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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 362 | Junho de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

As novidades do Plano Safra 2007/08

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP)  lançado dia 28 de junho em Brasília, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, anunciou como principais novidades a redução de juros e o aumento do volume de crédito para investimento, custeio e comercialização da safra 2007/2008.

O valor do crédito rural destinado à agricultura atinge o montante de R$ 58 bilhões, representando um acréscimo de 16% em relação à safra anterior. Desse valor estão previstos R$ 49,1 bilhões para o custeio e a comercialização e outros R$ 8,9 bilhões para os programas de investimentos.

Por sua vez, a taxa anual de juros controlada, em vigor desde julho de 1998, foi reduzida de 8,75 para 6,75%, - fato que não ocorria há 11 anos-, atende em parte as reivindicações do nosso setor, cujo pleito era taxa de juros de 4,50% ao ano. A taxa de juros anunciada está acima da inflação projetada, que deve ficar na faixa de 3,5% para este ano. Desta maneira, mesmo com a diminuição dos juros, eles ainda são altos e não podem ser considerados como subsidiados.

O governo justifica que a nova taxa de juros representa uma diminuição de 22,9% nos custos dos financiamentos para o produtor rural. O total de recursos com taxas de juros controladas será de R$ 36,45 bilhões, 21% maior que o da safra anterior.

Haverá redução na taxa de juros do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) de 8% para 6,25% ao ano, visando fortalecer a média agricultura. O volume de recursos foi ampliado de R$ 700 milhões da safra anterior para R$ 2,2 bilhões. Do Proger podem participar na safra 2007/08 os produtores com renda bruta anual de até R$ 220 mi e o limite de crédito também foi ampliado de R$ 48 mil para R$ 100 mil por beneficiário, tanto para custeio quanto para investimento.

Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão destinados R$ 12 bilhões e as taxas de juros foram alteradas de 1% para 0,5% para os financiamentos de até R$ 3,5 mil; e de 7,25% para 5,5% para os de até R$ 28 mil. Para o programa Moderfrota as taxas de juros foram reduzidas de 8,75% para 7,50% para produtores com renda bruta anual de até R$ 250 mil e de 10,75% para 9,50 para renda anual superior a R$ 250 mil.

O governo prevê incremento do Seguro Rural que terá aumento das subvenções do prêmio, de R$ 31,1 milhões em 2006 para R$ 100 milhões em 2007. O objetivo é ampliar este importante benefício para um maior número de produtores. Atualmente o seguro rural atende somente  2,4% da área plantada. Também será criado um Fundo de Catástrofe, cujo Projeto de Lei será encaminhado ao Congresso Nacional substituindo o atual Fundo de Estabilidade do Seguro Rural por um Fundo de Catástrofe.
  Na questão do endividamento Rural, o governo aprovou a adoção de efeito suspensivo, até 31 de agosto de 2007, das parcelas das dívidas de investimento vencidas e não pagas ou vincendas até 30 de agosto de 2007, para os produtores adimplentes até 31 de dezembro de 2006. Já as parcelas de custeio das safras 2004/2005 e 2005/2006, foram prorrogadas, e as com vencimento em 2007, também foram beneficiadas com prorrogação para 12 meses após o vencimento do contrato.

De uma maneira geral, mesmo não atendendo todas as reivindicações do setor agrícola, o plano agrícola lançado pelo governo pode ser considerado satisfatório, haja vista que chega na época certa para que os cooperados possam fazer o planejamento adequado para a próxima safra.

O importante é que os cooperados da Coamo façam a programação do seu plantio com apoio da equipe técnica da cooperativa para aquisição dos insumos com condições facilitadas, principal-mente neste ano cujas previsões indicam dificuldades no abaste-cimento de adubo e de outros insumos. Uma vez planejada a safra, os cooperados devem procurar as instituições financeiras para pleitear seus financiamentos visando a cobertura e a garantia das suas lavouras. Principal-mente, se levar em consideração que, em caso de frustração, o governo beneficiará aqueles produtores que tiveram suas lavouras financiadas.

Parabenizamos a todos os cooperados da Coamo e da Credicoamo e, por extensão, a todos os funcionários dessas duas importantes cooperativas, pelo Dia Mundial do Cooperativismo. Juntos, diretoria, cooperados e funcionários, estão praticando um cooperativismo de resultados e fazendo a diferença na construção de uma sociedade mais desenvolvida, com mais tecnologia, renda e qualidade de vida para milhares de pessoas.