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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 362 | Junho de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Fatos & Fotos

Safra 07/08: mais recursos, menos juros

São R$ 58 milhões, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. A taxa de juros foi reduzida de 8,75% para 6,75% ao ano

Anunciado no dia 28 de junho, pelo presidente Lula da Silva e o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2007/2008. Entre as principais medidas está o valor a ser destinado para o crédito rural, que é de R$ 58 bilhões, um acréscimo de 16% em relação à safra anterior. Destes, R$ 49,1 bilhões para custeio e comercialização e R$ 8,9 bilhões para os programas de investimento. A taxa anual de juros controlada, em vigor desde julho de 1998, foi reduzida de 8,75 para 6,75%, compensando, assim, o aumento real dessa taxa decorrente da queda da inflação. O total de recursos com taxas de juros controladas será de R$ 36,45 bilhões, um acréscimo de 21% em relação ao programado para a safra anterior.

Endividamento – O governo aprovou a adoção de efeito suspensivo, até 31 de agosto de 2007, das parcelas das dívidas de investimento vencidas e não pagas ou vincendas até 30 de agosto de 2007, para os produtores adimplentes até 31 de dezembro de 2006. Já as parcelas de custeio das safras 2004/2005 e 2005/2006, foram prorrogadas, e as com vencimento em 2007, também foram beneficiadas com prorrogação para 12 meses após o vencimento do contrato.

Proger Rural – E para fortalecer a média agricultura, o governo também baixou a taxa de juros do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) de 8% para 6,25% ao ano. Além disso, o volume de recursos foi ampliado de R$ 700 milhões na safra anterior para R$ 2,2 bilhões.

Seguro Rural – O governo aumentou as subvenções ao prêmio do seguro rural, de R$ 31,1 milhões em 2006 para R$ 100 milhões em 2007. O objetivo é ampliar a abrangência do sistema brasileiro de seguro rural, atualmente da ordem de 2,4% da área plantada.

Avaliação positiva – Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o plano é bom e chega num momento em que os produtores rurais estão planejando a nova safra. “Ainda estamos aguardando as regras para que os agricultores possam ir aos bancos”, explicou, justificando que a captação dos recursos junto aos bancos é uma garantia para os produtores rurais no atendimento do governo federal em caso de frustração da safra.

Para Dr. Aroldo, o volume de recursos será suficiente para atender os produtores. “E mesmo com as dificuldades de preços se colhermos uma safra cheia, os resultados certamente serão positivos”, analisou.

Taxas anuais de recursos controlados

Tour de lavoura-pecuária em Roncador

O entreposto da Coamo em Roncador (Centro-Oeste do Paraná), promoveu no dia 18 de junho a primeira edição do Tour de Lavoura-Pecuária. O evento contou com a participação de 50 co-operados, de toda a região, e teve apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPr), que foi representada no evento pelos professores-pesquisadores Adelino Pelissari e Aníbal de Moraes. Na programação, que abrangeu diversos assuntos relacionados ao tema Integração Lavoura-Pecuária, os produtores visitaram seis propriedades, onde tiveram oportunidade de acompanhar o funcionamento o sistema, tanto em pequenas como em grandes propriedades, seja com a pecuária de corte ou leite.

 

 

Novo gerente BB em CM

Com a transferência de Ataides Kunkel para a agência do Banco do Brasil em Ponta Grossa, assumiu o cargo em Campo Mourão Nilson José dos Santos. Recentemente, os dois, acompanhados do gerente Negocial, Valter Tarcisio Bonoto, da Regional de Varejo Campo Mourão, visitaram a diretoria da Coamo. O encontro aconteceu na sala da presidência. Na foto, o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini; Nilson Santos, Ataides Kunkel e Valter Bonoto, do BB; Dr. Ricardo Calderari, diretor-secretário da Coamo; Germano Ottmann, Cláudio Rizzatto, Antonio Granado Martinez e Antonio Sérgio Gabriel, superintendentes da Coamo.

VAZIO SANITÁRIO – Em sete estados brasileiros o vazio sanitário já é realidade: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, seguindo instruções normativas estaduais. O Paraná estuda normatização do vazio sanitário para 2008. A regra geral para todas estas regiões é a proibição de cultivo da soja no período estabelecido e também a eliminação de soja voluntária ou tigüera (plantas que brotam em decorrência de grãos caídos no solo), para reduzir a presença do fungo causador da ferrugem da soja, que é disseminado pelo vento. Cada estado adotou um calendário específico para implantar o vazio sanitário: