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Grãos
que valem dólar
Coamo investe R$ 50 milhões e duplica indústrias em
Campo Mourão
Indústrias agregam valor à produção
dos cooperados e tornam a Coamo mais competitiva no mercado
O
campo não é o único lugar onde se pode ver
realizado o trabalho da Coamo e de seus mais de 18 mil cooperados.
Nas prateleiras dos supermercados e como matéria-prima para
diversos outros produtos, a produção dos associados
ganha maior valor e, assim, chega diretamente às mesas dos
consumidores brasileiros e de outros países. O trabalho dos
agricultores está impresso na força da marca Coamo.
E esta, atrelada ao profissionalismo, competência e qualidade,
em todos os elos da cadeia produtiva. São valores cultuados
desde a fundação da cooperativa e que estão
internalizados em cada uma das pessoas que estão ligadas
direta e indiretamente com os negócios da Coamo.
No campo, o trabalho dos cooperados se estende por quase 4 milhões
de hectares de terras que produzem, anualmente, o recebimento e
a comercialização de mais de 3 milhões de toneladas
de grãos. Assim, a cooperativa responde por 3,7% de toda
a produção nacional de grãos e fibras e 17%
da safra paranaense, atuando em mais de 50 municípios do
Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (a partir de
2004). E quando o assunto é o mercado externo, mais um motivo
de orgulho: a Coamo exporta 16% do total de todas as cooperativas
brasileiras.
As indústrias também têm especial importância
para a Coamo porque além de agregarem valor à produção
dos cooperados geram competitividade num mercado globalizado. O
parque industrial da cooperativa é composto por cinco indústrias
de esmagamento de soja, entre próprias e terceirizadas, cujas
capacidades de produção somadas é de 6,8 mil
toneladas por dia, resultando na industrialização
de 2 milhões de toneladas de produtos por ano. Completam
o complexo industrial uma refinaria de óleo de soja com capacidade
para 350 toneladas por dia; uma fábrica de gordura hidrogenada
com capacidade de 100 toneladas por dia; uma indústria de
margarina com capacidade para 120 toneladas pordia; uma fiação
de algodão com capacidade para 20 toneladas de fios cardados
por dia e um moinho de trigo, que, juntamente com mais uma unidade
arrendada de terceiros, industrializam 100 toneladas de trigo por
dia.
Todo esse complexo industrial transforma mais de 1,7 milhão
de toneladas de produtos por ano, agregando valor à produção
dos cooperados e criando empregos e divisas nas regiões em
que atuam. E deste parque industrial saem os produtos Coamo que,
junto com as commodities agrícolas, são comercializados
nos mercados interno e externo.
Em todas as etapas da industrialização são
observados rigorosos padrões de controle de qualidade através
do programa ISO 9001-2000, no laboratório da fiação,
bem como a implementação das Boas Práticas
de Fabricação e Análise de Perigo e Pontos
Críticos de Controle.
Crescimento – A Coamo é a maior cooperativa
singular da América Latina e uma das empresas nacionais mais
bem-sucedidas no mercado externo. Em 2003, a receita global da cooperativa
atingiu R$ 3,30 bilhões, com um crescimento de 45,4% em relação
ao ano de 2002.
Produtos – As marcas Coamo e Primê
estão impressas em variada gama de produtos, dentre os quais
óleo refinado de soja, os cafés torrado e cru, farinha
de trigo, gordura hidrogenada, margarina e creme vegetal.
Em 2003, a linha de alimentícios ganhou espaço nas
gôndolas dos supermercados e nos lares dos consumidores, assim
como em cozinhas industriais, bares e restaurantes. O faturamento
no ano foi de R$ 225,69 milhões, o que representou um crescimento
de 25,2% nas vendas, em comparação com o ano 2002.
“Crescemos em 2003 como havíamos crescido em 2002 e
em todos os 33 anos de história da nossa cooperativa. Essa
é a nossa estratégia: o trabalho sério e organizado
há de sempre produzir riqueza e progresso”, comemora
o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor
presidente da Coamo. Ele explica que o objetivo da cooperativa é
encurtar o caminho entre o campo e a mesa do consumidor final, para
que o crescimento econômico do cooperado seja sustentável.
Na opinião do Dr. Aroldo, para acompanhar as exigências
e desafios do mundo moderno é fundamental estar sempre de
olho no futuro. “A receita é aliar experiência
à capacidade de manter-se sempre atualizado e voltado para
o futuro e para a inovação. Essas são condições
essenciais para a solução dos problemas”, orienta.
“Assim – continua, o crescimento é contínuo”.
O firme propósito de consolidar cada vez mais os compromissos
com a comunidade, seja ela interna ou externa, tem levado a Coamo
a um caminho cada vez mais sólido de construir uma cooperativa
ajustada e capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos.
EXPORTAÇÃO
Através
do terminal portuário, em Paranaguá, no ano passado
a Coamo exportou 1,89 milhão de toneladas de produtos,
operando 227 navios, o que totalizou US$ 350 milhões,
11% acima do valor registrado no ano anterior. Em 2003, a Coamo
ocupou a 33ª posição entre as empresas exportadoras
do país e ficou em primeiro lugar entre as de exportação
de commodities no Estado do Paraná.
| PRODUÇÃO
EM 2003 |
| Óleo
bruto de soja - 198,64 |
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| Margarina
e Creme Vegetal - 14,17 |
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| (Valores
em mil toneladas) |
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A rastreabilidade
dos grãos, da produção da semente até
o ponto de entrega no país comprador, é um diferencial
da Coamo. Pelo sistema CIF Europa de comercialização,
o produto Coamo goza de excelente conceito pela qualidade e
confiabilidade nos processos.
