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Será que vai chover? Antes os brasileiros preferiam consultar as estrelas. Hoje as informações meteorológicas são disponibilizadas para diversos setores da economia com até três meses de antecedência Com os avanços tecnológicos, a previsão do tempo tornou-se bem mais precisa. Atualmente o índice de acerto dos meteorologistas ultrapassa 95% nos prognósticos feitos de um dia para o outro. Há vinte anos, não chegava a 70%. Desde o fim do ano passado, com a aquisição pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de um supercomputador capaz de realizar 256 bilhões de cálculos matemáticos por segundo, é possível elaborar estudos mais detalhados para períodos mais longos. As previsões feitas para três meses agora acertam em 75% dos casos – uma média comparável à dos países mais avançados em termos de meteorologia, como os Estados Unidos. Mais confiáveis, os serviços de previsão do tempo passaram a ser usados por empresas de diversas áreas. Nos Estados Unidos, o mercado da previsão do tempo movimenta mais de 1 bilhão de dólares por ano. No Brasil, embora ele ainda seja pequeno, as perspectivas são bastante promissoras. A empresa de consultoria mais antiga do país, a Climatempo, existe há quinze anos. Nos últimos cinco, o negócio triplicou de tamanho. Há mais de uma dezena de sites que fornecem previsões. Os mais concorridos chegam a receber cerca de 50.000 consultas por dia. A acuidade da meteorologia é vital para diversos setores da economia, dos quais o agrícola é o mais evidente. Segundo estimativas da Organização Meteorológica Mundial, 20% dos grãos plantados anualmente em todo o mundo são perdidos por falta de estudos climáticos. No Brasil há uma dezena de empresas especializadas em consultoria meteorológica. Todas elas trabalham a partir de dados fornecidos pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, uma divisão do Inpe, e pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Todos os dias, os meteorologistas desses institutos recebem informações sobre as condições do clima no mundo inteiro. Elas são obtidas de diversas fontes – de satélites, radares e bóias meteorológicas a comandantes de navios e pilotos de aviões que avisam a quantas anda o tempo nos lugares por onde passam. Essas informações, retratos de determinado momento, são submetidas a complexos cálculos matemáticos feitos pelo supercomputador. O resultado final tem a forma de um amontoado de gráficos, imagens e números.
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