Meio Ambiente      



Embalagens de agroquímicos:
Inaugurada receptora em Campo Mourão


Unidade é considerada uma das maiores do Paraná para recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos


Instalada numa área de 5 mil metros quadrados, junto ao Aterro Sanitário, a unidade de Campo Mourão da Adita – Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária, foi inaugurada no dia 23 de abril. O empreendimento, que compreende uma área construída de 1,3 mil metros quadrados destinados ao recebimento e triagem de embalagens vazias de produtos agroquímicos, foi entregue ao município durante solenidade que contou com a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida.

A receptora é considerada uma das maiores do Paraná e tem como principal objetivo concentrar todas as embalagens de produtos agroquímicos após seu uso na agricultura. Além de facilitar o encaminhamento das embalagens pelos agricultores, o barracão também deverá contribuir diretamente para a diminuição do risco de contaminação de frascos de agrotóxicos junto ao meio ambiente.

Líder Mundial – “O Brasil está se tornando líder mundial no volume recolhido de embalagens vazias de agrotóxicos”. A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), João Cezar Rando, que também participou do evento. “Isso significa que estamos numa boa direção. Porém, temos ainda muito chão pela frente”, alertou. O país, segundo Rando, deve recolher neste ano mais de 50% das embalagens que serão colocadas no mercado. O Paraná deve chegar perto de 70%. “São índices superiores a países mais desenvolvidos, mas que podem ser ampliados com o crescimento da conscientização do produtor rural”, orientou.

O benefício, na opinião de Rando, não é dirigido apenas ao agricultor, mas também para toda a sociedade. O sistema está sendo um gerador de empregos. “Mais de 2 mil empregos diretos já foram gerados pelo sistema, a partir do momento em que começou a funcionar, há 2 anos”, salientou.

Crescimento – O gerente de operações da unidade da Adita em Campo Mourão, Waldir José Bacarin, disse que hoje a unidade de Campo Mourão está capacitada para receber um grande volume de embalagens, com um giro muito rápido de recebimento e encaminhamento do destino final. As operações na unidade foram iniciadas em agosto de 2003, atendendo os associados da Adita e da Coamo. “Fechamos o ano passado com um volume de 480 mil embalagens recebidas e já recebemos, somente no primeiro trimestre de 2004, 435 mil embalagens”, comemorou Bacarin.

Projeto social – O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, fez questão de ressaltar a importância social de todo o projeto de recolhimento e processamento de embalagens vazias de agrotóxicos. “O Paraná ganha muito num programa como este, sobretudo do ponto de vista da saúde humana, uma vez que os resíduos de agrotóxicos inalados ou em contato com pele por muito tempo levam a doenças, e estas podem ser evitadas. Portanto, não estamos investindo apenas em meio qualidade do meio ambiente”, destacou.

O Paraná, segundo Cheida, tem uma estratégia de investir mais neste setor. Para isso, o governo do Estado tem estabelecido parcerias com a iniciativa privada, como as cooperativas, e federações da agricultura, além das prefeituras. “Assim vamos chegar até onde pretendemos, que é recolher todas as embalagens do campo e propiciar uma melhor qualidade de vida para a nossa população”, sustentou Cheida, salientando que o produtor rural do Paraná está cada vez mais consciente para a importância do projeto. “Uma coisa puxa a outra e isso faz com que a gente pense que ao nos dedicarmos a uma causa, por menor que ela seja, vamos estar contribuindo para que outras questões também sejam melhoradas. E isso é uma das prioridades do governo”.


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