Os principais produtos exportados pela Coamo são: soja,
milho e trigo (in natura) e farelo de soja, óleo bruto
de soja e café beneficiado (industrializados).
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Investimentos
aumentam produção
Com a entrada
em operação da nova unidade de extração
de óleo de soja, a Coamo concluiu a duplicação
da capacidade de produção do seu complexo industrial,
em Campo Mourão, que compreende uma área de 24.200 metros
quadrados de construções. “A cooperativa investiu
R$ 50 milhões na ampliação do seu parque fabril,
que está entre os cinco maiores complexos agroindustriais do
país”, lembra o superintendente Industrial da Coamo,
Germano Ottmann. As melhorias foram executadas nas unidades processadoras
de soja e derivados (indústria de óleo bruto, refinaria
de óleo e fábrica de margarinas), e fiação
de algodão, que respondem por cerca de 50% do faturamento anual
da Coamo.
A primeira unidade que teve sua produção duplicada foi
a refinaria de óleo de soja, que começou operar com
plena capacidade em meados do ano passado. São 20 mil caixas
produzidas diariamente, representando o envase de 400 mil latas por
dia de óleo refinado.
No final de 2003, foi concluída a ampliação da
unidade de hidrogenação de gorduras vegetais, que saltou
de uma produção de 100 para 200 toneladas por dia de
capacidade. A unidade permite à Coamo produzir para o mercado
gorduras hidrogenadas para uso em margarinas, em frituras, em industrias
de massas e biscoitos, industriais anti-pó e para o mercado
de sorvetes.
Já
no início deste ano, a cooperativa deu início à
operação da fábrica de margarinas e cremes vegetais,
com a estrutura ampliada. A produção da unidade foi
duplicada, passando a produzir 120 toneladas por dia.
A fábrica
é responsável pela produção das margarinas
cremosa Coamo (250 e 500 gramas, e baldes de 15 quilos, para uso institucional),
e também o creme vegetal Prime, nas embalagens de 250 e 500
gramas. “A ampliação da unidade de margarinas
e cremes vegetais permitiu à Coamo avançar ainda mais
no competitivo mercado de margarinas, chegando à mesa dos consumidores
em dezenas de estados brasileiros”, acrescenta Ottmann.
A quarta e última unidade ampliada foi o esmagamento de soja.
A nova fábrica acaba de entrar em operação, duplicando
a capacidade de produção da cooperativa. Hoje, a Coamo
é responsável pelo esmagamento de 2 mil toneladas de
soja por dia, em Campo Mourão. Com equipamentos de última
geração, a nova unidade permite que a cooperativa possa
elevar o esmagamento, no futuro, para 4 mil toneladas por dia.
“A fábrica de esmagamento de soja está adaptada
para produzir farelos especiais de baixo teor de fibras e altos teores
de proteínas para os mercados interno e externo. O óleo
produzido a partir do esmagamento da unidade da Coamo, em Campo Mourão,
será todo utilizado como matéria- prima para alimentar
as próprias fábricas da cooperativa”, completa
o superintendente da Coamo.
Fiação
de algodão – Além dos investimentos na
área de processamento de soja, a Coamo também realizou
melhorias na sua fiação de algodão, que é
outra fábrica integrante do complexo industrial de Campo Mourão.
Foram modernizadas as linhas de abertura e acabamento de fios, assegurando
qualidade para atender o mercado nacional e de exportação.
A fiação de algodão da Coamo produz, anualmente,
6 mil toneladas de fios cardados, com certificado de qualidade ISO
9001-2000.
Energia – Para garantir regularidade no fornecimento
e consumo de energia elétrica no complexo industrial de Campo
Mourão, a Coamo construiu e também acaba de colocar
em operação uma moderna subestação rebaixadora
para 15 mw de potência, alimentada pela Copel em 138 kv. “É
a primeira e única substação com essa tecnologia
em nosso Estado”, garante Ottmam, reforçando que além
de assegurar uma energia estável e confiável, a subestação
trará menor custo operacional para a cooperativa, possibilitando
às industrias uma melhor performance e competitividade no mercado.
| LINHA
DO TEMPO |
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1981
– Início operações da
indústria de esmagamento de soja, em Campo
Mourão; |
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1986
– Início operações da
fiação de algodão, em Campo
Mourão; |
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1990
– Início operações do
terminal portuário e indústria de
esmagamento de soja em Paranaguá; |
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1996
– Início operações da
refinaria de óleo de soja, em Campo Mourão; |
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1999
– Início operações da
hidrogenação, em Campo Mourão; |
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2000
– Início operações da
fábrica de margarinas. |
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GERADOR
DE EMPREGOS
O parque industrial da Coamo, em
Campo Mourão, é responsável pela
geração de 700 empregos diretos no município.
Este número equivale mais de 20% do total de
empregos gerados diretamente pela Coamo, em todas as
regiões onde ela atua, e quase metade do número
de empregos diretos gerados pela Coamo em Campo Mourão.
No período de trabalho nas ampliações
das indústrias foram criados mais de 200 empregos
indiretos. |
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