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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 373 | Junho de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Opinião

A cooperação gerando resultados

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo

No primeiro sábado do mês de julho o mundo reverencia os pioneiros de Rochdale e celebra o Dia Internacional do Cooperativismo. Idealizado em 1844, na Inglaterra, o cooperativismo surgiu por intermédio de 28 tecelões em Manchester, na Inglaterra, através de uma associação que, mais tarde, seria chamada de Cooperativa.

Desde então, as cooperativas existem em vários setores e estão promovendo o progresso em todos os continentes. Segundo a Aliança Cooperativa Internacional – ACI, existem no mundo mais de um bilhão de cooperados que participam em mais de 800 mil cooperativas. No Brasil, 5% da sua população participam do movimento cooperativista através das 7.600 cooperativas de vários segmentos. Somos mais de 6 milhões de cooperados que trabalhamos para o bem comum, observando os valores e princípios cooperativistas e como resultado, o cooperativismo é responsável pela geração de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A cooperativa é uma associação de pessoas que de forma espontânea se unem para satisfazer as suas necessidades sejam elas econômicas ou sociais. Os valores e princípios cooperativistas representam a própria base da filosofia do cooperativismo que se baseiam em valores como ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores, os associados sabem da sua responsabilidade para o sucesso do cooperativismo, devendo respeitar e praticar os valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com o meio ambiente e também para com os seus semelhantes.

O cooperativismo paranaense registrou em 2007 um  faturamento de R$ 16,5 milhões e sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) agrícola no estado foi de 55% e no PIB geral do Paraná foi de 18%. O segmento agropecuário representa cerca de 53% da economia agrícola do Paraná,  que está entre os de maior desenvolvimento no país, valorizando substancialmente a importância deste movimento econômico e social.

Ao todo cerca de 2 milhões de paranaenses são beneficiados diretamente pelo cooperativismo, que conta com a participação de mais de 400 mil cooperados em mais de 220 cooperativas em diversos ramos. O segmento agropecuário responde por mais de 100 mil cooperados em 77 cooperativas, cuja prestação de serviços é feita por um quadro funcional de 49 mil pessoas, que atuam diretamente no sistema cooperativista. O cooperativismo paranaense responde por  um percentual significativo das exportações das cooperativas brasileiras e nesse contexto, destaca-se a Coamo Agroindustrial Cooperativa nos cenários estadual,  nacional e internacional.

A Coamo, com quase 21 mil cooperados distribuídos por sua área de ação nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, beneficia diretamente mais de 100 mil pessoas. Conta com o profissionalismo de 4,2 mil funcionários na prestação de serviços com qualidade para o desenvolvimento dos cooperados.  Somente em 2007, a Coamo recebeu um total de 3,2 % da produção agrícola do país, respondendo por 16% da produção agrícola do Paraná. A cooperativa exportou no ano passado um total de 1,63 milhão de toneladas de produtos, figurando no ranking das maiores empresas exportadoras do Brasil. Por sua vez, o valor de tributos e taxas gerados e recolhidos pela Coamo durante o exercício de 2007, foi na ordem de R$ 166,10 milhões.

Os cooperados da Coamo participam ativamente dos eventos promovidos pela cooperativa, com o objetivo de propiciar o desenvolvimento integral dos seus membros com incremento de produtividade, renda e qualidade de vida. Assim, nos campos técnico, educacional e social, com o trabalho da sua assistência técnica através de 190 profissionais, a Coamo vem beneficiando diretamente milhares de pessoas através da prática da formação e educação de forma gradual e contínua. Com o apoio do Sescoop e do Senar, mais de 1.500 eventos entre cursos, palestras e treinamentos são ministrados anualmente para mais de 67 mil pessoas, entre cooperados e familiares (esposas e filhos), representando importante instrumento para a difusão de tecnologias, bem como a melhoria da família cooperada no meio ambiente produtivo rural.

Com certeza, o cooperativismo é um movimento fundamental para integrar e organizar a produção dos cooperados, e atua diretamente como agente de desenvolvimento econômico, educacional e social. Com muito trabalho e intensa dedicação, de modo especial os cooperados da Coamo e também da Credicoamo, que a exemplo da Coamo é uma cooperativa de sucesso, merecem os nossos parabéns. Juntos com a diretoria e os funcionários, os cooperados da Coamo e da Credicoamo praticam diariamente um cooperativismo em busca do bem comum e dos bons resultados para a sua melhoria sócio-econômica.

Assim, o cooperativismo é antes de mais nada uma filosofia de vida e merece todo o nosso respeito, admiração e a nossa celebração, porque, somente na Coamo, ele é responsável pela sustentação de mais de 100 mil pessoas, e com a força do trabalho e da união de todos a cooperativa colabora para promover o progresso em diversas regiões e estados, e contribui para a geração de empregos, tributos, renda, e o desenvolvimento com qualidade de vida.

Sete linhas do cooperativismo

1º Adesão voluntária e livre - São organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros.

2º Gestão democrática - São organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto).

3º Participação econômica - Os membros contribuem eqüitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte é propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os excedentes são destinados ao desenvolvimento das suas cooperativas e benefícios aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa.

4º Autonomia e independência - São organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia da cooperativa.

5º Educação, formação e informação - Promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6º Intercooperação - Servem de forma mais eficaz aos seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7º Interesse pela comunidade - Trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros.