Agricultura

Algodão mecanizado é opção em Juranda

Os Cardoso fazem da cotonicultura a principal atividade da propriedade e há mais de 30 anos

Colheita mecânica continua viabilizado a produção dos Cardoso

A falta de mão-de-obra para a colheita manual do algodão não desanimou a família Cardoso, de Juranda. Eles encontraram no cultivo mecanizado uma excelente alternativa para continuar fazendo o que mais gostam: plantar algodão. A cotonicultura já faz parte da vida dos Cardoso. São mais de 30 anos plantando algodão e ainda hoje a lavoura é a principal opção de cultivo no verão.

“A gente não consegue parar de plantar”, brinca o cooperado Alípio Cardoso, o patriarca da família. Na verdade, a brincadeira fica só na conversa, porque na hora de contabilizar os resultados da lavoura a família sorri por outros motivos. “No nosso caso o algodão é a melhor opção de cultivo, uma vez que trabalhamos em parceria e temos grande oferta de mão-de-obra familiar. Sem contar a facilidade, agora, da colheita mecânica”, revela Sebastião Alves, um dos filhos. 

Nesta safra a família Cardoso plantou 26,5 alqueires de algodão, em áreas próprias e arrendadas. A previsão para o próximo ano é ampliar a área de cultivo em cerca de 20%. “O preço nesta safra está ajudando bastante e isso tem nos animado a ampliar a nossa área de plantio no ano que vem”, salientam.

O agrônomo Edson Braga com o cooperado Alípio Cardoso
Há quatro anos a família optou pelo cultivo mecanizado de algodão e não se arrepende. Sem o apoio das máquinas eles plantavam menos e gastavam mais para produzir. “Agora, colhemos mais rápido e com melhor qualidade, o que valoriza o nosso produto”, destaca Sebastião. A condução das lavouras também é feita com um nível mais elevado de tecnologias. “Queremos chegar ao máximo da produtividade”, disse o cooperado.

A produtividade média da família Cardoso nesta safra fechou em 500 arrobas por alqueire. Foi 20% maior que a alcançada na safra passada. No próximo verão, a meta dos Cardoso é chegar a uma produtividade média de 600 arrobas por alqueire, sem abrir mão do cultivo mecanizado.