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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 362 | Junho de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Bovinocultura

Criando futuras leiteiras

O conhecimento e o manejo correto sobre a criação de animais jovens são fundamentais para racionalizar os custos

A criação de bezerras e novilhas tem um grande impacto no custo de produção da atividade leiteira. O conhecimento e o manejo correto sobre a criação de animais jovens são fundamentais para racionalizar os custos. Não basta apenas realizar o acasalamento para que haja o melhoramento genético do gado leiteiro. É preciso adotar técnicas de manejo adequadas para que as bezerras e novilhas tenham o seu pleno desenvolvimento corporal e da glândula mamária. As bezerras que recebem os cuidados básicos corretamente terão melhores condições de expressar o seu potencial genético para a produção de leite.

Pode-se dividir em três fases a criação de bezerras e novilhas: do nascimento até o desaleitamento; do desaleitamento até a inseminação artificial; e do momento da inseminação artificial até o primeiro parto.

A primeira fase é crítica para o desenvolvimento inicial, exigindo cuidados básicos e muita atenção sobre a saúde da bezerra.  Logo após o parto é fundamental que a bezerra mame o colostro, que fornece para o bezerro proteção e energia, necessários para o início da sua vida.

Outro procedimento de extrema importância é a desinfecção do umbigo com solução iodada. A prática auxilia na cicatrização mais rápida da ferida, diminuindo os riscos de contaminação por bactérias e larvas de moscas. Uma bezerra com processo grave de infecção no umbigo terá o seu desenvolvimento comprometido, podendo, até, ter morte rápida, sem sintomas aparentes.

No inverno, a bezerra recém-nascida deve ter maior atenção com relação a sua saúde. A ex-posição constante ao frio e umidade deixa as bezerras susceptíveis a problemas respiratórios, como a pneumonia.

Não pode haver descuido no controle do carrapato, berne e verminose. Estas parasitoses comprometem o ganho de peso da bezerra. Elas devem ser vacinadas contra febre aftosa, brucelose (3 a 8 meses de idade), clostridioses (a partir dos 3 meses de idade).

E após o término do colostro da vaca, a bezerra continuará recebendo alimento líquido por mais 60 dias, que poderá ser o leite integral ou leite em pó. A quantidade a ser administrada é de 4 a 5 litros por dia. Normalmente as propriedades dividem esta quantidade em duas refeições pela manhã e a tarde. No intervalo das mamadas, a partir da segunda semana de idade, recomenda-se o fornecimento de ração inicial. O consumo de ração proporciona  o desenvolvimento funcional do rúmen. A ração colocada no co-cho deve ser renovada com freqüência, principalmente no período de aleitamento. Alimentos molhados e mofados são menos consumidos e podem provocar doenças.

Feno de boa qualidade como alfafa, tifton e cost-cross constituem-se no melhor alimento volumoso para as bezerras. O uso de silagens é recomendado após os três meses de idade. A combinação de silagens e fenos pode ser usada a partir dos três meses de vida. Os alimentos verdes são excelentes, desde que não haja inconstância em termos de qualidade e de disponibilidade. É recomendável o uso de piquetes exclusivo para as bezerras.

O produtor deve estar atento para o consumo, o ganho de peso e conversão alimentar das bezerras. A água limpa e disponível em quantidade e qualidade poderá ser fornecida a partir da segunda semana de idade.

Tarcísio Spring de Almeida, médico-veterinário Coamo Abelardo Luz (SC)

Palestras em Coronel Vivida e Boa Ventura

Os produtores de leite de Coronel Vivida e Boa Ventura de São Roque, no Sudoeste e Centro do Paraná, respectivamente, participaram de palestra sobre a produção leiteira promovido pela Coamo, em parceria com a Schering-Plough. Durante os encontros foram abordados os principais temas que envolvem a pecuária de leite, como qualidade e classificação de leite, mastite e higienização dos equipamentos de ordenha.

Em Coronel Vivida o evento aconteceu no dia 2 de maio, com a presença de 125 criadores. A participação de esposas de cooperados reforçou uma característica forte da atividade leiteira da região, pois na maioria das propriedades que trabalham com pecuária de leite a esposa é a responsável por essa atividade.

Boa Ventura – Com a participação de 40 cooperados e a mesma programação, o evento, em Boa Ventura de São Roque, aconteceu no dia 23 de maio. Segundo informações do Detec local, este foi o primeiro de três módulos que serão realizados.