O dia-a-dia de trabalho no campo, cuidando da terra, plantando,
colhendo e tratando da criação não é
a única paixão de muitos cooperados da Coamo. Eles
também passam horas agradáveis praticando um esporte
bastante peculiar entre produtores rurais. Trata-se do Rodeio de
Laço, um esporte muito praticado na região Sul do
Brasil e que traz nas suas raízes a tradição
gaúcha.
Os praticantes desse esporte têm, na sua grande maioria, a
agropecuária como principal fonte de renda. No lombo do cavalo
e com um pedaço de corda nas mãos eles transformam
tradição em paixão, participando de competições
onde a diversão é séria e passa de pai para
filho.
O cooperado Galhardo Dias Aranha, de Campo Mourão (Centro-Oeste
do Paraná), é um exemplo. Campeão paranaense
e vice-campeão brasileiro de laço, e também
narrador oficial de rodeios, ele lembra que criou os filhos envolvidos
com a agropecuária e com os rodeios de laço, o que
considera o seu grande hobby. Galeano, um dos filhos. Seguiu o exemplo
do pai. É tricampeão paranaense e bicampeão
brasileiro da modalidade.
Para Aranha, cada etapa do rodeio de laço é uma oportunidade
para rever amigos e passar horas agradáveis. “Aqui
estamos no meio da nossa gente”. Ele diz ter participado de
rodeios por várias regiões do país, onde o
que encontram muitos homens do campo entre os participantes.
O cooperado revela que participa de rodeios de laço há
30 anos, o que o tornou conhecido em muitos estados brasileiros.
Tanta popularidade neste meio rendeu a Galhardo Aranha a missão
de presidir o Movimento Tradicionalista Gaúcho no Estado
do Paraná e Conselheiro da 4ª Região.
TROCA
DE EXPERIÊNICAS - Galhardo Aranha conta que são
tantos os produtores rurais apaixonados pelo rodeio de laço
que existe uma espécie de intercâmbio entre eles, em
especial com os cooperados da Coamo de outras regiões do
Estado, que freqüentemente se encontram nos rodeios.
O filho Galhano, que também é cooperado da Coamo e
engenheiro agrônomo, agradece a forma como foi criado pelo
pai, trabalhando com a agricultura e participando de rodeios de
laço. “Estou repassando para o meu filho o que aprendi
com o meu pai. Tenho muito a retribuir a paixão por esse
esporte, que contribuiu para minha formação como pessoa.
Aqui somos todos uma só família”, diz.
TERAPIA - O cooperado José Moreira, de Mamborê
(Centro-Oeste do Paraná), não pensa diferente. Ele
é outro apaixonado pela modalidade, tanto que é patrão
(presidente) do CTG – Centro de Tradições Gaúchas,
da sua cidade. “Zé” Moreira, como é popularmente
conhecido, diz que é um prazer participar dos rodeios e reencontrar
os amigos que fazem parte do grupo de laço. “Hoje são
muitos os nossos companheiros, agricultores, cooperados da Coamo,
que fazem parte de tradição gaúcha e praticam
esse esporte”, lembra. Ele explica que de fato a modalidade
é praticada em especial por pecuaristas, agricultores e pessoas
ligadas a atividade rural. “É gratificante participar
desses rodeios, porque par nós é como se fosse uma
espécie de terapia. Todo cansaço da luta diária
deixamos aqui. A semana começa bem mais leve depois de um
fim de semana praticando o laço”, ressalta o cooperado.
São tantos os produtores rurais engajados no movimento tradicionalista,
que durante o rodeio, entre um papo e outro, o assunto agricultura
é sempre o principal. Eles trocam idéias, comentam
sobre a situação da lavoura e da criação,
e acabam sempre aprendendo mais da atividade com as experiências
vividas por cada um.
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