Pecuária
Fênix: soja seduz Moreira

Pecuarista tradicional, o cooperado experimentou e gostou da agricultura. Soja tem rendido dinheiro extra e ajudado a recuperar a pastagem da propriedade

A necessidade de recuperar as áreas de pastagem da propriedade fez com que o cooperado José Carlos Moreira, de Fênix, ingressasse numa atividade completamente nova para ele: a agricultura. Pecuarista tradicional - profissão que herdou da família, Moreira foi orientado pelos técnicos da Coamo a experimentar o cultivo da soja nas áreas mais degradadas da fazenda, visando a 
Moreira: satisfação com nova atividade
 
recuperação do solo. A solução foi perfeita e acabou seduzindo o cooperado, com alta produtividade, equilíbrio dos nutrientes do solo e renda extra na propriedade.

O investimento na agricultura vem sendo feito há 3 anos, numa área de 12 alqueires. "A soja foi escolhida em função do potencial do solo, que é rico em matéria orgânica", explica o cooperado. Seguindo corretamente as orientações do Detec da Coamo, Moreira vem acumulando excelentes resultados. "Na primeira safra a produtividade média chegou a 163 sacas por alqueire, na segunda a média foi de 157 sacas e neste último ano fechamos a safra com 168 sacas por alqueire de média", comemora.

A área destinada ao cultivo da soja já está quase pronta para receber a pastagem novamente. "Vamos fazer nova análise do solo para avaliar, principalmente, os níveis de fósforo", revela o engenheiro agrônomo Luciano Garcia Rodrigues, do Detec da Coamo em Fênix. Segundo ele, diante do entusiasmo do cooperado já existe um projeto para ampliar a área de cultivo na próxima safra. "A soja deve ocupar, também, uma nova área de 30 alqueires", confirma Moreira, revelando que a meta é manter 30% da fazenda, que possui área total de 155 alqueires, com atividades agrícolas. Como o cooperado não possui maquinário agrícola, todo o cultivo é terceirizado. "Fica melhor assim, porque não precisamos manter os custos de uma outra estrutura aqui na propriedade", completa.

Integração - O planejamento é o grande segredo de José Moreira. "Com estratégia os resultados aparecem e os negócios são verticalizados", orienta. O novo projeto do cooperado é ingressar no sistema integrado entre a agricultura e a pecuária, aproveitando a experiência com a pecuária e a boa resposta da agricultura.

A pecuária da fazenda é destinada apenas para a engorda de bois. A atividade, até então conduzida em sistema extensivo, vem sendo reavaliada e recebendo novos investimentos. O cooperado está de olho em melhores resultados. Ele adiantou que planeja reformar a pastagem, para um maior suporte de animais e dividir novamente os piquetes, para aproveitar melhor a água da fazenda.

 

Pasto nativo dá lugar à forrageira de alta qualidade

Pastagem onde mal dava para manter um animal por alqueire, agora suporta até dez animais. Esta é a nova realidade do cooperado Aldo Antonio Bona, optante do entreposto da Coamo em Candói. O resultado apareceu depois que o cooperado resolveu recuperar parte da pastagem na propriedade, que mantém na região de Cantagalo, com apoio do Detec da cooperativa.

Bona separou um talhão de sete alqueires da propriedade para fazer uma experiência. Fez análise e descobriu que no solo faltavam alguns nutrientes, carentes de correção, para implantar um capim com maior capacidade para produção de massa. No primeiro ano, corrigiu parte da deficiência e já pode observar o volume de massa produzido.

Bona, com o agrônomo Antonio Gomes: experiência bem sucedida
 
Sendo um pecuarista, há 27 anos na atividade, começou o trabalho pela pastagem, mas a próxima etapa é equilibrar os nutrientes de outra área para melhorar as lavouras. A chegada da Coamo na região despertou no cooperado o interesse em investir mais na integração agricultura pecuária para ampliar a produção de grãos.

Aos poucos o cooperado vai se adequando para as safras seguintes. Substituiu uma máquina antiga que não oferecia precisão na distribuição de adubo e das sementes milho ou soja na linha. "Este ano ainda quero comprar uma colheitadeira que vai me ajudar na redução dos custos da colheita", conta. A decisão por conciliar as duas atividades, fazendo com que uma complemente a outra, agradou não só produtor, mas também o Detec da Coamo em Candói. "O cooperado é um produtor exemplar e vai ajudar a difundir essas tecnologias", enfatiza Antônio Cesar Gomes, engenheiro agrônomo que assiste a propriedade de Bona.

Evolução - Até 1996 a agricultura praticada na fazenda era manual. A partir daí começaram as mudanças. Bona conheceu as técnicas de semeadura na palha, correção do solo e nutrição de plantas, entre outras. De acordo com o agrônomo da Coamo, mesmo sendo tradicional na pecuária de corte o cooperado não ofereceu resistência em inovar a propriedade. Aliás, está sendo observado pelos vizinhos que estão entusiasmados com o trabalho que ele fez para melhorar a sua pastagem e lavoura.

"Ele vem evoluindo em todos os sentidos. É sua preocupação não só a fertilidade do solo, mas a escolha de uma boa semente e até o maquinário adequado", aponta Gomes. Mesmo com pouca experiência na agricultura, Bona produziu 110 sacas de soja por alqueire e 330 sacas de milho, médias desta última safra.

Perfil da região - Com esta visão os números de Bona superam as médias de Cantagalo. O solo é muito ácido e os terrenos são acidentados e necessitam de maiores investimentos em correção. A lotação de animas nas áreas de pastagens não suportam mais de uma cabeça por alqueire. Obstáculo que também está sendo superado pelo cooperado.



Integração é tema de dia de campo em Barbosa Ferraz

Dia de campo movimentou cooperados de todo o Vale do Ivaí
O Detec de Barbosa Ferraz realizou no dia 18 de abril um dia de campo sobre integração agricultura e pecuária. O evento aconteceu na fazenda Vista Alegre, de propriedade do cooperado Adão Belinato e demonstrou as vantagens do sistema integrado. A propriedade é considerada modelo na região.

Participaram do encontro cerca de 80 cooperados dos entrepostos de Barbosa Ferraz, Fênix, São 
João do Ivaí, Quinta do Sol e Engenheiro Beltrão.

O cooperado Adão Belinato iniciou no sistema de integração agricultura e pecuária em 2000, cultivando uma área de 2,2 hectares de pastagem, dividida em 10 piquetes e com 28 animais. Entusiasmado com os resultados, Belinato plantou mais 06 alqueires de pastagem no ano passado, utilizando a variedade de capim mombaça e dividindo a área em 14 piquetes de 0,5 alqueires cada, com lotação de 102 animais.