| Culturas de Inverno |
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Safrinha em toda a área
Com o incremento de área de plantio entre 15% a 20% em relação ao ano passado, o milho safrinha vem se consolidando como opção de cultivo para algumas regiões da área de ação da Coamo. Nesta safra, a safrinha está sendo explorada pelos cooperados em cerca de 90 mil alqueires. Neste ano, o plantio é o maior desde meados dos anos 90, quando a cultura começou a ser implantada economicamente. A área, nesta safra, praticamente se igualou à cultivada com trigo. O avanço no cultivo da safrinha é resultado das dificuldades que muitos produtores enfrentam no cultivo do trigo, como a falta de incentivo por parte do governo federal e as incertezas do mercado. Em algumas regiões – principalmente as mais quentes, o milho safrinha tem se comportado melhor na opinião dos agricultores. É o caso da família De Angele, de Engenheiro Beltrão. Eles plantam milho safrinha há nove anos, mas a partir do ano passado estão apostando todas as fichas na cultura. Nesta safra, os De Angele estão cultivando os 45 alqueires da propriedade com o milho safrinha. A família trabalha em conjunto, tanto na tomada de decisões quanto no desenvolvimento das tarefas. Pai e filhos formam uma grande parceria, que tem na Coamo um suporte fundamental para a condução dos negócios na propriedade. A tecnologia utilizada pelos cooperados é de primeira, desde a escolha de cultivares, o tratamento de sementes e a adubação de base e cobertura. “Seguimos a orientação da Coamo, sempre de olho em melhores resultados”, ressalta Carlos Eduardo, um dos filhos. No ano passado, a produtividade não foi das melhores, chegando a 110 sacas por alqueire A lavoura foi prejudicada pela seca na fase de crescimento da cultura. Mas nesta safra a expectativa é que a produtividade média da cultura chegue a 200 sacas por alqueire, se o clima colaborar. O único receio da família, neste ano, é com relação ao seguro da lavoura. Mesmo assim, eles não abriram mão de um investimento semelhante ao do ano passado. “O bom preço do milho no mercado foi o grande fator motivador para a decisão de plantar toda a nossa área com a safrinha. Enquanto o mercado estiver acenando favoravelmente, vamos continuar investindo na cultura”, completam.
Adubo guardado na terra
Há oito anos a produção de trigo na fazenda de Andrade segue o mesmo sistema. A receita de trabalho do cooperado é aliar tecnologia com eficiência na produção. O resultado não poderia ser outro: produtividades cada vez maiores e mais estáveis. “O investimento em tecnologia nos garante segurança nos resultados”, revela o cooperado, acrescentando que o escalonamento de plantio também vem sendo importante no esquema de trabalho, uma vez que possibilita trabalhar as diferentes cultivares diante das variações climáticas. A produtividade média da cultura chegou a ser de 90 sacas por alqueire, mas hoje varia entre 130 e 150 sacas por alqueire, dependendo do comportamento do clima no ano.
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