Anunciado no dia 28 de junho, pelo presidente Lula da Silva e o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2007/2008. Entre as principais medidas está o valor a ser destinado para o crédito rural, que é de R$ 58 bilhões, um acréscimo de 16% em relação à safra anterior. Destes, R$ 49,1 bilhões para custeio e comercialização e R$ 8,9 bilhões para os programas de investimento. A taxa anual de juros controlada, em vigor desde julho de 1998, foi reduzida de 8,75 para 6,75%, compensando, assim, o aumento real dessa taxa decorrente da queda da inflação. O total de recursos com taxas de juros controladas será de R$ 36,45 bilhões, um acréscimo de 21% em relação ao programado para a safra anterior.
Endividamento – O governo aprovou a adoção de efeito suspensivo, até 31 de agosto de 2007, das parcelas das dívidas de investimento vencidas e não pagas ou vincendas até 30 de agosto de 2007, para os produtores adimplentes até 31 de dezembro de 2006. Já as parcelas de custeio das safras 2004/2005 e 2005/2006, foram prorrogadas, e as com vencimento em 2007, também foram beneficiadas com prorrogação para 12 meses após o vencimento do contrato.
Proger Rural – E para fortalecer a média agricultura, o governo também baixou a taxa de juros do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) de 8% para 6,25% ao ano. Além disso, o volume de recursos foi ampliado de R$ 700 milhões na safra anterior para R$ 2,2 bilhões.
Seguro Rural – O governo aumentou as subvenções ao prêmio do seguro rural, de R$ 31,1 milhões em 2006 para R$ 100 milhões em 2007. O objetivo é ampliar a abrangência do sistema brasileiro de seguro rural, atualmente da ordem de 2,4% da área plantada.
Avaliação positiva – Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o plano é bom e chega num momento em que os produtores rurais estão planejando a nova safra. “Ainda estamos aguardando as regras para que os agricultores possam ir aos bancos”, explicou, justificando que a captação dos recursos junto aos bancos é uma garantia para os produtores rurais no atendimento do governo federal em caso de frustração da safra.
Para Dr. Aroldo, o volume de recursos será suficiente para atender os produtores. “E mesmo com as dificuldades de preços se colhermos uma safra cheia, os resultados certamente serão positivos”, analisou.

O entreposto da Coamo em Roncador (Centro-Oeste do Paraná), promoveu no dia 18 de junho a primeira edição do Tour de Lavoura-Pecuária. O evento contou com a participação de 50 co-operados, de toda a região, e teve apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPr), que foi representada no evento pelos professores-pesquisadores Adelino Pelissari e Aníbal de Moraes. Na programação, que abrangeu diversos assuntos relacionados ao tema Integração Lavoura-Pecuária, os produtores visitaram seis propriedades, onde tiveram oportunidade de acompanhar o funcionamento o sistema, tanto em pequenas como em grandes propriedades, seja com a pecuária de corte ou leite.

Com a transferência de Ataides Kunkel para a agência do Banco do Brasil em Ponta Grossa, assumiu o cargo em Campo Mourão Nilson José dos Santos. Recentemente, os dois, acompanhados do gerente Negocial, Valter Tarcisio Bonoto, da Regional de Varejo Campo Mourão, visitaram a diretoria da Coamo. O encontro aconteceu na sala da presidência. Na foto, o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini; Nilson Santos, Ataides Kunkel e Valter Bonoto, do BB; Dr. Ricardo Calderari, diretor-secretário da Coamo; Germano Ottmann, Cláudio Rizzatto, Antonio Granado Martinez e Antonio Sérgio Gabriel, superintendentes da Coamo.
VAZIO SANITÁRIO – Em sete estados brasileiros o vazio sanitário já é realidade: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, seguindo instruções normativas estaduais. O Paraná estuda normatização do vazio sanitário para 2008. A regra geral para todas estas regiões é a proibição de cultivo da soja no período estabelecido e também a eliminação de soja voluntária ou tigüera (plantas que brotam em decorrência de grãos caídos no solo), para reduzir a presença do fungo causador da ferrugem da soja, que é disseminado pelo vento. Cada estado adotou um calendário específico para implantar o vazio sanitário: