistema e aprendi muito com isso. Hoje a filosofia cooperativista é levada para dentro da propriedade e dividida com os funcionários”, destaca.

Para Nunes, a Coamo representa um marco na sua nova vida como empresário rural. “Por mais que tenha qualificação profissional para atuar na área, penso que não poderia fazer nada sozinho”, argumenta. Aplicando as práticas da filosofia cooperativista, o cooperado ampliou os resultados da propriedade, num contexto geral, em 50%. “A maior agregação foi em conhecimento. A Coamo consegue diferenciar a necessidade de cada produtor rural e valorizar o seu conhecimento. Assim, não há parceria que não dê certo”, garante.

Na propriedade de 108 alqueires a produtividade das lavouras cresceu 35%, desde o início do seu trabalho com a Coamo. Na média geral, hoje são 145 sacas de soja por alqueire.

HORIZONTES PRIVILEGIADOS – Há 18 anos os irmãos Nelson e Danilo Martini, de Abelardo Luz (Extremo-Oeste de Santa Catarina), conjugam juntos o verbo cooperar. Eles reencontraram o caminho do cooperativismo, depois que a Coamo chegou à região. “Tivemos experiências frustradas com o sistema, o que gerou um descrédito junto aos produtores rurais. Mas não demorou muito e a Coamo reconquistou a todos com a sua política de trabalho, que nos torna privilegiados”, explicam. Para os Martini, a diferença da Coamo está na valorização do seu cooperado. “Ela trabalha para o desenvolvimento do agricultor, dando horizontes a ensinando a pescar. Assim, puxa o desenvolvimento das regiões onde ela está inserida, beneficiando a todos”, filosofa Nelson Martini, que já fez parte do Comitê Educativo da Coamo.

Entre os principais benefícios oferecidos pela Coamo, ele cita os avanços na gestão da propriedade. “Há um diálogo franco e aberto entre os profissionais que atuam na Coamo e os cooperados. Esta é a base do sucesso, porque não basta só o produtor querer ou a cooperativa oferecer. É preciso haver uma sintonia fina entre os dois para que as ações sejam realizadas com o objetivo de favorecer os dois extremos do negócio”, esclarece.

Os irmãos Martini cultivam, entre áreas próprias e arrendadas, 238 alqueires. A soja e o milho são as culturas principais. A produtividade média das lavouras tem girado em torno de 123 sacas de soja e 396 sacas de milho por alqueire. Mas as propriedades também têm espaço para a pecuária de corte. São 110 cabeças de bovinos e 87 de caprinos, que ajudam a complementar a renda da propriedade.

PARCERIA DE VALOR – A relação de confiança estabelecida entre a Coamo e os seus cooperados, aliada a atenção e a presença da cooperativa em todos os momentos da produção, também tem agradado os agricultores de Amambai (Sul do Mato Grosso do Sul). Eles passaram a contar com os produtos e serviços da Coamo há pouco tempo. No entanto, já estabeleceram o valor da parceria: “a filosofia da Coamo faz a diferença em toda a nossa vida, podendo ser aplicada em qualquer situação do nosso dia-a-dia”, comenta o cooperado Glauco Leite Mascarenhas. Ele conduz um projeto de integração agricultura/pecuária em 130 alqueires da família. Com o apoio da Coamo, foi um dos primeiros pecuaristas a migrar para o plantio de soja. Atualmente planta soja, milho safrinha e cultiva aveia para a engorda do gado e formação de massa seca para o plantio direto no verão.

“A chegada da Coamo ao sul-matogrossense mudou a realidade regional. Os produtores passaram a contar com maior apoio para o desenvolvimento das suas atividades, aliando o conhecimento com mais informações. O resultado não poderia ser outro, senão o sucesso de ambos”, comemora.

Hoje Mascarenhas é um dos defensores da filosofia cooperativista na região. A produtividade média da lavoura saltou de 80 para 126 sacas de soja por alqueire. “Com a Coamo chegaremos longe. A cooperativa nos dá incentivo, segurança tecnológica e econômica, além de propiciar a mudança na busca pelo incremento na produtividade, ao invés de apenas o lucro da empresa”, conclui.

 

 

A família no sistema

Aumento de renda e qualidade de vida. Estes são alguns dos resultados que vêm sendo conquistados por milhares de cooperados, esposas e filhos com a participação e o aperfeiçoamento nas dezenas de eventos e cursos desenvolvidos pela Coamo para a família cooperativista. Além das atividades voltadas para a redução de custos de produção, aumento de produtividades, conservação e fertilidade do solo e preservação do meio ambiente, a Coamo realiza dezenas de atividades voltadas especialmente para as esposas e filhas de cooperados, valorizando e ressaltando a importância da família não só na vida dos cooperados, mas também na cooperativa.

Há várias décadas a Coamo vem promovendo para esposas e filhos de cooperados o desenvolvimento deste importante benefício. E este trabalho vem sendo realizado com temas essenciais para o dia-a-dia da família rural, como economia doméstica, higiene e saúde, aproveitamento e conserva de alimentos, artes manuais e vestuário. Assim, apresentando bons resultados, na medida em que as participantes aprendem novas técnicas e têm a oportunidade de agregar novas rendas às atividades principais da propriedade e, principalmente, em melhorar a qualidade de vida da família cooperativista.

 

 

O ECONÔMICO E O SOCIAL

O primeiro sábado do mês de julho de cada ano é consagrado como Dia Mundial do Cooperativismo. E cada vez mais se comprova a importância e principalmente os resultados que este movimento propicia para milhões de pessoas em todos os continentes, como agente de transformação, visando o bem-estar e o desenvolvimento econômico e social dos seus integrantes.

No Brasil, o sistema cooperativista conta com cerca de 6 milhões de cooperados, distribuídos em 13 segmentos da economia, sendo o agropecuário o mais expressivo. O movimento gera de forma direta centenas de milhares de empregos e é responsável por um volume de transações econômicas equivalente a 6% do PIB – Produto Interno Bruto do país.

Dr. Aroldo Gallasssini: ”os projetos e serviços fornecidos pela coamo visam a diversificação das atividades, diminuir riscos e custos, disponibilizar treinamentos e cursos e aumentar de produtividade; e resultam em: aumento de renda da propriedade e qualidade de vida dos cooperados e seus familiares”

 

 

NO MUNDO

  • 800 milhões de cooperados.

NO BRASIL

  • 7.136 cooperativas (das quais 1.398 no segmento agropecuário);
  • 6,1 milhões de cooperados;
  • 6% do PIB nacional (transações econômicas equivalentes a R$ 60 bilhões);
  • 195 mil empregos diretos.

NA COAMO

  • Mais de 100 mil pessoas recebem benefícios diretos do cooperativismo;
  • 19,4 mil cooperados;
  • 4,2 mil colaboradores;
  • Faturamento: R$ 3,9 bilhões;
  • 90 unidades de recebimento;
  • 3,3 % da produção agrícola do Brasil;
  • 16% da produção de grãos e fibras do Paraná;
  • 2,2 milhões de toneladas de produtos exportados no valor de US$ 499,8 milhões;
  • 30ª maior exportadora do país (24% das exportações das cooperativas do país e 50% das exportações do cooperativismo paranaense);
  • 1.458 eventos técnicos, educacionais e sociais para o desenvolvimento de cooperados e familiares;
  • 75.297 pessoas capacitadas em 2004 entre cooperados, familiares e funcionários de cooperados;
  • O valor de tributos e taxas gerados e recolhidos, durante o exercício de 2004, foi na ordem de R$146,9 milhões.

 Página Inicial   Índice Geral