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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 351 | Junho de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Cafeicultura

Tem lucro no terreiro de café

Colheita anima cooperados que têm no café a atividade principal ou uma alternativa para ampliar a renda da propriedade

O som dos rodos nos tradicionais terreiros de café, que amontoam e depois espalham os grãos para a secagem, dá o tom do dia-a-dia dos cafeicultores nesta época do ano. É momento de recolher da lavoura os frutos de mais uma temporada de trabalho, dedicação e investimentos. A colheita do café chega à sua fase mais intensa na região da Coamo e as boas produtividades estão animando os cooperados que têm no café a atividade principal do sítio ou uma alternativa para ampliar a renda da propriedade.

O cooperado Valdo Mangolim, de Corumbataí do Sul (Centro-Oeste do Paraná), é um dos produtores que comemoram a safra cheia deste ano. Junto com a família e um funcionário ele cuida dos quase 50 mil pés de café que mantém em 6 alqueires da pequena propriedade. “É a nossa principal fonte de renda. Por isso não podemos descuidar dela em nenhum momento”, diz ele, justificando que apesar dos dois últimos anos não terem sido tão bons para a cultura ele manteve os investimentos na lavoura. “Fizemos duas adubações e os tratos fitossanitários necessários e esperamos fechar a safra com uma produção de 1.500 sacas de café seco”, contabiliza.

 

Mangolim conta que plantou os primeiros pés de café no sítio em 1967. “O café sempre foi a nossa vida. É uma lavoura que responde bem aos investimentos e capricho. Sendo assim, sempre conseguimos bons resultados em produtividade”, comemora, mostrando o produto já colhido e em processo de secagem.

Preocupado com a qualidade do produto, o cooperado conta que faz questão de realizar todo o trabalho de colheita no pano e mantém, além dos terreiros tradicionais, os suspensos, ou de sombrite. “Fazemos tudo para melhorar a qualidade do café e, consequentemente, o preço”, revela. Segundo Mangolim, “diferente dos terreiros tradicionais, a secagem no sombrite faz com que os grãos fiquem mais claros e esquentem menos, garantindo qualidade, mesmo com chuva”, destaca.
A colheita no sítio de Manzolim começou em maio e ele ainda tem muito trabalho pela frente. A expectativa é que a colheita se estenda até agosto, dependendo do clima.

Café no sangue e sorriso no rosto

O cooperado Carlos Vivan, de Araruna, espera fechar a safra com uma produção de 700 sacas de café

O sorriso aberto e despretensioso é a marca registrada do cooperado Carlos Alberto Vivan, de Araruna, também no Centro-Oeste do Paraná. Sempre de bem com a vida, o agricultor contagia a todos ao seu redor com a satisfação que encara o trabalho diário do sítio.

Nos 79 alqueires de área total da sua propriedade, 50 são de cultivo. A área mecanizada é dividida entre as culturas da soja (principal atividade), milho e café. O cooperado ainda mantém criações de gado e suínos, fazendo da diversificação uma estratégia para ampliar a renda do sítio. “Aqui temos que pular cedo e dormir tarde”, brinca o cooperado.

No momento todas as atenções estão voltadas para a colheita do café, que ocupa a mão-de-obra de todos da família e de um funcionário do sítio. “Faz mais de um mês que estamos colhendo a safra e os resultados não poderiam ser melhores”, comemora o cooperado. Confirmando as expectativas de uma safra cheia, em função dos investimentos feitos na lavoura, com três adubações e todos os tratos fitossanitários, Vivan deve fechar a colheita com uma produção de 700 sacas de café seco.

A preocupação com a qualidade também é levada a sério no sítio. Primeiro o co-operado colheu somente os grãos cereja. Agora, com o amadurecimento da lavoura igualado, a colheita segue em ritmo mais forte. “A colheita do café deve ser feita com cuidado, sempre de olho na qualidade. Assim, o nosso lucro será maior”, salienta.

Tradição – O café é uma tradição na família de Carlos Vivan. Ele nasceu no sítio, onde a família cultiva café há 52 anos. “Sempre trabalhamos com café e já chegamos a ter, no sítio, cerca de 50 mil pés”, lembra.

O cooperado está preparado para ampliar a área de café na propriedade. Ele já adquiriu outras 4 mil mudas de café para incrementar o cultivo, objetivando aumentar, também, a produção.

Palestras em Corumbataí

 

 

O Detec da Coamo em Luziana, que atende os cooperados de Corumbataí do Sul, realizará palestras técnicas nos meses de julho e agosto, abordando qualidade do café, nutrição de plantas e tratos fitossanitários. Serão, ao todo, cinco eventos, que terão palco em comunidades rurais de Corumbataí do Sul. A programação, datas e locais das palestras serão anunciadas no programa de rádio Informativo Coamo e pelos profissionais do Detec da Coamo em Luiziana.