Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 373 | Junho de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Gestão

Gerenciamento a um toque dos dedos

Em versão informatizada o programa Na Ponta do Lápis agiliza controle da gestão rural e ganha preferência dos cooperados

A boa gestão da propriedade rural é prática das mais comuns para o cooperado Tercilio Pereira, do distrito de Piquirivaí, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Dedicado, há anos ele faz das anotações uma das suas rotinas e, depois que a Coamo lançou o Programa de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, o  “Na Ponta do Lápis”, em outubro de 2006, Pereira passou a ter um aliado para fazer as anotações de todas as receitas e despesas da sua propriedade.

Versão digital – Pereira foi um dos primeiros cooperados a aderir o programa, que recentemente teve sua versão informatizada lançada pela cooperativa. Para o produtor, se quando tudo era anotado na cartilha já era bom, com a informatização ficou ainda melhor. Ele não perdeu tempo e tratou logo de aprender a manusear o computador, para que ele mesmo pudesse preencher e operacionalizar as planilhas. “Ficou bem mais fácil e rápido. Agora é só jogar os dados na planilha que ela faz todo o trabalho e a gente já tem os resultados na hora. Assim sobra mais tempo para o trabalho no campo”, avalia o agricultor, agradecido pela facilidade que o programa informatizado trouxe para o seu dia-a-dia, agilizando o controle da gestão rural.

Anotações de longa data  – O cooperado lembra que a sua decisão em anotar os custos da propriedade vem de longa data. “Anoto tudo há pelo menos 15 anos. Sempre tive essa preocupação e o programa chegou para me auxiliar ainda mais. O Na Ponta do Lápis é bem mais aperfeiçoado do que a gente já fazia e é uma forma de saber realmente o quanto gastamos e ganhamos”, diz.

Para Pereira, com o programa da Coamo, o produtor tem uma visão mais clara das suas despesas e receitas, uma vez que ele posiciona melhor sobre a gestão da atividade. “Além disso, o agricultor acaba se interessando mais em anotar e fazer um balanço completo da atividade e das despesas familiares”, comenta. Na visão do cooperado, quando se sabe quanto está custando a lavoura e as despesas de casa, valoriza-se ainda mais o trabalho. A estratégia, segundo Pereira, vem dando certo e hoje ele sabe o quanto ganha e o quanto gasta. “Ficou fácil demais para gerir o nosso negócio. Para mim, agora, é impossível trabalhar sem o programa”, revela Tercilio Pereira.

Visão empreenderora – O agrônomo Luiz Cláudio Martinho, do Detec da Coamo em Campo Mourão, diz que o cooperado possui uma visão de empreendedor. “Ele consegue ver a sua propriedade rural como uma empresa e em cima disso desenvolver planos estratégicos para gerenciá-la da melhor forma possível. Isso é facilitado por essa ferramenta, que agora na versão informatizada trouxe ainda mais facilidade. Até mesmo nas lavouras que ainda serão implantadas ele já consegue simular alguma coisa entre custo e lucratividade”, esclarece o técnico, afirmando que com o “Na Ponta do Lápis” o produtor ganha mais tempo e passa a ter uma informação mais concreta da atividade agrícola, podendo, desta forma, ter uma tomada de decisão mais correta, sabendo como negociar e quando vender a produção. “É uma ótima alternativa para o produtor. Trata-se de uma ferramenta que oferece todas as condições para o produtor ter todo o controle das atividades mantidas na propriedade e das despesas pessoais. Isso é muito bom, pois não adianta produzir bem se não vender bem”, finaliza o técnico.

Zamboni e a organização do sítio em Coronel Vivida

Cooperado da Coamo desde 1995, Luiz Carlos Zamboni é exemplo de organização na atividade agropecuária. A propriedade de 35 alqueires, dos quais 26 são utilizados para o cultivo de lavouras, na região de Coronel Vivida, Sudoeste paranaense, é altamente rentável. A chave do trabalho de Zamboni está na organização. Com um ajuste fino no controle financeiro, feito com apoio do Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural – Na Ponta do Lápis, o produtor vem experimentando resultados até então não alcançados no sítio, o que revela que o planejamento é base da gestão rural, independente do tamanho de área.

O programa despertou toda a família para as questões financeiras da propriedade. “Descobrimos o quanto gastávamos com pequenas despesas, que considerávamos insignificantes” diz dona Mariza, esposa de Zamboni, concluindo que apesar de acima do que imaginavam o valor gasto para a manutenção familiar está dentro do aceitável para o casal e duas filhas.

Segundo o cooperado, o programa Na Ponta do Lápis permitiu que a família detalhasse os custos da propriedade. “Hoje sabemos, por exemplo, quanto custa cada quilo de soja produzido e, consequentemente, a margem de lucro. Assim, decidimos se vamos e quando vamos vender o nosso produto”, destaca Zamboni. Orgulhoso pelos resultados gerados pela gestão da propriedade, o cooperado já planeja os investimentos desse ano, que incluem a compra de uma colheitadeira em parceria com o irmão; a aquisição de uma plataforma para a colheita de milho e a transformação do aviário de corte em matrizeiro, duplicando os lucros da atividade.

Informações – O cooperado sempre buscou informações para conduzir as atividades na sua propriedade. Ele destaca os dias de campo e reuniões técnicas promovidas pela cooperativa, que promoverem um intercâmbio no conhecimento. “Outros pontos que levam ao sucesso no campo são: investimento em tecnologia, fazendo certo, desde a primeira vez; rotação de culturas; diversificação das atividades e controle financeiro”, enumera Zamboni. “E é esse nível de informações, aliado à organização que permite, por exemplo, durante a condução da lavoura, a discussão dos procedimentos que serão tomados para a próxima safra. Assim, ao final da colheita tudo já esta decidido para o próximo investimento”, destaca o agrônomo Ângelo Marcio Vieira, do Detec de Coronel Vivida.

Nas três últimas safras, apesar das condições climáticas desfavoráveis,  o cooperado fechou a colheita com médias de 137 sacas de soja e 304 de milho, em cada alqueire cultivado.

Mais atividades – Além das lavouras anuais, Zamboni também trabalha com avicultura de corte, gado de corte e de leite e possui uma pequena área de cultivo de eucalipto. A madeira é usada como lenha para aquecer os aviários, além de ser matéria-prima para a fabricação de maravalha, usada como cama para os frangos.

Outro ponto positivo da diversificação é poder escolher o melhor momento para vender a produção de grãos. “Posso usar recursos de outras atividades para pagar o custeio da safra, por exemplo, segurando os grãos para a comercialização no melhor momento do mercado”, ressalta Zamboni.

Coamo de pai para filho – O produtor conta que faz parte do quadro social da Coamo desde 1993. “A cooperativa, para mim, é sinônimo de sustentação, confiança e orgulho. Aprendi esta lição com meu pai, Primo Zamboni, que também é cooperado”, valoriza. Entre as principais vantagens de ser cooperado, na opinião de Zamboni, está a assistência técnica; aquisição de insumos; armazenagem e comercialização; farmácia veterinária; loja de peças e a Credicoamo. “Além do mais tem as sobras, um dinheiro extra que sempre chega em boa hora”.