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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 426 | Junho de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Balança Comercial

O valor da agricultura brasileira

Há doze anos, o setor agrícola é âncora e responsável pelo superávit da economia do país


A agricultura brasileira é relevante para o crescimento e o desenvolvimento da economia brasileira. Os números do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comprovam a importância do agronegócio. Em 2012, pela 12ª vez consecutiva a agricultura ajudou a salvar o país, atuando novamente como âncora da balança comercial brasileira. Desta maneira, o saldo da economia ficou positivo e os agricultores brasileiros entre os mais tecnificados do mundo estão fazendo a sua parte, produzindo alimentos e ampliando os horizontes da economia do país.

No ano passado, em apenas 11 meses, o volume de negócios da agricultura com US$ 70 bilhões foi determinante para o superávit da economia, cobrindo o déficit de outros setores do país. A agricultura brasileira representa mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no País.

EXPORTAÇÕES - Informações da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa) dão conta do resultado de US$ 99,59 bilhões das exportações brasileiras nos últimos doze meses, o que representa crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior. No tocante as importações elas foram reduzidas em 6,5% no ano e somaram US$ 16,52 bilhões no período, resultando em um saldo positivo recorde de US$ 83,07 bilhões.

EFICIÊNCIA - O ministro da Agricultura, Antônio Andrade destaca a importância do setor para a economia do país. “A produção nos campos, devido às pesquisas ou ao alinhamento entre governo e iniciativa privada, há tempos se tornou exemplo de competitividade e eficiência. Quando o assunto é exportação, há alguns anos a balança comercial agropecuária sustenta o saldo positivo do Brasil’, afirmou.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras, somando US$ 19,14 bilhões, seguido dos Estados Unidos. Os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento de US$ 3,98 bilhões, responsáveis por 84,2% da expansão. Destacaram-se entre os setores cereais, farinhas, complexo soja e carnes. O complexo soja com US$ 26,57 bilhões foi o principal segmento em valor exportado, representando elevação de 2,1% em relação ao período anterior.

Abiove prevê maior exportação de soja

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informa que as exportações de soja em grão do Brasil devem superar, pela primeira vez, o volume processado pelas indústrias. Segundo a Abiove, o Brasil deverá exportar de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014 um total de 39 milhões de toneladas de soja frente a um processamento de 37,2 milhões de toneladas. O valor previsto pela Abiove era de exportações no montante de 38,2 milhões de toneladas e um processamento 38,3 milhões.

Com isso, a colheita recorde deverá incrementar alguns milhões de toneladas na exportação de soja e colocará o Brasil na liderança mundial no ranking dos maiores exportadores.

Paraná vai colher safra recorde de grãos de 38,2 milhões de toneladas

O Paraná segue com a expectativa de colher 38,2 milhões de toneladas de grãos entre as safras de verão e de inverno 2012/13, uma produção recorde e que representa um crescimento de 23% sobre o ano anterior. A safra caminha para o período final da colheita e a tendência é novamente de boa produtividade e de bons preços na hora da comercialização.

De acordo com o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, Francisco Carlos Simioni, a pesquisa foi feita antes das chuvas se agravarem e o reflexo na produtividade das lavouras ou na qualidade dos grãos será conhecida depois que os técnicos conseguirem ir a campo. “Os técnicos da Secretaria, de cooperativas, da Emater e das empresas de planejamento da iniciativa privada não estão conseguindo ir a campo para fazer os acompanhamentos necessários em função das chuvas que caem de forma intermitente sobre o Estado”, disse.

Segundo Simioni, o fato é que as lavouras de grãos, principalmente o milho da segunda safra e o feijão, vêm sofrendo os efeitos da irregularidade do clima que acontece desde o início do ano, com períodos alternados de excesso de chuvas, seguidos de estiagem e até mesmo geadas como ocorreram no início de maio.

De acordo com a engenheira agrônoma do Deral, Juliana Tieme Yagush, as chuvas estão atrasando a colheita do milho safrinha, mas ainda não é possível mensurar qualquer impacto sobre a produtividade das lavouras e qualidade dos grãos. Conforme o relatório, com o avanço da colheita até meados de junho foi feita uma reavaliação da área plantada com milho safrinha, que é um pouco maior do que se esperava. A área plantada cresceu 6% acima do plantio realizado em igual período do ano passado e a produção deverá crescer em torno de 10%, alcançando o volume de 10,93 milhões de toneladas do grão.

Não fossem os problemas de clima, a previsão inicial apontava para uma colheita inicial acima de 11 milhões de toneladas para o milho safrinha, comparou a técnica. (Com informações da Agência de Notícias do Governo do Paraná).